A Eleição de Israel à luz da Bíblia e o mito da substituição

A Eleição de Israel à luz da Bíblia e o mito da substituiçãoA eleição do povo judeu ou povo de Israel é um assunto muito importante, é algo muito sério para todos os que creem na Bíblia como a infalível Palavra de Deus, pois “eleição” quer dizer que até hoje Israel continua sendo o povo de Deus: “…quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas, porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”, escreve Paulo em Romanos 11, e a própria história é um testemunho disso.

Em Isaías 44.1, lemos: “Agora, pois, ouve ó Jacó, servo meu, e tu ó Israel, a quem escolhi”. Em Isaías 45.4b, lemos: “Por amor do meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito”. E em Isaías 45.17, encontramos: “Mas Israel é salvo pelo Senhor, com uma eterna salvação; pelo que não sereis envergonhados nem confundidos em todas as eternidades”. O profeta Isaías profetiza dizendo que o Senhor elegeu a Israel, e este é um decreto irrevogável, eterno. O povo de Israel foi escolhido por Deus, e Deus não volta atrás, pois se trata de um decreto divino. Os judeus constituíram-se inimigos do Evangelho por causa de nós, gentios, mas eles continuaram sendo o povo escolhido, porque a eleição é por causa dos pais, os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. A eleição, o dom e a vocação de Deus, são sem arrependimento ou irrevogáveis.

A eleição de Israel foi por decreto, é um conserto divino, é irrevogável, não depende do povo, diferentemente do Pacto ou Aliança. Quando Deus deu a Lei, foi um pacto; o povo de Israel não cumpriu a sua parte e Deus ficou desobrigado de manter o pacto, mas, mesmo assim, Deus preservou o povo de Israel. O povo ficou disperso por 18 séculos, em todas as nações haviam judeus, mas sobreviveram porque, por outro lado, a eleição foi perpétua e sem arrependimento.

Em Hebreus 6.17, 18, lemos: “Pelo que, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento. Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta”. O Conselho de Deus é imutável, diz as Escrituras, e as duas coisas imutáveis as quais a Palavra de Deus se refere no texto lido são a eleição e terra da promessa que Deus prometeu a Abraão. Essas duas coisas são imutáveis (Gênesis 22.16-19).

A promessa da eleição trata-se de uma promessa imutável, é um decreto. Decreto é um propósito, aquele desígnio que partiu do coração de Deus, que foi determinado por Deus, que independentemente da condição humana ou reação humana, qualquer que seja o comportamento humano, Deus cumpre a promessa. Isso se chama decreto divino ou conselho divino, como diz o texto de Hebreus. Quando Deus prometeu dar ao mundo o Messias, Ele não estabeleceu condições. Se o homem cresse ou não, obedecendo ou não, qualquer que fosse a atuação do homem ou do povo de Israel, independentemente de tudo isso, Deus mandaria o Messias da mesma forma. Isso é decreto; é o conselho de Deus.

A promessa da Vinda do Messias é um decreto divino e também a eleição de Israel é um decreto divino, algo irrevogável. Não adianta argumentar ou discutir aqui se o povo de Israel crê em Deus, se o povo crê em Moisés, se o povo é obediente, se o povo é desobediente, pois, independentemente disso, qualquer que seja o comportamento, a situação de Israel com relação a seus irmãos, com relação às nações vizinhas, com relação a Deus, com relação à Bíblia, com relação a Jesus, qualquer que seja a conduta do povo, Deus elegeu a Israel, e Deus não volta atrás, porque essa promessa é imutável. Claro que aqueles que individualmente desprezarem Jesus e o Evangelho não serão salvos, mas a eleição da nação para um propósito divino específico permanece. E a segunda coisa imutável, como já falamos, é a promessa de Deus de que a terra de Canaã seria para os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó (Gênesis 13.14-18; Hebreus 11.8-9).

Teoria da substituição

A teoria da substituição trata-se de um ensino extra bíblico de que a Igreja substitui o povo de Israel. Segundo essa teoria, as alianças de Deus com o povo de Israel através de Abraão, Davi e Ezequiel eram condicionais, e como Jesus veio para os Seus, mas eles O rejeitaram, o povo de Israel foi rejeitado e a Igreja agora é o novo Israel.

A falácia desse mito é flagrante a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo, respondendo essa questão declara: “Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu” (Romanos 11.1, 2). O apóstolo Paulo está falando aqui do povo de Israel, do qual era descendente segundo a carne. Paulo não falava da Igreja como sendo o novo Israel que substituiu o antigo Israel, mas explicitamente declarando que Deus não rejeitou o povo de Israel.

Ainda no capítulo 11 de Romanos, o apóstolo declara: “Pergunto, pois: porventura, tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua transgressão, veio à salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes. Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentis, quanto mais sua sua plenitude!” (Romanos 11.11-12). Paulo declara neste versículo que se mesmo não aceitando o Evangelho o povo judeu abençoou os gentios, imagine quando o povo judeu aceitá-lo! Quando isso acontecer, e acontecerá, ocorrerá a restauração do trono de Davi na Terra, ou seja, começa o milênio, quando o Céu e a Terra serão a mesma grei (Zacarias 10.10; Jeremias 23.5-8; Apocalipse 20).

Portanto, a Bíblia declara enfaticamente que a aliança de Deus com Israel foi incondicional. Israel continua sendo a nação escolhida por Deus. Embora muitos judeus sejam de “dura cerviz”, Deus não abandonou Israel. A salvação em Cristo é individual, mas a eleição da nação de Israel para um propósito específico é imutável. Os adeptos do mito da substituição precisam atentar para os capítulos 9 a 11 de Romanos, pois destacam a verdade de que Deus não rejeitou o povo de Israel.

A humanidade, segundo a Palavra de Deus, está dividida em três grupos: judeus, gentios e Igreja de Deus (1 Coríntios 10.32). Os judeus fazem parte do Povo de Israel, são os descendentes de Abraão segundo a carne, e os gentios são todos os demais povos, as nações do mundo. A Igreja de Deus, por sua vez, é formada de judeus e gentios que aceitaram Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador.

Por, Alberto Alves da Fonseca.

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