Deus a livrou da morte em cirurgia

Irmã Rozeli dividiu UTI com outros nove que vieram a óbito, mas ela sobreviveu

Deus a livrou da morte em cirurgiaUm exame rotineiro para verificar se tudo estava em ordem em seu organismo conduziu Rozeli Santos Fontoura à mesa de cirurgia no Hospital Evangélico na cidade de Londrina (PR). De acordo com o médico cardiologista que a atendeu, doutor Itacir João Ansilieiro, ela deveria o mais breve possível procurar um cirurgião para realizar uma intervenção cirúrgica conhecida entre os médicos como cirurgia de revascularização do miocárdio. “O médico disse que 72% da válvula de meu coração estava fechada e por isso o fluxo de meu sangue nessa região de meu corpo estava interrompido. Na verdade, tinha apenas 28% de funcionamento de meu órgão. Eu não conseguia realizar muito esforço que logo eu manifestava cansaço. Inclusive estava planejando viajar aos Estados Unidos com meu esposo, mas o médico disse que eu não conseguiria chegar com vida por lá”, explica. Rozeli Fontoura é casada há 36 anos com pastor Perci Fontoura, líder da Assembleia de Deus em Umuarama (PR) e 1º secretário da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).

A situação exigia uma resposta imediata, e ela viajou para Londrina, foi internada no Hospital Evangélico para ser submetida a uma cirurgia e depois com a sua melhora, dar livre curso a vida com a sua família. Os médicos explicam que as artérias coronárias (vasos que conduzem sangue rico em oxigênio ao coração) podem adoecer, com estreitamento e até obstrução completa por placas de ateroma no seu interior. As placas são formadas por depósitos de gorduras, colesterol, coágulos e outras substâncias. São essas mesmas obstruções que levam à redução do fluxo de sangue ao coração do paciente, podendo causar angina ou infarto. A cirurgia de revascularização do miocárdio, também conhecida como ponte de safena e mamária trata-se de um tipo de cirurgia cardíaca na qual se faz uma ponte por cima do local com estreitamento ou obstruído, resultando em uma melhora no fluxo do sangue e oxigênio ao coração.

Já em Londrina, o médico Celso Otaviano Cordeiro a atendeu, examinou o CD em que estava todo o conteúdo de seu exame e concluiu que a cirurgia era inevitável. A internação aconteceu no dia 30 de abril e o procedimento foi marcado para 2 de maio, a cirurgia conduzida pelo médico Guilherme Andrade estendeu-se por seis horas e, em seguida, a paciente foi deslocada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para dar prosseguimento ao seu tratamento. Lá permaneceu por quatro dias. “Eu dividi a UTI com outros nove pacientes, mas depois que eu fui para o meu quarto, recebi a notícia da enfermeira que me acompanhava que todos morreram, eu fui a única que sobreviveu ao procedimento”, revela. Mas algo inesperado aconteceu: o que deveria ter sido um procedimento cirúrgico que a colocaria novamente em circulação, fez com que ela contraísse outro problema em seu quadro clínico. Enquanto estava sendo mantida na UTI, a paciente foi vítima de uma infecção hospitalar, dessa forma, a sua volta para casa foi adiada e teve que permanecer por 30 dias no hospital, sendo 15 no isolamento. Foi convocada a infectologista a fim de realizar o procedimento e saber qual o estágio de contaminação provocado pela infecção. “Ela avisou-me que a minha alta do hospital estava suspensa, eu corria risco de vida e que seria mantida em isolamento. Naquele instante eu pedi a minha acompanhante, prima Sônia Penido que fosse pesquisar na internet qual era a causa da infecção, mas a médica disse para não pesquisar e que deveria aguardar no hospital”.

Rozeli Fontoura não teve outra saída senão ficar sob os cuidados médicos. O pastor Perci Fontoura ficou alarmado com a notícia de que a esposa fora vítima de infecção hospitalar e logo recorreu a Deus que tem poder para repreender enfermidades e outros males deste mundo. A Assembleia de Deus em Umuarama atendeu ao apelo do marido preocupado e clamou ao Senhor, a própria Rozeli Fontoura disse que “o Brasil orava por mim”, porque o líder paranaense já havia solicitado às demais igrejas pelo Brasil afora, intercessão junto a Deus em favor da saúde da esposa internada. A infecção hospitalar funciona da seguinte forma: os médicos afirmam que o hospital é um centro onde as bactérias, vírus e outros micro-organismos são transmitidos de uma pessoa para outra. Não é nenhuma novidade correr a notícia de casos de infecções adquiridas durante a internação hospitalar, ou mesmo após a alta, por isso é importante a prática de um hábito simples de higiene: a lavagem das mãos aos profissionais da saúde, visitantes, familiares e acompanhantes para não servirem como agentes de transmissão de micro-organismos.

Enquanto os crentes oravam pelo restabelecimento de sua saúde, Rozeli Fontoura convidou a sua prima Sônia Penido para ler a Bíblia Sagrada a fim de encontrar conforto espiritual e psicológico. “Em meio a esse turbilhão na minha vida, eu me dediquei à leitura bíblica e fui cantar para louvar ao Senhor. O resultado foi que eu recebi refrigério como solução imediata vinda dos céus”, revela. Enquanto era medicada, uma enfermeira colhia seu sangue a cada 10 minutos para saber como estava o tratamento dispensado à paciente. A administração de medicamentos para combater a infecção em seu organismo continuou de modo que foi devidamente controlada e com o passar dos dias, neutralizada. A paciente obteve alta hospitalar e voltou para o convívio de seus queridos. Um ano depois do procedimento cirúrgico, Rozeli esbanja saúde: ela participa das atividades do Círculo de Oração como coordenadora do departamento de todo o campo eclesiástico, acompanha o marido em suas viagens para realizar a obra de Deus pelo Brasil e exterior, canta no coral do Círculo de Oração e realiza ação social promovida pela igreja conduzida pelo pastor Perci Fontoura. Ela ainda tem tempo para confraternizar com os filhos, o evangelista Perci Fábio Santos Fontoura, a filha Crissiely Santos Fontoura de Assis e o neto Arthur Perci de Assis.

“Enquanto estive internada naquele hospital, o Senhor trabalhou em minha vida. Antes eu era uma pessoa ansiosa, conforme dizem eu ‘sofria de véspera’, mas hoje em dia eu conduzo a minha vida com mais paciência. Aprendi a valorizar a vida. No hospital eu também senti a presença divina comigo além de receber a visita dos jovens da Assembleia de Deus de Londrina. Eles levavam seus instrumentos musicais e cantavam louvores ao Senhor conosco”, lembra Rozeli Fontoura.

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