A interatividade social e a família

A interatividade social e a famíliaCom o avanço do entretenimento e a proliferação das redes de relacionamento social, fica cada vez mais difícil não perceber o quanto as pessoas têm se rendido a esses novos métodos de entretenimentos. Com o passar dos anos e as constantes inovações, as redes sociais têm sido uma febre entre os mais variados públicos. No entanto, esses recursos que podem ser facilmente baixados em um aparelho de celular, ou acessados por qualquer computador conectado à internet, com o intuito de aproximar as pessoas, estejam elas onde estivem, inclusive de diferentes culturas e etnias, podem ser grandes armas para falência da família se não considerarmos seus riscos e não vigiarmos ao utilizá-los.

É fato que aos poucos, nos sentimos ligados a essas novidades que, querendo ou não, acabam ajudando na comunicação com os amigos, familiares e outras pessoas as quais conhecemos. Por exemplo, em vez de ligar para cada um dos colegas da faculdade para anunciar alguma mudança ou alteração nas programações, cria-se um grupo no “WhatsApp” e uma única mensagem chega a todos que precisam dessa informação. Ou, noutro caso, se você está pensando em mudar de emprego ou quer saber sobre tudo o que está acontecendo de novidade no mercado de trabalho, cursos, palestras, artigos, etc., basta conectar-se ao “Linkdin” e fazer amizades virtuais com vários profissionais da sua área ou de outras.

O Facebook é outra rede social muito usada no Brasil e no mundo. Com ela fica mais fácil se aproximar de pessoas não só aqui em nosso país, mas em muitos outros lugares. Essa rede social permite postar pensamentos, frases curtas ou longas, imagens, etc. Além disso, permite que outras pessoas curtam e compartilhem posts e façam comentários bons ou ruins.

O Instagram, assim como o Facebook, é uma rede de relacionamento social que lhe permite postar fotos e vídeos. No caso deste último, são limitados há apenas 15 segundos. Permite que você siga a alguém e seja seguido. O Twitter é uma rede de relacionamento social rápida, que permite postar informações limitadas, não ultrapassando 140 caracteres. Assim como o Instagram, as informações postadas só podem ser vistas por aqueles que lhe seguem, tendo também a opção de seguir e ser seguido.

Já o Youtube é uma rede voltada unicamente para postar vídeos. Nela, o usuário pode criar um canal e, sempre que quiser, compartilhar seus vídeos. O Youtube permite ainda comentários e o compartilhamento dos vídeos em outras redes sociais. Essa rede social tem virado o meio de vida para muitas pessoas, pois dependendo do número de visualizações os usuários passam receber repasses referentes aos vídeos. Não só essas, mas muitas outras redes de entretenimento estão disponíveis na rede mundial de computadores. Na verdade, olhando por um lado, elas têm um caráter proveitoso para os que as utilizam como suporte para estabelecer relações proveitosas e se aproximar de pessoas distantes. Por outro, podem ser um elo com o pecado e afastamento familiar.

Lembro-me que na minha infância crianças não se preocupavam muito em ter celulares, até porque esses aparelhos eram muito nobres e de difícil acesso para os menos favorecidos. Quando pude desfrutar de um aparelho, eu tinha aproximadamente 16 anos. Tudo foi muito lindo e satisfatório. Tudo era muito simples, os únicos recursos que ele me oferecia era fazer ligações e enviar mensagens de texto.

Como as coisas mudam! Os celulares ganharam em nossos dias uma série de outros recursos, fica até difícil pensar na vida sem um aparelho para fazer contanto com outros indivíduos. Eles estão cada vez mais sofisticados e evoluídos. Com apenas alguns toques você pode acessar sua conta no banco, fazer compras na internet e, claro, ter acesso a múltiplas redes sociais.

Parece que as crianças já nascem sabendo manipular esses aparelhos, basta colocar uma disposição para ver que eles podem descobrir coisas que nem nós mesmos sabíamos. E eles estão cada vez mais precoces, querem possuir modernos celulares e são facilmente envolvidos pelos jogos que estão disponíveis. No entanto, como pais, é preciso estarmos alertas quanto aos danos que isso pode trazer ao desenvolvimento intelectual e psíquico dos nossos filhos. Para tudo tem um tempo e é preciso saber discernir qual o exato momento de presentear seu filho com um aparelho de celular ou tablete, bem como impor regras para utilização destes aparelhos.

O grande problema não está nos aparelhos de celulares, tabletes ou redes sociais, mas em como as pessoas os usam. Não se pode negar que eles são interativos e que quanto mais usamos mais gostamos de usar. No entanto, ao mesmo tempo em que estabelecemos relações com diversas pessoas no ambiente virtual, evitamos cultivar relacionamentos com pessoas que convivem em um mesmo ambiente.

A família moderna está cada vez mais distante por abrir mão do velho diálogo face a face para interagir pelas redes sociais. Vejo com frequência, em épocas comemorativas de Dia das Mães, Dia dos Pais, aniversários destes entes queridos, muitas declarações e mensagens lindas, porém, nem sempre essas pessoas que estão sendo homenageadas possuem uma página nessas redes sociais e, quem sabe, o que se diz na rede nem foi dito pessoalmente. O distanciamento está tão grande que nas reuniões de família e/ou confraternizações, enquanto poucos interagem pessoalmente, boa parte ali presente está com algum aparelho de celular na mão interagindo com outros, perdendo bons momentos juntos.

Já tive a oportunidade de ver crianças que não participam integralmente das reuniões familiares ou brincadeiras com outras crianças, simplesmente por que estão envolvidas demasiadamente com seus aparelhos. Nessa atmosfera em que não se estabelece vínculos afetivos a tendência é caminhar pelo caminho da falta de comunicação. No entanto, nada substitui as pessoas. Nenhuma mensagem, por mais motivacional que seja, poderá substituir um carinho ou afago da pessoal que amamos. Nenhum comentário, por mais elogioso que seja, poderá substituir um abraço sincero e amoroso. Por mais que se ache muitos “amigos” nesses ambientes, se converse os assuntos mais variados possíveis, se distraia com alguns jogos on-line ou off-line, as pessoas ainda continuam pessoas. E, como tais, necessitam de carinho, atenção, companheirismo, abraço, etc. Isso jamais poderá ser suprido em um ambiente virtual.

Tudo é muito interativo e fenomenal no mundo on-line, no entanto algumas precauções devem ser tomadas para que o bom e velho relacionamento pessoal não seja esquecido pela família. Por isso, resolvemos sugerir algumas atitudes que você pode tomar não só em relação aos seus filhos, mas em relação a você e seu cônjuge:

1) Estabeleça limites no uso desses aparelhos. Aprenda a se policiar em relação ao acesso às redes sociais. No caso dos filhos, estabeleça horários e tempo destinado a esses entretenimentos, delegue outras atividades e cobre-as.

2) Vistorie as amizades que o seu filho tem nas redes sociais. Não seja resistente à tecnologia, acesse às redes e veja quais são as amizades de seus filhos.

3) Fiscalize os posts que seu filho publica na internet (comentários, fotos, vídeos, etc).

Resgate momentos em família. Há tantas coisas que podem ser feitas em família. Uma delas é o culto familiar. Além disso, o ato de jantar juntos, compartilhar experiências do dia, sair para comer fora, são atitudes que podem aproximar mais ainda a família.

Por, Edeilson Santos.

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