Obstáculos ao avivamento

Obstáculos ao avivamentoSem dúvidas, Deus é o soberano e poderoso. O Senhor realiza de maneira espetacular avivamentos que diferenciam Sua igreja de qualquer outra instituição da Terra, porém não se pode negar que as fontes de água viva estão sendo bloqueadas e entulhadas dia após dia, impedindo a atuação grandiosa de Deus, e, infelizmente esse é um processo lento, mas certo.

Elucidação

“E tornou Isaque a abrir os poços que se cavaram nos dias de Abraão, seu pai (porque os filisteus os haviam entulhado depois da morte de Abraão), e lhes deu os mesmos nomes que já seu pai lhes havia posto” (Gênesis 26.18).

Isaque necessitava de água para sua família e seu rebanho, mas os poços estavam entulhados com o lixo dos filisteus. Talvez você não tenha se apercebido de que esta é a situação de muitas igrejas hoje. Estamos necessitando de vida, poder e vigor. Precisando de água, mas os poços estão entulhados. Nossas igrejas estão cheias de gente vazia por estarem bebendo da lama imunda dos filisteus. Jovens, senhoras, senhores e até obreiros estão nessa triste situação.

Fica a pergunta. O que fazer? Como buscar novos mananciais? Novas fontes? Não, é a resposta. Não foi isso que Isaque fez, ele tratou de desentupir os poços. Mas muitos estão correndo atrás de outros poços, estão buscando exploradores de cisternas rotas, quando a fonte está bem perto ao lado, sempre esteve e estará claro que entulhada, mas o Senhor limpa desde que cada um um dê o devido lugar e empreenda forças para limpar sua fonte.

O problema é que neste momento de crise estamos fazendo experiências. Não é época de experiência, novas técnicas, modismos, avivamentos fabricados, mensagens encomendadas e repetitivas, é hora de transparência, vida consagrada, compromissada com um endereço certo, glorificar o Deus todo poderoso. No passado Deus atuou de forma extraordinária e Ele ainda é o mesmo. O homem também é o mesmo a solução é a mesma, “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus 13.8).

Entulhos que impedem um poderoso avivamento

1) Desconhecimento do que Deus fez no passado. Períodos da história da Igreja nos revelam grandes e poderosos avivamentos que abalaram as estruturas do inferno e transformaram milhares de vidas. No passado com Israel pelo deserto, na terra de Canaã com os reis e sacerdotes, com lavradores e pastores simples. Com a Igreja através dos apóstolos, soltando os cativos das garras de Satanás, curando os enfermos e espalhando a Palavra por toda parte. Movimentos poderosos como a Reforma Protestante que abalou o mundo com homens como Martinho Lutero, João Calvino e o mais espiritual deles, Menno Simons, um anabatista cheio do Espírito, e Wesley. O avivamento da Rua Azuza, a expansão missionária nos continentes e a chegada dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren ao Brasil, e outros. Estudemos esses eventos para que reascenda o desejo ardente que o mesmo aconteça conosco.

2) Encobrimento de certas verdades. Para ser mais claro, é a maneira que encontraram de mascarar o engano com aparência de verdade, colocaram músicas na Igreja, nos crentes, nos obreiros, tudo para chamar atenção do mundo e tentar adequar-se ao mesmo. A Igreja não necessita de máscaras, pelo contrário usando-ás só promoverá fracassos e derrotas; os que vêm do mundo para a Igreja não suportam viverem mascarados.

Infelizmente está faltando vida consagrada, oração, leitura da Bíblia e uma exposição poderosa com unção da Palavra de Deus, e faltando tudo isso a Igreja parte para as máscaras que são variadas, como máscaras emocionais, psicológicas e espirituais.

Lázaro tinha o rosto coberto com uma máscara mortuária, estava enrolado com panos e faminto. Quando foi chamado para a vida, o Senhor ordenou que o desatassem e o alimentassem. Esta obra faz a diferença à Igreja que deseja obedecer à ordem divina; tem que ser liberta para desamarrar os cativos; necessita ter os celeiros cheios para saciar a fome dos famintos.

É hora de retirar as máscaras! Naamã era um homem com máscaras materiais: farda, títulos e medalhas, tudo para esconder sua lepra apodrecida, maquiada e camuflada. Outra máscara era a emocional – o orgulho – Levado por esse sentimento, Naamã quase perdeu a bênção. Faça-mos assim, retiremos a farda, os títulos, as medalhas, o orgulho e mergulhemos no Jordão de Deus, quantas vezes for necessário, até sermos cheios de vida e poder.

3) Interferência humana. Deus trabalha com homens santos, tem segredo com homens obedientes. Porém quando o mesmo passa a ser o centro das atenções e tudo começa a girar em torno dele e de seus métodos, desviando a atenção do povo de Cristo e Sua Palavra, torna-se um orgulho.

Muitos estão correndo atrás de homens baseando sua fé em emoções, em testemunhos falaciosos, ao que parece, quanto mais a pessoa foi trevas no mundo, maior é o brilho desta estrela dentro da igreja.

4) Comodismo. “Prefiro conter um fanático que tentar aquecer um defunto espiritual na igreja”, já dizia o reverendo Handley. As igrejas estão cheias de espectadores de culto, frequentadores de bancos, apáticos quanto à oração, consagração, jejum, leitura da Bíblia, comunhão com os demais membros, respeito pelo ungido, descumprimento quanto a evangelização. Uma igreja que vive nestas condições não tem o que agrade a Cristo, não é mais lugar de reconciliação, perdão e renovação espiritual, tornou-se uma Jerusalém invadida de muralhas derribadas com portas queimadas, fontes entupidas, casas saqueadas, campos destruídos e santuário profanado.

Por, Carlos Alberto Costa de Souza.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *