A doentia sensualização infantil

A doentia sensualização infantilPara diferentes ciências, é indiscutível a importância da infância para a formação de um adulto e cidadão saudável, ético e de caráter. Há um peso muito grande nessa fase para o desenvolvimento físico, psicológico e intelectual, assim como para a construção da moral, coisas indispensáveis para o viver em sociedade. É na infância que a criança adquire a autonomia e começa a estabelecer padrões que regerão sua conduta ao longo da vida. É nesse período que se aprende as regras do que pode e do que não pode, através do estabelecimento dos limites. E, infelizmente, tem sido nessa fase que milhões de crianças, usurpadas, estão perdendo a inocência e adquirindo hábitos inerentes à própria idade. E as consequências disso a acompanharão para o resto de suas vidas.

Temos visto com certa frequência na mídia, na escola dos nossos filhos, na rua onde moramos e até mesmo nas igrejas, a infância se perdendo. Na busca por um culpado, as transformações econômicas, sociais e culturais estão no topo da lista, enquanto isso uma crise sem precedentes tem se instaurado para destruir as nossas crianças. São meninos e meninas que não sabem mais brincar, que não se sentem realizados com a simplicidade da infância. Estão conectados diariamente com um mundo que não faz distinção de idade e que vem pervertendo a moral e o emocional dos nossos pequenos.

O acesso liberado e sem supervisão à internet e a adaptação concedida à moda atual têm sido grandes vilões na destruição da infância sadia. E tudo isso acontece “embaixo do nariz” dos pais, muitos negligentes por estarem ocupados e preocupados demais com seus próprios problemas. E dão aos seus filhos celulares modernos e internet rápida. Buscando um “intervalo” para si entregam seus filhos para conteúdos impróprios e rotinas inadequadas para suas idades. Crianças pequenas, com conteúdos pornográficos e até mesmo homossexuais ao alcance de suas mãos.

Muitas meninas são tratadas como pequenas mulheres, expostas com o consentimento dos pais em concursos de beleza, fotos com caras e bocas nas redes sociais, dançando musicas com passos inapropriados, às vezes até para entretenimento daqueles que deveriam as proteger. Crianças vestidas de maneira sensual e usando sapatos altos, comportando-se de maneira leviana como se fosse algo natural; vão às escolas maquiadas, com uniformes reajustados, mais curtos e apertados para chamarem a atenção. Adolescentes sem nenhum pudor e respeito ao próprio corpo reproduzem o que assistem na TV e vêem na internet. E onde estão os pais desses jovens?

O que muitos pais liberais apregoam como algo ingênuo acaba abrindo espaço para um problema que cresce a cada dia. A erotização infantil e o desenvolvimento afetivo-sexual precoce desencadeiam males como a pedofilia, a prostituição e a promiscuidade.

Segundo Ernie Allen, especialista no combate a crimes de exploração infantil e fundador do Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (ICMEC – sigla em inglês), o uso precoce e não monitorado da internet pode representar grandes riscos. O contato com essa proliferação de crimes virtuais pode afetar a percepção do que é normal, o modo como elas se relacionam com o sexo oposto e como interagem com o mundo.

Criança precisa de limites. Quando ela é deixada por conta de si mesma, entregue à TV e ao computador, ela fará o que vê e realizará seus mais primitivos impulsos. Por isso, é dever dos pais envolver-se completamente na educação dos filhos, não terceirizando, alienando-se ou tirando “folga” do papel e responsabilidade que Deus os entregou. Em Deuteronômio 6.6-9 é explícita a ordenança do Senhor sobre isso. Estabelecer regras norteadas pelos parâmetros bíblicos e supervisionar para que os filhos as cumpram. A proximidade e o exemplo trarão suavidade no cumprimento dessas normas e os filhos estarão amparados nos momentos de grandes desafios.

É competência do pai e da mãe saber onde o filho está, com quem está e porque está. Averiguar com quem os filhos tem amizade, os seus contatos no Whatsapp, os grupos aos quais pertence, acompanhar a vida escolar, orientá-los sobre as vestimentas e que lugares não frequentar. Na idade deles isso não é invasão de privacidade, mas uma demonstração de amor e exemplo de responsabilidade. Não será fácil! Em algum momento o seu filho travará uma luta pelo poder e será extremamente importante que você haja sem autoritarismo, mas com muita paciência e compromisso. Ensine o seu filho sobre o Caminho em que ele deve andar.

Pais, não cedam aos encantos desse século, nem se deixe levar por essa paternidade permissiva e inconsequente dos dias atuais. Ensine seu filho sobre valores que agradam a Deus, invista tempo com eles, converse sobre sua preocupação com a vida espiritual. Não deixe seu filho seguir a “massa”, ensine-o a andar na contramão desse mundo. Tenha bom senso na hora de adquirir roupas, brinquedos, acessórios e todos esses produtos disponíveis para o público infanto-juvenil. Converse francamente com seus filhos e leve-os a refletirem e posicionarem-se como verdadeiros cristãos. Ore e leia a Bíblia com eles. Deus é o maior interessado que sua família seja uma benção, então faça sua parte e tenha certeza que o Espírito Santo fará a Dele!

Por, Susana Cirqueira.

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