A brevidade e as incertezas da vida

A brevidade e as incertezas da vidaMeditando na Palavra de Deus veio ao meu coração expor algo sobre o tema supracitado baseado em Salmos 8.4, que diz: “Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?” e em Provérbios 27.1 – “NÃO presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará”. Diante disto ponho em reflexão alguns pensamentos de personagens abordando a questão da brevidade do ser humano na terra, a saber: Empédocles, 483-430, filósofo grego, em Da natureza, de Sexto Empírico: “Tendo descortinado uma pequena parte da vida, os homens erguem-se e desfazem-se como fumo, sabendo apenas o que cada um conheceu”. Homero, século IX a.C, poeta grego, Ilíada: “Insignificantes mortais que como folhas desabrocham e se aquecem de vida, e se alimentam do que a Terra lhes dá, para logo murcharem e morrerem”. Horácio, 65-8 d.C, poeta romano, Odes: “A curta duração das nossas vidas proíbe grandes voos às nossas esperanças”. Marco Aurélio, 121-180, imperador e filósofo romano, Pensamentos: “Todos os instantes de tempo são pontos perdidos na eternidade. Tudo é insignificante, facilmente mutável, tudo se apaga”; “O tempo é de uma voragem tremenda; assim que uma coisa nos é trazida à vista, logo é dela e varrida, e outra toma o seu lugar, antes de também ela desaparecer”.

A Escritura Sagrada também fornece subsídios no tocante à brevidade do ser humano, a saber: “Como a erva do campo assim são os dias dos seres humanos; como a flor do campo assim são; mal o vento sopra, logo deixam de existir, e o seu lugar se esvai” (Salmos 103); “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tiago 4.14); “Uma voz diz: Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo” (Isaías 40.6). O salmista e legislador Moisés compôs o Salmos 90 onde deixa registrado mais uma vez a nossa brevidade nos versículos 5, 6, 9-12 que declaram: “Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce. De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca. Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta. Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando. Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor. Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”.

Diante disto, precisando entender que quando o salmista Moisés, no versículo 12, pediu que o Senhor lhe ensinasse “a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”, quis nos demonstrar seis verdades as quais pontuo aqui: 1 – Ele se achava um aluno (“Ensina-me”); 2 – Ele sentia necessidade de auxílio (“a contar”); 3 – Ele sabia que a vida humana é curta (“nossos dias”); 4 – Ele almejava experiências (“para que”); 5 – Ele tinha em mente um objetivo (“alcancemos”); e 6 – Ele era consciente de que precisava ser maduro (“coração sábio”). Ponhamos em nossa mente que temos que aproveitar ao máximo o nosso tempo de vida nesta terra. Agora devemos aproveitar fazendo aquilo que é bom, proveitoso, salutar, benéfico e que nos aproxime mais e mais de Deus e que contribua para o bem estar do nosso semelhante. Quando o Senhor vier buscar Sua Igreja e levá-la ao Tribunal, seremos julgados mediante o que fizemos em relação ao nosso próximo, conforme está registrado em 2 Coríntios 5.10, que declara: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. Nossa vida é curta e não podemos perder tempo com besteiras e outras coisas que para nada promoverá edificação alguma. A razão de aproveitarmos a vida de maneira boa é por não termos a capacidade do que nos trará o dia de amanhã.

É bem verdade que não somos oniscientes. Apenas Deus o é. Nosso conhecimento é muitíssimo limitado seja quanto ao presente e mais ainda quanto ao que acontecerá no amanhã. Nossa vida está constantemente nas mãos de Deus. É Ele que guia os nossos passos a caminhos planos em direção ao porto seguro. Nossa incapacidade de prevermos o amanhã está claramente revelada no Livro de Deus conforme foi redigido pelo servo do Senhor, Tiago, em sua epístola no capítulo 4 e versículos 13 a 15: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”. Devemos deixar nossa vida na direção divina, pois Ele sabe o que é melhor para nós. A evidência disso está na esperança dos discípulos os quais esperavam a redenção de Israel do jugo romano no tempo e pessoa de Jesus descrito no Evangelho de Lucas capítulo 24 e versículos 19 a 21: “E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram. E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram”. Os tempos e as estações não estão nos domínios humanos, e sim, nos de Deus. A partícula do que sabemos quanto ao futuro nos fora dado por misericórdia divina e encontramos no Seu Livro Santo. Quanto ao nosso viver não sabemos de mais nada. Não adianta ninguém ficar presumindo aquilo que não tem condições nenhuma de fazê-lo. Enfim, vivamos intensamente nossas vidas conscientes de que não somos capazes de prever o que o amanhã nos preparou.

Por, Silvio Vinicius Martins.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Google Translate »