Doutrina, comunhão e oração

Doutrina, comunhão e oraçãoO nosso Brasil, por ser um país grande e continental, é influenciado por variadas culturas herdadas através dos imigrantes, recebidos aqui de maneira muito amistosa que, aliás, é uma das características do povo brasileiro.

Essas culturas se particularizam nas diversas regiões, nos usos, costumes e principalmente na alimentação: enquanto no Norte nos deliciamos com o açaí, no Sul não abrimos mão do chimarrão.

Pois bem, nas nossas igrejas também nos deparamos, mesmo que de uma forma discreta, com essas diferenças culturais, às vezes até na liturgia. Mas a essência do Cristianismo Pentecostal tem estado presente em todas elas, não importando a origem étnica de seus membros, se europeia, americana, indígena, asiática ou oriental. Isso faz com que a ação do Espírito Santo seja plena, principalmente na pregação e no ensino da Palavra de Deus, resultando no fortalecimento espiritual de seus membros e na salvação de vidas.

Quando lemos em Atos 2.42-44 que os cristãos da Igreja Primitiva “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum”, concluímos que essas práticas não podem ser deixadas de lado em nossas igrejas. A observação da doutrina, a comunhão estabelecida e a oração, farão com que nós, membros da Igreja, permaneçamos unidos priorizando a ação do Espírito Santo em nossas vidas.

Na igreja dos apóstolos, milhares de pessoas se convertiam a Jesus, logo eram batizados no Espírito Santo e os dons espirituais distribuídos pelo Senhor Jesus Cristo.

Em sua Primeira Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo nos faz lembrar, que o nosso corpo é templo do Espírito Santo e que não somos de nós mesmos, isso quer dizer que os pensamentos ou intenções da carne devem ser subjugados por Aquele que habita em nós. Se observarmos a doutrina que nos é ensinada, se vivermos em comunhão e se praticarmos a oração, com certeza a unidade da igreja será fortalecida.

No propósito de servir ao Senhor, estão incluídos a obediência à sua palavra e o interesse voltado unicamente ao dEle, onde os nossos desejos pessoais ficam em segundo plano. Quando nos submetemos à vontade de Deus, alcançamos de maneira natural os anseios da nossa alma e os desejos dos nossos corações, fazendo com que os nossos propósitos estejam harmonizados com os do Senhor Jesus.

Em suas últimas orientações, Jesus deixou a que está registrada em Marcos 16.15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura”. Isso quer dizer que o entusiasmo de ganhar almas supera os interesses pessoais. Para este fim, a igreja é doutrinada e a comunhão é desfrutada, levando ao despertamento da prática da oração, com a qual se alcança a solução para eventuais discórdias.

É bom lembrar que, quando a contenda começou a rodear a igreja, logo no inicio os apóstolos rapidamente encontraram uma solução e insistiram no seguinte propósito, que é registrado em Atos 6.4: “Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra”. Essa atitude de se manter em oração e de insistir na busca de Deus e no ensino da Sua Palavra fez com que a igreja permanecesse unida, com almas se convertendo, crentes sendo batizados no Espírito Santo e pessoas sendo libertas e curadas. Enfim, os milagres eram constantes no meio do povo.

Que os nossos propósitos como crentes sejam sempre o de servir o Reino de Deus e corresponder com o que de nós se espera, a fim de que os milagres continuem constantes em nosso meio também.

Por, José Wellington Costa Junior.

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