Muçulmanos se convertem a Cristo

Ameaças, torturas e perseguições não intimidam novos convertidos

Muçulmanos se convertem a CristoRecentemente, o mundo ocidental tem recebido notícias impressionantes de conversões de muçulmanos no Oriente Médio através de sonhos e demais revelações divinas do poder de Deus na vida daqueles que nasceram em berço islâmico e foram doutrinados segundo o Alcorão. Os convertidos são pessoas que ocupavam cargos de liderança na religião de Maomé ou até mesmo anônimos que frequentavam a mesquita e observavam os ritos e tradições muçulmanas. Ultimamente, um grande número de seguidores de Alá tem ouvido a Palavra de Deus e decidiu optar em receber a Jesus de Nazaré como Salvador pessoal. A igreja em países de orientação islâmica tem sido procurada por aqueles que um dia já foram seus opositores.

Em Bangladesh, no extremo oriente, as notícias sobre o desenvolvimento do cristianismo são alvissareiras. O país que conseguiu a sua independência da Índia na década de 1940 devido à sua elevada população islâmica tem experimentado desde o início do século 21 um relevante crescimento da comunidade cristã que hoje representa cerca de 1% da população.

“Nos últimos 12 meses, mais de 20 mil muçulmanos se converteram a Cristo e isso está se tornando um problema real para os líderes islâmicos, porém a maioria desses novos convertidos enfrenta imensa perseguição por terem deixado o islã”, revelou um ex-muçulmano a Christian Freedom International.

O pastor Rafiqul Islam experimentou uma reviravolta em sua vida ao abandonar o islamismo para abraçar a fé cristã: ele perdeu a família e seus negócios logo após a conversão e acabou sendo espancado brutalmente pelos líderes da mesquita que frequentou quase toda a vida, aos olhos das pessoas que passavam na rua. Apesar da rejeição, o pastor garante que não pretende parar o seu testemunho acerca da “vida eterna em Jesus Cristo”.

Mesmo sendo a minoria em Bangladesh, os cristãos nativos constatam que um avivamento espalha-se rapidamente pelo país. Rafiqul assegura que já testemunhou centenas de conversões, algo inimaginável alguns anos atrás.

“Muitos muçulmanos estão se convertendo, principalmente nas áreas rurais. Mais pessoas estão se convertendo todos os dias. Apesar da perseguição intensa, estamos pregando as Boas Novas”, alegra-se Rafiqul.

Mas a violência não está reservada apenas aos cristãos adultos, os jovens não escapam da perseguição e enfrentam grandes riscos ao divulgarem a fé cristã nas ruas das cidades de Bangladesh. Um perigo que encaram todos os dias, mas com resultados profícuos. “Os jovens como eu, estão se convertendo. Há muitos mais que estão interessados, especialmente os jovens. Mesmo se interessando por Cristo, ainda não admitem isso por que sabem o alto custo da conversão. Eles terão de deixar tudo por causa do nome de Jesus”, disse Babul, que se converteu na adolescência.

Bangladesh é reconhecido por agregar a quarta maior população muçulmana do planeta, e os cristãos bangladeses oram ao Senhor para que um dia a nação se volte para Jesus Cristo. Eles acreditam que esse fator mudará a história do país.

Governo sudanês destrói igrejas

Os pastores Michael Yat e Peter Yein Reith, integrantes da Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão do Sul, foram presos no vizinho Sudão. Eles ficaram encarcerados por mais de dois anos, e correram risco de serem condenados à pena de morte. Os pastores foram acusados de várias infrações contra as crenças religiosas e promoção de ódio religioso. Mas o perigo era a suspeita de espionagem, porque a estadia dos dois obreiros estava diretamente relacionada com a igreja. Mas, a ausência de provas os inocentou de modo que foram liberados no início deste ano. Quando entrevistados pela missão International Christian Concern, os dois relataram o que acontece no país.

“Eu não tinha ideia que o Sudão tinha declarado guerra contra os cristãos”, relata o pastor Yat que foi preso após ter pregado em uma igreja na capital Cartum. No período em que foi mantido preso, ele conversou com muitas pessoas e ouviu muito das autoridades. De acordo com o seu relatório, o governo do Sudão não quer cristãos residindo por lá, principalmente aqueles que falam o árabe fluentemente, pois “temem que possam facilmente chegar aos muçulmanos e conquistá-los para Cristo”.

Yat garante que a conversão de muçulmanos a Cristo é o real motivo pelo qual os radicais sudaneses se empenham na demolição de igrejas e a prisão de todos os líderes cristãos. “Eles não permitem que os pastores cheguem até os muçulmanos em Cartum, Darfur e as montanhas de Nuba, áreas estritamente dominadas por muçulmanos”, resume.

Conversão no Líbano de refugiados de guerra

A necessidade de fugir do conflito deflagrado na Síria levou uma grande quantidade de sírios muçulmanos a procurar refúgio na Europa, mas foram impedidos. Os refugiados optaram em seguir para o Líbano onde se converteram a Cristo. Embora a liberdade religiosa seja garantida pela Constituição libanesa, os novos convertidos enfrentam perseguição no país médio-oriental. O refugiado Abu Radwan foi batizado pelo bispo Saliba em Beirute. Ele afirma que Jesus apareceu-lhe em um sonho há dois anos. “Eu comecei a ir à igreja. Eu acreditava que Jesus estava vindo nos ajudar, para nos salvar”.

Com a confirmação de sua fé provada por seu batismo, veio também o risco de vida para o convertido que foi esfaqueado por radicais de sua própria tribo enquanto voltava para casa após um culto na igreja. A esposa ainda usa o véu (hijab) para garantir a sua segurança. Também uma igreja evangélica em Beirute tem experimentado crescimento nos últimos meses pela chegada de vários sírios convertidos. “Quando eu vejo que uma pessoa quer ser cristã, eu não o impeço, mas tentamos testá-lo”, disse o pastor, que prefere não ter o nome revelado.

Perseguida por familiares por abandonar islã

A jovem cristã Saida (nome fictício por questões de segurança) sofreu violência por seus familiares muçulmanos por ter aceitado a Jesus como seu Salvador pessoal. Os vizinhos acionaram a polícia rapidamente para defender a menina da crueldade, mas de acordo com representantes do ministério Portas Abertas, os policiais nada fizeram para protegê-la, disseram apenas que tratava-se de um “conflito familiar”. A impunidade levou os familiares a continuarem as agressões e a pressionarem a deixar o cristianismo. No mesmo dia, a jovem cristã foi encaminhada para uma Unidade de Tratamento Intensivo de um hospital por manter a sua fé cristã.

Os demais cristãos já disseram que vão aguardar a sua liberação para levá-la a um local em segurança, longe da família. Sabendo da gravidade em que deixaram a menina, os familiares prometeram espancá-la novamente caso ela continue cristã além de chamar a polícia para impedir que alguém a leve embora. “Ou ela volta para a nossa religião ou morre”, ameaçaram.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Google Translate »