A face dos atentados em Bruxelas

Islamização da Europa inspira cuidados de novos ataques terroristas

A face dos atentados em BruxelasMais uma vez os europeus foram surpreendidos com mais um ataque terrorista perpetrado por militantes islâmicos infiltrados no continente. Os atentados resultaram em dezenas de mortos e feridos no Aeroporto Internacional de Zaventem e na estação de metrô Maelbeek em Bruxelas, capital da Bélgica, na manhã do dia 22 de março. O célebre grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou os ataques nos dois pontos de grande movimentação de pessoas na cidade. As autoridades belgas divulgaram o número oficial de 38 mortos (incluindo três terroristas suicidas) e mais de 340 feridos. O ato terrorista levou o país a entrar em alerta máximo para atentados terroristas.

Somente algumas horas após os ataques dos terroristas, militantes do EI publicaram um comunicado na web no qual reivindicava a autoria dos atentados. “Uma célula secreta de soldados do califado (…) realizou um ataque contra o estado cruzado da Bélgica, que está lutando contra o Islã e seu povo”. Os jihadistas acrescentaram que os agressores portavam coletes, artefatos explosivos e metralhadoras e que as nações que combatem os radicais teriam que enfrentar “dias escuros” no futuro. Entrementes, o primeiro-ministro belga, Charles Michel, classificou os dois incidentes como “atentados cegos, violentos e covardes” na capital belga. “Temíamos um atentado terrorista e aconteceu”, lamentou Michel. O rei Philippe da Bélgica e a rainha Mathilde se juntaram à dor das vítimas dos ataques. Os terroristas Najim Laachraoui, Khalid e Ibrahim El Bakraoui cometeram suicídio ao detonarem as bombas nesse movimentados lugares; outro terrorista Salah Abdeslam permaneceu foragido por quatro meses após os atentados, mas acabou capturado no bairro Molenbeek, em Bruxelas.

Terroristas até fingem ser cristãos para agir na Europa

No Mensageiro da Paz 1.570 (março), na página 13, a matéria intitulada “Guerrilheiros do EI fingem ser cristãos” revela uma das faces mais cruéis e contraditórias dos jihadistas: fingirem comungar a fé que desprezam e lutam para erradicá-la do planeta. Na crise da imigração de refugiados sírios para a Europa, os guerrilheiros se introduziram na multidão que entrou no continente. O objetivo desses terroristas é consumar a morte e destruição de vidas humanas assim que forem convocados para isto. Esses radicais agem sozinhos ou em pequenas células, descaracterizados para não levantar suspeitas.

Mas para não serem descobertos, os agressores seguem as orientações do livro intitulado “Diretrizes de Segurança aos Lobos Solitários Mujahideen”. O “manual” tem 64 páginas, é traduzido para o inglês e publicado na internet. O terrorista deve evitar cultivar a barba, vestir-se como um muçulmano e até mesmo carregar consigo um colar com a cruz cristã.

Extremismo pode aumentar com islamização da Europa

Com o secularismo que varre a Europa, em que o cristianismo se tornou apenas em uma informação de nível cultural com seus templos sendo transformados em clubes, bares, casas noturnas ou mercados, ou ainda até adquiridos por muçulmanos para servirem como mesquitas, a Inglaterra também foi atingida pela onda ateísta. A falta de estímulo para continuarem a comungar a fé cristã e a total descrença no poder de Deus em suas vidas, levou a sociedade inglesa a um vácuo no âmbito religioso (como ocorre no resto do continente) de modo que abriu espaço para outras religiões, e dentre elas, o islamismo.

Com o avanço do islamismo pela Europa, já é possível identificar na paisagem local a existência de grandes mesquitas ou em fase de construção.

Na cidade alemã de Colônia, por durante séculos, a célebre catedral gótica, reconhecida por sua imponência era celebrada como o maior santuário deste tipo do norte da Europa. Mas em breve a igreja terá a companhia dos elevados minaretes de 46 m de altura da mesquita que está em construção.

O local está sendo financiado pelo governo da Turquia e enfrenta a oposição de grupos que interpreta a iniciativa como uma intervenção da Turquia no coração da Alemanha.

“Esta mesquita é um símbolo de poder político. É um símbolo da islamização no centro da Europa, e principalmente esta mesquita na região de Colônia-Ehrenfeld”, disse Manfred Rouhs, organizador do Pro-Köln, ao noticiário televisivo CBN News.

Diga-se de passagem que diversos projetos de mesquitas no continente europeu são financiados pelo governo turco. Mas não são apenas o governo da Turquia que financia esses arrojados projetos: algumas dessas mesquitas também recebem “apoio” da Arábia Saudita e outras, como a mesquita que está em fase de planejamento para a cidade de Copenhague, na Dinamarca estão sendo construídas com o dinheiro da Guarda Revolucionária do Irã.

“Não é realmente uma mesquita”, comenta Lars Hedegaard, dinamarquês especialista em assuntos islâmicos, acerca da mesquita de Copenhague. “Parece-se mais com um quartel militar. Vai ser uma instituição que aterrorizará não somente os dinamarqueses, mas também os iranianos não obedientes”, acrescenta Hedegaard.

Em Londres, a intenção de construir a maior mesquita da Europa sofreu forte oposição pública e teve as suas proporções reduzidas em tamanho.

Mas em Colônia e outras cidades, esses projetos de construção de mesquitas recebem total apoio de grupos e indivíduos esquerdistas que, às vezes, manifestam-se de forma violenta contra quem se opor às mesquitas.

Em suma, os ataques terroristas na Europa e a vertiginosa construção de mesquitas pelo continente, leva a concluir que os fanáticos não pretendem apenas garantir o espaço físico para a prática religiosa, mas ambas as iniciativas parecem indicar algo muito mais sério: a reivindicação do Velho Continente aos reclames do Alcorão e a instalação de um califado como a forma de expandir o islamismo pelo mundo afora.

Por, Eduardo Araújo.

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