A Bíblia e as igrejas inclusivas

A Bíblia e as igrejas inclusivasA mais recente moda na implantação de igrejas de conveniências é a criação das “igrejas inclusivas”, com a alegação de que as igrejas históricas, tradicionais e pentecostais históricas, são excludentes.

Ora, é impossível que uma igreja cristã verdadeira seja excludente em sua essência, considerando que Jesus, nosso Mestre e Senhor, jamais foi excludente ou discriminou qualquer pessoa.

Jesus recebeu a mulher adúltera e não a discriminou, muito pelo contrário, condenou ainda a hipocrisia dos seus acusadores, mas ao final disse à mesma, “mulher, onde estão os seus acusadores? Eu também não te condeno. Vai em paz e não peques mais”. Em outras palavras, Jesus a perdoou, zerou a conta e orientou-a largar o seu pecado.

Quando entrou na casa de Zaqueu, o publicano, não o discriminou por ser ladrão, mas aceitou jantar em sua casa. O diferencial consiste no fato de que a presença do Mestre e o impacto da mensagem do Evangelho trouxe imediatamente ao coração do publicano a consciência de que era ladrão, o arrependimento do seu pecado, e a decisão de devolver quadruplicadamente a quem havia roubado.

Enfim, o Evangelho não discrimina pessoas por causa do seu pecado, mas combate o pecado, em conformidade com a Palavra de Deus. O Evangelho de Jesus Cristo combate a enfermidade, sem atacar o doente. A questão em voga consiste no fato de que o doente precisa ser o primeiro a admitir que precisa de cura, renunciar a enfermidade que é o pecado e aceitar a restauração. A Bíblia diz: “aquele que confessa e deixa o seu pecado, alcança a misericórdia de Deus”.

Ora, se a pessoa chega às chamadas “igrejas inclusivas”, acorrentadas por tais pecados condenados pela Palavra de Deus, e lá são aconselhadas a permanecerem do jeito que estão, qual a função de tais igrejas, a qual Deus estão servindo, de quem e qual evangelho estão pregando?

Na prática, tudo isso é uma verdadeira tentativa de se reinventar a igreja, tornando-a conveniente e condescendente com o pecado. Para tanto, tais igrejas já acenam até com a possibilidade de mudanças no texto sagrado para adequá-lo aos seus anseios.

Tais instituições que se dizem “evangélicas”, tentam banalizar a maravilhosa graça de Deus, o que também é uma antiga prática em atividade desde o tempo da igreja primitiva, colocando-a em contraponto com o tempo da lei.

Vejamos, no entanto, que já na era da graça, Ananias e sua esposa Safira foram fulminados diante da congregação, não porque foram discriminados, mas porque de forma deliberada se utilizaram do artifício da mentira para se auto promoverem diante da Igreja e dos apóstolos. A Graça de Deus jamais compactua ou aceita o pecado, ainda que alcance o pecador para restaurá-lo da sua condição de condenado, causada pelo pecado.

O apóstolo Paulo adverte a Tito que, “a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente”, a graça se manifesta, perdoa, salva e ordena que a partir de então se renuncie o pecado.

Portanto, todo o cuidado é pouco com tais inovações, que na verdade não passa de mais uma ofensiva na tentativa de tonar a homossexualidade, o lesbianismo e o relacionamento homoafetivo, pecados condenados pela Palavra de Deus, como práticas comuns e aceitas pelo Altíssimo, o que não é verdade.

Ora, se a igreja não discrimina o pecador, qualquer que seja a prática do seu pecado, logo ela não pode ser excludente, o que torna sem efeito o título das chamadas “igrejas inclusivas”.

O apóstolo Judas deixa claro que “Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse.”

A se proliferar tais “igrejas”, teremos congregações sectarizadas e de conveniência para todo o tipo de pecado que alguém não queira renunciar.

Nesse caso, os tais “líderes inclusivos” promovem uma desconstrução do Evangelho de Jesus Cristo, ao seu bel prazer, negando a fé e abraçando a impiedade, apenas como uma forma de angariar adeptos, enganando-os a enveredarem por uma “caminho estranho” que com certeza também os levará a um “céu estranho”.

Se não vigiarmos, tais atitudes podem levar os verdadeiros pregadores do Evangelho a se constrangerem diante das falsas acusações, afrouxando assim o teor da mensagem do evangelho que promove a real libertação, assumindo assim a prática da omissão e consequentemente a teoria do relativismo do que é pecado.

Por isso o apóstolo Paulo alertou a Igreja da Galácia: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (Gálatas 1.6-12).

Por, Carlos Roberto Silva.

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