Israel além do tempo

Israel além do tempoQuando falamos em tempo logo pensamos no passado de uma forma a investigarmos a história com suas implicações sobre nossas vidas, olhamos para o futuro e muitas vezes nos preocupamos em como será o amanhã, vemos as várias limitações que o porvindouro nos apresenta, em nosso presente somos guiados pelos ponteiros do relógio, por um pêndulo que nunca vai e volta, pois, o tempo nunca volta só segue seu curso. Nesses dias de extrema velocidade de informações de um mundo globalizado com notícias e modificações a apenas um clique de nossos dedos podemos ter a ideia que somos imponentes contra as ditaduras do tempo como diz a mitologia grega sobre Cronos, porém, quando olhamos para os ensinamentos da Santa Bíblia podemos descansar porque Deus criou a própria eternidade: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).

E quando falamos em Israel vemos de maneira clara e poderosa o controle soberano de Deus, pois, em toda a história os planos divinos para a nação santa sempre foram cumpridos. No Antigo Testamento as épocas e seus contextos diversos nunca foram empecilhos para o cumprimento dos desígnios de Deus; entre estes podemos ver o período que Jacó foi com sua família para o Egito por contingência da fome, mas, antecipando-se ao patriarca lá estava José, chegou como escravo e com o passar dos anos ele recebe o pai com todas as prerrogativas de um Chefe de Estado. O velho Jacó mesmo avelhantado pôde auferir os cuidados do Pai eterno. Os 40 anos de peregrinação no deserto não foram de esquecimento, mas, de provisão que nunca perdeu o sabor por ser alimento diário. “E comeram os filhos de Israel maná 40 anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram a terra de Canaã” (Êxodo 16.35). Em terras desérticas em parco tempo Israel formou-se como nação com princípios morais que perduram até hoje.

Os santos profetas vaticinaram sem limitações de eras, pois, nem a eternidade é suficiente para conter o Senhor. Encontramos no livro do profeta Daniel a seguinte mensagem: “Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força” (Daniel 2.20). E nas profecias sempre Israel esteve presente: Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos” (Isaías 66.8). Em uma situação em que os recursos humanos eram escassos, seria impossível uma nação se levantar e se manter como soberana; eis a profecia bíblica se cumprindo em Israel após a Segunda Grande Guerra, um conflito com números nunca imaginados, ultrapassando 50 milhões de vítimas, considerando o esforço no sentido de destruir o povo judeu que teve 6 milhões de mortos em uma das páginas mais tristes da humanidade: o Holocausto. Mas a tragédia não foi capaz de deter a determinação divina para a criação do estado Hebreu no ano de 1948.

Se por um lado Deus sempre mostrou Seu plano com Israel, também não cessaram os desafios nos milhares de anos de História. Em junho do ano de 1967 aconteceu um conflito armado com perfil emblemático conhecido como a Guerra dos Seis dias, quando uma liga de países traçou um grande plano contra a terra dos profetas bíblicos, mas de maneira extraordinária Israel obteve vitória, mas, isso não é novidade; no passado o tempo não foi obstáculo na luta contra os amorreus, inclusive observamos a narrativa bíblica com um ato que alterou a normalidade do curso do tempo. “Então Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR deu os amorreus  nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu lua, no vale de Ajalom” (Josué 10.12). Como é bela a ação de Deus sobre os elementos do universo. Se considerarmos o sol e a Lua verdadeiros enigmas, para nosso Deus Onipotente são astros a serviço de Sua glória e Seus  desígnios. “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Salmo 19.1).

Hoje contemplamos Israel nos noticiários diários envolvido nos conflitos e ameaças constantes, mas não podemos esquecer da sã doutrina com os ensinos escatológicos sempre a nos apontar o desfecho de todas as coisas com informações mais atuais do que os noticiários de amanhã. Podemos então verificar o epílogo da história imediata de Israel nas proféticas das 70 Semanas de Daniel, se no passado vemos as primeiras Sete Semanas de anos vaticinando sobre a restauração de Judá e reconstrução de Jerusalém. “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e 62 semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Daniel 9.25); que começa com a ordem expedida por Artaxerxes em 445 a.C. (Neemias 2.1-6); as próximas 62 semanas se cumpriram entre a volta dos judeus à morte do Messias, ou seja 434 anos da ordem de reconstrução de Jerusalém até a crucificação de Cristo, “e depois das 62 será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão  determinadas as assolações” (Daniel 9.26). Depois destes fatos inegáveis e já cumpridos das profecias bíblicas podemos agora analisar a Septuagésima Semana onde lemos: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Daniel 9.27). O último período das Setenta Semanas terá o início do império do Anticristo e a Grande Tribulação. Esta semana será inaugurada logo após o arrebatamento da Igreja (2 Tessalonicenses 2.7; Apocalipse 3.11).

Como podemos concluir o tempo nunca foi contra os planos de nosso Deus, mas sempre ao Seu serviço. Na revelação a João, na Ilha de Patmos o Senhor disse: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1.8). Logo não devemos estranhar os acontecimentos atuais como se estivessem descontrolados, pois, a cada dia tornam-se mais frequentes e com maior intensidade como os grandes terremotos que nos fala o evangelista Lucas capítulo 21 versículo 11, conforme graduado na escala Richter entre 7,0 – 7,9; isto significa que a Bíblia é sempre exata e antecipou as informações sobre esta graduação de abalos sísmicos.

Quanto ao tempo não podemos deixar de esperar pelo acontecimento mais importante para nossas vidas: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15.52). Cristo breve virá!

Por, Gilberto Corrêa de Andrade.

Uma resposta para Israel além do tempo

  1. Adeilson Mendes disse:

    Quem poderá resistir o tempo de Deus?Isso é maravilhoso.Como Aprendo com Homens de Deus.Falar de Israel é tremendo,mesmo sem conhecer o lugar.Deus abençoe Pastor
    Gilberto Corrêa de Andrade.

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