Estátua do Diabo e censura na Europa

Nos EUA, homenagem diabólica; na Espanha, censura contra livro cristão

Estátua do Diabo e censura na EuropaDuas notícias sobre guerra cultural contra o cristianismo, uma nos Estados Unidos e outra na Europa, marcaram o início do ano. Nos EUA, um grupo satânico revelou em 6 de janeiro o desenho de uma estátua do Diabo que deseja instalar em frente ao capitólio estadual do Estado de  Oklahoma, exatamente ao lado de um monumento dos Dez Mandamentos. O projeto é de uma igreja satanista baseada em Nova York, que o submeteu formalmente ao governo de Oklahoma. Ele traz o desenho de Satã na forma de Baphomet, uma figura de  2,1 metros de altura com a cabeça de cabra, chifres, asas e uma longa barba, que frequentemente é usada como símbolo ocultista. O desenho para o monumento também trás um trono adornado com um pentagrama, onde o ser maligno está assentado com crianças sorridentes ao seu lado.

O projeto satanista trata-se de uma provocação aos milhões de cristãos de Oklahoma, um Estado localizado no chamado “Cinturão Bíblico” dos Estado Unidos, região onde há forte influência protestante.

O templo satânico alegou que a decisão dos parlamentares locais de permitir a instalação de um monumento dos Dez Mandamentos, em 2012, abriu as portas para o projeto deles, mas o plano do templo satânico, no entanto, não caiu bem entre os congressistas locais, majoritariamente cristãos. “Eu acho que nós devemos ser tolerantes com as pessoas que pensam diferente de nós, mas aqui é Oklahoma e isso não vai pegar”, disse o republicano Don Armes. Apesar disso, o grupo satânico mantém a posição de que seguirá adiante com o plano e afirma já ter angariado os 20 mil dólares necessários para construir a estátua.

“O monumento foi desenhado para refletir as visões dos satanistas de Oklahoma City e outras cidades”, disse em comunicado Lucien Greaves, porta-voz do templo satânico nova-iorquino. “A estatua também tem um propósito funcional como uma cadeira, onde as pessoas de todas as idades poderão sentar no colo de Satã para inspiração e contemplação”, completou o líder satanista. Em seu site, a organização satânica declara que “Satã é o ícone derradeiro para a revolta altruísta contra a tirania, para a liberdade e investigação racional, e para a busca responsável pela felicidade”.

“Palavra ‘submissa’ incomoda Queime a Bíblia!”

Enquanto isso, na Europa, a jornalista italiana católica Constanza Mariano, que trabalha na rádio e tevê italiana estatal RAI, tem sido, desde o final do ano passado, alvo de intensos ataques dos movimentos feministas europeus por causa da publicação de seu livro “Sposati e sii sottomessa” (“Casa e seja submissa”), que se tornou rapidamente um best-seller na Itália, já tendo sido traduzido na Espanha por iniciativa da Arquidiocese de Granada.

Na Espanha, em apenas uma semana, o livro já foi alvo de ataques dos partidos de esquerda do parlamento espanhol. O Partido Socialista Espanhol (PSOE) chegou a pedir ao governo que tome medidas para censurar a obra, porque supostamente ela faria “apologia do machismo”. A deputada socialista Carmen Montón, em tom furioso, chegou a afirmar que o livro de Constanza “não contribui para a luta contra a violência do gênero, pois joga lenha no fogo da violência machista”. Por sua vez, o partido espanhol Esquerda Unida (IU) também se manifestou contra a publicação do livro, pedindo a promotoria da cidade de Granada que impedisse a publicação e a venda da obra, com base no delito de “apologia da violência contra as mulheres”.

A autora da obra, 42 anos, mãe de quatro filhos, residente em Roma, diz que sua fonte de inspiração é o apóstolo Paulo e apresenta citações recolhidas da Bíblia. Por isso, mostra-se surpresa com toda essa polêmica. Em entrevista ao jornal “El País”, principal jornal espanhol, na edição de 17 de novembro de 2013, ela afirma: “Estou consternada por imaginar que podem censurar o livro, que contém ideias que a igreja proclama ao mundo desde sempre. De início, imprimi apenas 1.200 cópias. Telefonei para minha família com a esperança de que pelo menos comprassem uma meia dúzia. Mas, depois, o livro teve muitas edições, mais de vinte, creio”.

O entrevistador do “El País” diz, então, a Constanza que o livro está sendo acusado de defender a violência contra as mulheres, e ela responde:

“Em que ponto exato eu exorto, defendo, desculpo, justifico ou menciono a violência, mesmo remotamente? Em que momento digo algo disso? Onde? Com que palavras? A única violência que vejo em tudo isto é a que estão fazendo contra mim, que também sou mulher. Uma agressão indignante. Não se pode lançar acusações ao ar”.

“Não escrevi um tratado de sociologia. Olhei para a minha realidade e a de meus amigos, e nossos problemas são como ser feliz com nossos maridos, como amar melhor, como cuidar deles e como pedir que cuidem de nós, como manter unidos todos os papéis que tem uma mulher moderna: mulher, mãe, trabalhadora, mulher de fé que cultiva o espírito, mas que também aprecia cuidar de seu povo. Quem imaginaria que meus escritos iriam ser lido por 50.000 pessoas na Itália e no Exterior?”

“Cristo morreu por sua esposa, a Igreja. Um homem que segue os mandamentos é um homem disposto a morrer por sua esposa. A esposa segundo a Igreja, é uma esposa dócil face a um homem dócil, generoso. É a lógica cristã”.

O entrevistador do “El País” insiste na questão da suposta violência, e Constanza afirma: “Se o que incomoda é a palavra submissa, então queimem todas as cópias da Bíblia. Nesse caso, será para mim uma honra ir para a fogueira”. Constanza se refere à seguinte exortação do apóstolo Paulo: “As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor […] Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Efésios 5.22-15).

Encerra a autora: “Como a igreja, eu recuso a palavra gênero. Creio que há dois sexos, não gêneros. Ademais, eu rechaço a violência. Basta-me o quinto mandamento: ‘Não matarás’. Isso significa não matar as crianças (inclusive dentro do útero, porque a violência aí se dá em evidente desproporção entre a vítima e o verdugo), não matar mulheres, não matar homens”

Fonte: AP, Ipco.org.be e veja.com.br.

Por, Mensageiro da Paz.

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