A volta para a cidade de Betel

A volta para a cidade de BetelPara esta reflexão, vejamos o que diz o texto de Gênesis 27.18-22: “E foi ele a seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho? E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te agora, assenta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe. Então disse Isaque a seu filho: Como é isto, que tão cedo a achaste, filho meu? E ele disse: Porque o Senhor teu Deus a mandou ao meu encontro. E disse Isaque a Jacó: Chega-te agora, para que te apalpe, meu filho, se és meu filho Esaú mesmo, ou não. Então se chegou Jacó a Isaque seu pai, que o apalpou, e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú”. Também vejamos o registro de Gênesis 31.13: “Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela”.

Em busca do crescimento espiritual

Em busca do crescimento espiritualTodo cristão verdadeiro precisa ter consciência de que é preciso crescer. Vida cristã é vida de constante progressão e crescimento (Efésios 4.14-16). Crescimento é um dos principais assuntos das Sagradas Escrituras. Desde a primeira página da Bíblia, encontramos este ensino. Deus criou árvores frutíferas que dão fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele; criou a relva e ervas que dão semente segundo a sua espécie. Deus criou animais e aves capazes de reprodução e multiplicação. O comentário após cada estágio da criação foi: “E viu Deus que isso era bom”. A lição é simples, todavia importante: Deus se agrada do crescimento.

O crescimento espiritual inicia-se a partir do momento da conversão. O cristão coloca em desenvolvimento sua vida espiritual até que chegue a estatura de Cristo (Efésios 4.13). Para tal, é necessário abandonar as coisas de menino (1 Coríntios 13.11; Efésios 4.14) e perseguir o crescimento como um ideal cristão (Hebreus 5.14). A este respeito, observemos alguns pontos, os quais veremos a seguir.

Graça para ser vivida

Graça para ser vividaOutro dia alguém falou pra mim: “fulano é uma pessoa sem graça”. Sem querer me peguei refletindo tão grave afirmação. Uma pessoa sem graça, sem dúvida, é a própria estagnação e esvaziamento de esperanças. Olhos sem brilho em dia sem sol. Com diz o apóstolo Pedro: “fonte sem águas, nuvens levadas pelo vento (2 Pedro 2.17). Por mais que alguém esteja auto comiserado em suas angustias, há uma graça mínima que o mantém vivo.

O pastor Paulo Cezar, do Grupo Logos, retrata numa de suas canções o cuidado cotidiano de Deus para conosco quando diz: “ acordar bem cedo e ver o dia a nascer, e o mato molhado anunciando o cuidado”. Esse cuidado de Deus em mandar o orvalho diário para regar o vegetal que nos alimenta é uma manifestação espetacular da Graça de Deus. Ele poderia muito bem não se ocupar com esse detalhe, mas Sua graça maravilhosa nos mostra que cada detalhe de nossa vida é importante para Ele.

É claro que o Calvário reflete a maior manifestação de graça jamais vista em todos os tempos, é o cumprimento de que um menino nos nasceu (Isaías 9.6), a exteriorização de que um Filho se nos deu. Deus deu. Deu de graça, nada pediu em troca. Ele nos amou de tal maneira… Essa tão grande graça se revela ao Ele dar o Seu melhor. Mas como diz Charles Colson, “o Evangelho vai muito além de João 3.16, além das nossas devoções pessoais, além das atividades na igreja. É algo pra ser vivido. Se nós cristãos não vivermos essa graça, ninguém mais vive”.

Dois povos e a fronteira das palavras

Dois povos e a fronteira das palavrasPropusesse alguém dividir a história em dois períodos, tomando como marco o empreendimento de Babel, e a maior e mais gorda ‘fatia’ de tempo caberia aos esforços humanos para conviver na terra após a confusão instaurada. O texto bíblico que relata a punição divina à megalomania que desafiava a dependência dos filhos de Adão ao seu Criador possui, na maioria das vezes, tradução que não faz jus à descrição do original. O versículo 7 de Gênesis 11, muitas vezes usado como defesa do conceito de trindade, não deveria sê-lo, ainda que a Bíblia ofereça muitos outros que atendam e justificam a doutrina. Nele, em lugar do “eia, desçamos,…”, tão comum em nossas traduções, deveríamos encontrar: “Trago para baixo e trago para lá linguagem que não entenderá o homem que fala ao amigo dele”, ressaltando-se aqui o verbo entender na forma futura e o uso do termo safah, que se refere à linguagem e aos lábios, sendo estes tomados como bordas, limites a partir dos quais o som é emitido e, por extensão, também representando as fronteiras geográficas entre os povos. Pois é justamente aí, na região fronteiriça, onde se tangenciam as relações internacionais, que uma palavra mal compreendida ou mal interpretada costuma ocasionar maiores danos, sejam eles na forma de tratados feitos e desfeitos, sejam como fermento para concepções distorcidas e amplamente exploradas nos discursos inflamatórios do ódio.

Considerar o sionismo como uma ideologia racista e o Estado Judeu um estado discriminatório revela o desconhecimento da Declaração da Independência de Israel, estabelecido em bases democráticas, com a afirmação de que promoverá “o desenvolvimento do país para benefício de todos os seus habitantes; estará baseado nos princípios de liberdade, justiça e paz, à luz dos ensinos dos profetas de Israel; assegurará a completa igualdade de direitos políticos e sociais a todos os seus habitantes, sem diferença de credo, raça ou sexo; garantirá liberdade de culto, consciência, idioma, educação e cultura; salvaguardará os lugares santos de todas as religiões e será fiel aos princípios da Carta das Nações Unidas”. Foi por respeito a essa ampla expressão de liberdade que o Nome do Eterno não foi citado diretamente na Declaração, sendo referido no texto como a “Rocha de Israel”.

Necessidades do ser humano

Necessidades do ser humanoEstudos científicos mostram que o ser humano tem duas necessidades básicas: a necessidade fisiológica e a necessidade psicológica. O Senhor, que nos criou, bem antes que qualquer estudo feito conhece todas as nossas necessidades e sempre teve a provisão para suprir cada uma delas. Escreveu o salmista: “Quanto a mim, sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-se comigo. Tu és o meu socorro e o meu libertador; meu Deus, não te demores!” (Salmos 40.17 – NVI).

Deus provê recursos para o nosso bem-estar físico (necessidades fisiológicas). É o que vemos escrito em Gênesis 2.4-6: “Esta é a história das origens dos céus e da terra, no tempo em que foram criados: Quando o Senhor Deus fez a terra e os céus, ainda não tinha brotado nenhum arbusto no campo, e nenhuma planta havia germinado, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e também não havia homem para cultivar o solo. Todavia brotava água da terra e irrigava toda a superfície do solo. Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, para os lados do leste; e ali colocou o homem que formara. O Senhor Deus fez nascer então do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal”.

Oneomania: a compulsão do consumista

Oneomania - a compulsão do consumistaEstamos vivendo em uma era totalmente informatizada, onde as operações em todos os segmentos são regidas pelas leis de consumo. O consumidor, ancorado no ideal de felicidade incorporado no pensamento coletivo pela mídia, acredita que a felicidade é conquistada apenas com a “posse de algo”. Conceitos como “qualidade de vida”, “bem-estar”, “saúde” e “alegria” muitas vezes disfarçam as frustrações pessoais e a incompletude dos desejos humanos. O básico sai de cena, e a corrida hedonista em busca do prazer e da ostentação (1 Timóteo 6.8) ganha impulso cada vez mais relevante no exigente mercado de consumo.

O comportamento de muitos vai sendo moldando pelas exigências sociais, levando cada vez mais vítimas para o abismo do consumo compulsivo. A simples ação de comprar estimula a área Tegmental Ventral (ATV) do cérebro, liberando a dopamina (neurotransmissor que, além de outras funções, fornece a sensação de recompensa). Esta, por sua vez, proporciona um agradável senso de prazer que instiga a mente para outras experiências semelhantes, isto é, para próximas compras. Esse sentimento prazeroso é similar à sensação identificada nos dependentes químicos: prazer imediato e angústia posterior – no caso do consumista, culpa pelo ato.

Estéril engravida e dá à luz aos 43 anos

Idade e miomas no útero a impossibilitavam de engravidar; médicos recomendaram a ela a histerectomia, mas Deus a fez viver um milagre

Estéril engravida e dá à luz aos 43 anosVanusia Lago, da Assembleia de Deus de Natal (RN), aos 40 anos de idade se via longe de ter suas orações e anseios de construir uma família atendidos. Solteira, com sua mãe já falecida e seu pai morando em outra cidade, ela se sentia sozinha e desamparada. Mas possuía o mais importante: fé em um Deus Todo-Poderoso que faz o solitário habitar em família (Salmo 68.6) e tem o tempo sob seu domínio. De fato, valeu a pena confiar nEle. Para quem pensava que Vanusia não tinha nada, viu em três anos o Senhor lhe dar tudo: um marido servo do Altíssimo, uma casa, a cura em seu ventre e o milagre de gerar um filho, presente chamado Lucas Gabriel.

Vanusia, que hoje congrega ao lado do esposo Valcir Lago na Assembleia de Deus de Natal, Cidade das Flores, setor 39, conta que sua vida mudou a partir de um dia que ela foi com um propósito ao Círculo de Oração.

“Aos 40 anos eu já não tinha mãe, não era casada, nem mesmo namorava. Firmei um propósito com o Senhor. Angustiada, pedi que Ele falasse comigo naquele dia no Círculo de Oração. Nem fui lá para frente, pois cria que se Ele me ouvia, iria me responder mesmo se eu tivesse no último banco. E não deu outra. Usando uma irmã, Ele me disse: ‘Jovem, tenho visto tua petição. Eu não te desamparei. Eu te darei tudo o que tens me pedido’. Quantas vezes eu chorei, quantas vezes eu achei que estava tudo perdido. Mas cri em Deus, porque Ele nada é impossível”, testifica a secretária, hoje também formada em Pedagogia.

O luto que glorifica a Deus

O luto que glorifica a DeusApesar de ser algo que todos sabem que um dia acontecerá, a morte sempre deixa o ser humano perplexo. É um processo natural da vida, determinado por Deus após a queda do homem: “porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gênesis 3.19). Então, por que sofremos tanto quando, devido à morte, somos separados de um ente querido? Por que a morte nos espanta tanto?

Sabemos que morte é uma consequência do pecado, não estava no projeto inicial do Criador, então o ser humano não foi criado para enfrentar este momento. É com pesar que assistimos todos os dias, nos noticiários ou pessoalmente, filhos chorando por seus pais, cônjuges chorando pela ausência da pessoa amada e a dor dilacerante de pais que, contrariando a ordem natural da vida, enterram seus filhos. Para os que ficam resta a saudade e o luto. Mas como a família deve viver este período, que é tão natural quanto à própria vida?

Muitos acreditam que o cristão não deve viver este momento de luto e lágrimas, pois caracteriza “falta de fé”. Porém, este é um pensamento equivocado, que traz ainda mais sofrimento àqueles que choram por um ente querido. Não podemos agir assim. Mesmo cristãos, somos humanos! O próprio Senhor Jesus Cristo chorou a morte de seu amigo (João 11.35).

Como se calcula a idade de Jesus ao morrer?

Como sabemos que Jesus faleceu com cerca de 33 anos e meio de idade? Como é feito esse cálculo?

Como se calcula a idade de Jesus ao morrerFalar com precisão sobre a idade que Jesus tinha ao morrer está longe de ser uma tarefa fácil e descomplicada para o estudante das Escrituras Sagradas, uma vez que os Evangelhos não são como alguns acreditam uma espécie de “diário moderno” da vida de Cristo.

Ao contrário, é possível notarmos que os evangelistas não tinham como foco principal o interesse no “quando” da maioria dos eventos relacionados à vida do Mestre, o que se comprova pelo silêncio bíblico entre o período que vai dos doze aos trinta anos da história de Jesus.

Tal dificuldade se justifica pelo fato do texto bíblico não ser essencialmente um livro de história geral, antes, seu propósito original é ser um livro de salvação, que revela a incansável, justa e amorosa história de Deus em redimir e recuperar o ser humano caído e toda a criação das trágicas consequências do pecado.

Há pecados que são pequenos e pecados grandes?

Em Êxodo 32.31, Moisés se referiu ao pecado de Israel como “grande pecado”. Minha dúvida é a seguinte: existe “pecadinho” e “pecadão”?

Há pecados que são pequenos e pecados grandesO texto em apreço registra a intercessão de Moisés em favor dos israelitas. O legislador pediu perdão pela idolatria cometida pelo povo (Êxodo 32.30-32). Moisés esteve no monte por 40 dias e 40 noites (Êxodo 24.18; 31.18) recebendo a Lei, instruções para o culto e as tábuas com os dez mandamentos. Nesse intervalo, os israelitas se corromperam adorando um bezerro de ouro (Êxodo 32.4). Arão, o vice-líder cedeu às pressões do povo, promoveu a idolatria (Êxodo 32.1-4) e se tornou sacerdote de um falso culto (Êxodo 32.5-6). Ao se deparar com tamanha estupidez, Moisés reagiu com indignação: quebrou as tábuas da lei, dando a entender que o pacto com Deus tinha sido rompido; reduziu o ídolo ao pó e o misturou na água para o povo beber, fazendo os pecadores provarem da própria iniquidade (Êxodo 32.19-20). Em seguida, repreendeu o insensato Arão: “Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado?” (Êxodo 32.21).