Sola Gratia: Somente a Graça

Sola Gratia - Somente a GraçaÀ luz da Palavra de Deus, a Salvação se dá somente pela graça. Por graça entende-se o favor divino, do qual não somos merecedores. A graça, como enfatizam as Escrituras, precede a salvação, de maneira que, teologicamente, a ação da graça que leva o homem à salvação é chamada de “graça preveniente”. O uso do termo “preveniente” ou “precedente” atrelado ao vocábulo “graça” é apenas para deixar claro que estamos falando de uma ação divina que antecede a conversão.

A Bíblia nos mostra que é só através de uma manifestação precedente e preparatória da graça de Deus que a corrupção do coração do homem pode ser suplantada, possibilitando-lhe arrependimento e fé. Paulo, por exemplo, afirma em Romanos 2.4 que é a bondade divina que nos leva ao arrependimento. O próprio Jesus disse aos seus discípulos que é somente através de uma ação precedente do Santo Espírito, convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo, que o pecador pode vir a Cristo (João 16.8-11). Ele também asseverou que aquele que vem a Cristo só pôde vir porque antes foi atraído (João 6.44) e que essa atração é exercida sobre todos os homens (João 1.9; 12.32; Tito 2.11), embora muitos deles resistam à ação da graça em seus corações (Mateus 23.37; Lucas 7.30; At 7.51).

Solus Christus: Somente Cristo

Solus Christus - Somente CristoNo dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546) fixou na catedral de Wittenberg suas famosas noventa e cinco teses. Com esse manifesto, o monge alemão proclamava corajosamente o retorno da igreja ao cristianismo apostólico. No século 16, o catolicismo ainda respirava os ares de um cristianismo medieval fossilizado na sua estrutura e desviado na teologia.

Martin N. Dreher destaca que o culto durante o período medieval se tornou em extremo místico: “Vendiam-se desde bolinhas da terra com a qual Adão fora feito até cera dos ouvidos e leite da Virgem Maria, estrume do burro do estábulo de Belém, fios de cabelo e da barba do Salvador. Mostrava-se, inclusive, o prepúcio circuncidado de Jesus. Ao todo, existiam nada menos do que 13 exemplares do prepúcio de Jesus em toda a Europa”.1

Sola Fide: Somente a fé

Sola Fide - Somente a féA doutrina da justificação pela fé, ensinada por Lutero, não era tratada trivialmente como apenas mais uma doutrina. Em sua ótica, esse ensino era o resumo da doutrina cristã e por meio dele a Igreja se mantém.

Lendo Romanos 1.17, o que chamou a atenção de Lutero foi a expressão “Justiça de Deus”, isso porque ele era um homem em crise, que estava buscando paz para sua alma, por isso praticava orações, jejuns, boas obras, vigílias, mas mesmo se dedicando à prática dessas coisas, a paz que tanto sua alma almejava não vinha.

Nessa sua busca transcendental por Deus, sem encontrar o que desejava, havia uma oscilação interna em Lutero, que por vezes amava e odiava a Deus, pois entendia que Ele castigava os pecadores. Ao ler as cartas de Paulo, ainda por vezes manifestando um sentimento de crítica, foi em uma noite, ao estar na torre, que ele pôde compreender que a justiça é algo que o homem vive pela fé.

Em um dos escritos Latinos de Lutero (Wa 54, p. 179-187, 1545), ele deixou claro que a justiça de Deus é revelada pelo Evangelho, uma justiça passiva com a qual o Deus misericordioso justifica a todos por meio da fé. “Como está escrito: Aquele que pela fé é justo, viverá. Aqui, senti que estava nascendo completamente de novo e havia entrado no próprio paraíso através dos portões abertos”.

Sola Scriptura: Somente as Escrituras

Sola Scriptura - Somente as EscriturasDeus se tem revelado através dos tempos por meio de suas obras, isto é, da criação (Salmo 19.1-6; Romanos 1.20). Porém, na Palavra de Deus temos uma revelação especial e muito maior. É dupla esta revelação: a) na Bíblia, que é a Palavra de Deus escrita; e b) em Cristo, que é a Palavra de Deus viva (João 1.1). Esta dupla revelação é especial, porque tornou-se necessária devido à Queda do homem.

O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração divina (Jó 32.8; 2 Timóteo 3.16; 2 Pedro 1.21). É devido à inspiração divina que ela é chamada a Palavra de Deus (Ver 2 Timóteo 3.16 no original grego).

Protestantismo hoje: majoritariamente arminiano e pentecostal

Estudos mostram: pentecostalismo manterá protestantismo vivo nas próximas décadas, e este será majoritariamente pentecostal e arminiano

Protestantismo hoje -  majoritariamente arminiano e pentecostalQuem manterá o protestantismo vivo em todo o mundo nas próximas décadas é o pentecostalismo. É o que mostram as estimativas e asseveram especialistas em todo o mundo. Hoje, há 700 milhões de pentecostais no planeta, o que representa 2/3 dos protestantes e 30% das pessoas consideradas cristãs (católicos, ortodoxos e protestantes de forma geral). No final de 2005, conforme divulgado pelo Mensageiro da Paz em janeiro de 2006 (edição 1.448), uma estimativa do Hartford Institute for Religion Research já havia afirmado que, em 2025, haverá um bilhão de pentecostais no mundo, os quais representarão, daqui a 8 anos, 45% dos cristãos de todo o planeta. Como os pentecostais continuam crescendo exponencialmente em toda parte, sendo, já há algumas décadas, o grupo que “carrega nas costas” o crescimento do protestantismo no planeta (inclusive, no Brasil), tal previsão se mostra mais do que plausível.

Sacerdócio universal dos crentes

Sacerdócio universal dos crentesDesde quando chamou o caldeu Abrão, Deus demonstrou claramente Seu interesse em salvar a todos os que, pela fé, à semelhança do patriarca, atenderiam ao Seu chamado (Gênesis 12.1-3; 22.17,18; Gálatas 3.6-9). Esta promessa nutriu, durante quatro séculos, o povo que foi se formando a partir da família de Jacó, neto de Abraão. E quando Deus chama Moisés e o envia ao Egito para libertar os hebreus, antes mesmo de fornecer-lhes as leis, diz que a nação a ser formada seria sua “propriedade peculiar” além de “reino sacerdotal e povo santo” (Êxodo 19.5,6 cf. Deuteronômio 7.6). As leis, portanto, visavam ser uma forma de contracultura, pois o povo precisava de uma identidade. Não obstante, a ideia de igualdade está muito clara. Não há uma casta especial ou superior, mas todos são “sacerdotes”. Até este momento, não há instituição sacerdotal entre os hebreus, mas apenas menções a Melquisedeque e Jetro, respectivamente (Gênesis 14.18; Êxodo 2.16; 18.1).

As mulheres e a Reforma Protestante

As mulheres e a Reforma ProtestanteKatharina von Bora nasceu em 29 de janeiro de 1499, filha de Hans von Bora e Katharina von Haubitz, um casal nobre que havia empobrecido e residia na pequena aldeia de Lippendorf, na região da Saxônia, na Alemanha. A mãe faleceu quando ela era pequena. Ela foi, então, levada pelo pai, com apenas 6 anos de idade, para o convento beneditino em Brehna, com o objetivo de ali receber uma boa educação. Esse convento, possivelmente, tornou-se muito caro para o pai e quando Katharina completou 10 anos de idade, em 1509, ele a transferiu para o convento da ordem Sistersinianas Trono de Maria, em Nimbschen, Alemanha.

Em 1515, Katharina fez os seus votos como freira. Assumiu viver em castidade, em pobreza e em obediência. Ela viveu cerca de 14 anos nesse convento. Um acontecimento que mudou a vida de Katharina, e também de outras mulheres que viviam nos conventos, foi a leitura dos textos de Martinho Lutero, em que este mostrava que a justificação é por graça e fé, não mais sendo necessárias as obras e os sacrifícios para alcançar a salvação. Inspiradas por essas ideias, doze freiras, entre elas Khatarina, fugiram do convento de Nimbschen, numa sexta-feira santa, dia 5 de abril de 1523. Um comerciante de Torgau, Leonard Koppe, escondeu as doze freiras entre os barris de peixes e assim as tirou para fora do mosteiro, passando pela cidade de Grimma, levando-as até Torgau, a qual ficava cerca de 52 quilômetros de Nimbschen.

Roma usa celebração para ecumenismo

Roma usa celebração para ecumenismoEntendemos, à luz da Bíblia, tendo em vista as profecias sobre um futuro governo mundial, que terá também um aspecto religioso (Apocalipse 13.4-8,11-17), que o avanço do ecumenismo é um dos sinais claros da proximidade da Vinda de Jesus. Ora, nunca o ecumenismo religioso esteve mais em alta no Ocidente do que em nossos dias, tendo como um de seus principais promotores o Vaticano.

O atual papa é um forte entusiasta do ecumenismo inter-religioso. Logo que assumiu como bispo de Roma, uma de suas primeiras medidas foi escrever cartas a líderes religiosos de todo o mundo saudando-lhes como “Sumo Pontífice”. Desde então, ele tem se dedicado avidamente a esse assunto. E como 2017 é o ano de comemoração dos 500 anos da Reforma, o líder de Roma tem se reunido desde 2015 com líderes protestantes para costurar uma “unidade sem uniformidade” com as igrejas protestantes, promovendo o ecumenismo religioso.

Os ramos do protestantismo

Os ramos do protestantismoFalar do Protestantismo historicamente é falar de uma grande árvore com vários galhos. Muitos são os ramos no Protestantismo, entretanto, por questões práticas, citaremos neste artigo apenas os principais.

Surgidos antes da Reforma, mais precisamente no final do século 12, estão os Valdenses, que existem ainda hoje e são contados dentro do Protestantismo. Eles tiveram início com Pedro Valdo, um comerciante da cidade de Lyon, na Franca, que iniciou seu movimento por volta de 1174. Valdo decidiu encomendar uma tradução da Bíblia para a linguagem do povo e começou a pregar as Escrituras à população mesmo sem ser sacerdote. Era contra a corrupção moral e doutrinária na igreja. Ele também renunciou a sua atividade comercial e todos os seus bens, os quais repartiu entre os pobres.

Castelo Forte: o hino da Reforma

Castelo Forte - o hino da ReformaO hino “Ein Feste Burg” (“Fortaleza Poderosa” ou “Castelo Forte”, no alemão) é um dos mais importantes e belos hinos da história do Cristianismo. Seu autor, o ex-monge agostiniano Martinho Lutero, foi o homem usado por Deus para iniciar a Reforma Protestante, evento que afetou a cristandade para sempre e o Ocidente como um todo, inaugurando o mundo moderno. Esse hino, cuja letra e melodia são de Lutero, era considerado pelos primeiros reformadores “O Hino de Batalha da Reforma”, e o célebre poeta lírico alemão Christian Johann Heinrich Heine (17971856) costumava denominá-lo ainda, e com propriedade, de “A Marselhesa da Reforma”, numa alusão ao hino nacional francês, que é uma canção de batalha.

Google Translate »