A importância de toda a família estar na presença de Deus

Se pelejarmos juntos pelas nossas famílias, alcançaremoss nosso objetivo de vê-la arraigada à Palavra de Deus, frutificando em Seu Reino

A importância de toda a família estar na presença de DeusToda a família na igreja é o sonho de qualquer cristão abnegado. Não são poucos sofrendo ao perceber que a igreja está em segundo plano para muitos de seus queridos. Mas, qual a raiz dessa realidade?

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman define a sociedade presente como “sociedade de consumo”, afirmando que ela “tem por permissa satisfazer os desejos humanos de uma forma que nenhuma outra do passado pôde realizar ou mesmo sonhar”. Neste contexto hedonista, o relacionamento fraterno ou íntimo é substituído pelo desejo de prazer momentâneo através de comportamento de consumo descartável. Bauman destaca ainda que, atualmente, o “desejo de consumo e o amor quer possuir. Enquanto a realização do desejo coincide com a aniquilação de seu objeto, o amor cresce com a aquisição deste e se realiza na sua durabilidade. Se o desejo se autodestrói, o amor se autoperpetua”.

A percepção de Bauman nos ajuda a entender a antologia da sociedade atual, revelando automaticamente a importância de resgatarmos princípios basilares da plataforma bíblica que possibilitem atitudes que valorizem o retorno da família à igreja.

Partindo desse pressuposto histórico de Bauman, percebemos uma necessidade emergente de resgatarmos disciplinas cristãs que fundamentam um estilo de vida saudável. O historiador francês Henri Daniel Rolps lembra-nos que, antigamente, “as ideias eram transmitidas da maneira mais duradoura e permanente, na maior parte através da palavra falada”, ou seja, era transmitida de pai para filho como um hábito cultural. O pai narrava as histórias bíblicas enquanto as crianças levantavam, comiam, andavam ou iam dormir, conforme o ensinamento em Deuteronômio 6.1-7: “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR vosso Deus para ensinar-vos, para que os cumprísseis na terra a que passais a possuir; para que temas ao SENHOR teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados […] E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te”.

Segundo Rolps, “os rabinos davam grande consideração ao exercício da memória”, alguns até afirmavam que o “homem que se esquece de algo que aprendeu provoca a sua própria ruína”. Outros, “a fim de treinar a memória, obrigavam os alunos a decorar passagens enormes, que precisavam repetir sem qualquer omissão, acréscimo ou modificação de uma só palavra”.

Este mesmo comportamento acontecia nas escolas talmúdicas. A palavra Talmude significa “aprendido de cor””. Lembra Rolps que “deve ser enfatizado que este método de treinamento sistemático da memória não se destinava apenas aos especialistas, teólogos ou historiadores profissionais. Como vimos, as crianças já aprendiam a memorizar desde a mais tenra idade”. As mães também tinham papel importante na formação das crianças. Elas “davam aos pequenos os primeiros elementos de uma instrução sobretudo moral: “Filho meu houve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe”, Provérbios 1.8; “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei de tua mãe”, Provérbios 6.20. Esses conselhos materiais podiam se estender também aos adolescentes”. Já com os pais, “os moços, ao saírem da infância, eram principalmente confiados a eles. um dos deveres mais sagrados dos pais era ensinar seus filhos, quer se tratasse de ensinamentos bíblicos (Êxodo 10.2; 12.26; 13.8; Deuteronômio 4.9; 6.7, 20; 32.7, 46) ou da educação em si (Provérbios 1.8; 6.20). O açoite e a vara ajudavam nessa formação (Provérbios 13.24; 22.15; 29.17)”.

Com isso, não afirmo que devemos fazer literalmente da mesma forma historicamente registrada como os antigos judeus faziam, mas que esses exemplos nos mostram o quanto devemos e precisamos investir em nossas crianças, ensinando-as a Palavra de Deus nos cultos domésticos, levando-as assiduamente à Escola Bíblica Dominical e a cultos de ensino voltados para elas, além de incentivarmos nossos filhos a praticar a leitura sistemática da Palavra de Deus.

Sigamos o exemplo de Neemias: “Então pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus ao povo pelas suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos. E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados, e ao restante do povo: Não os temais; lembrai-vos do grande e terrível Senhor, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas” (Neemias 4.13, 14).

Se pelejar-mos juntos pelas nossas famílias, alcançaremos nosso objetivo de vê-la arraigada à Palavra de Deus, frutificando em Seu Reino.

Por, Ivan Tadeu Panicio Junior.

2 Respostas para A importância de toda a família estar na presença de Deus

  1. Marcos nazareno santos freire disse:

    Muito bom

  2. Marcos nazareno santos freire disse:

    Nossa família debaixo da graça

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