Por que os homens matam?

Por que os homens matamDe tão comum, infelizmente, já estamos nos acostumando com os noticiários sobre homicídios. Antes, ficávamos assustados. Agora, já faz parte do comum. Já somos até capazes de ouvir relatos bárbaros sem franzir a testa ou fazer ares de repugnância com o semblante. É o incomum virando comum. É a exceção se transformando em regra.

Mas, afinal de contas, por que os homens matam? Os homens matam porque estão banalizando a vida. A vida já não é vista como aquele bem tão precioso que legou-nos o Criador. A vida é vista como um elemento descartável. Devido à influência do materialismo, a vida vale menos do que as coisas. “A bolsa ou a vida?”, é a pergunta que fazem em um momento do assalto.

Os homens matam porque a instituição familiar está em crise. O lar é um campo de treinamento para a arena da vida, mas quando ele falha, torna-se uma fábrica de monstros humanos. Os monstros humanos muitas vezes são produzidos nos ambientes domésticos, que, desestabilizados e constituídos de um pai ausente e uma mãe relapsa, vão reproduzindo as mazelas da nossa já tão combalida sociedade.

Os homens matam porque, muitas vezes, primeiramente, foram assassinados pela vida. Com carências afetivas, vão eles deixando sair do subsolo da alma os sentimentos mais bárbaros e desprezíveis, que de tão bárbaros já nem se parecem com a imagem e semelhança do Criador, conforme nos relata o Livro de Gênesis. Falta-lhes muitas vezes um gesto, toque e expressões que lhes foram poupados na infância. As mochilas de suas vidas estão cheias de traumas, decepções e angústias que a vida lhes proporcionou.

Os homens matam porque são vitimados por uma crise existencial. Já perderam os referenciais do passado, já não se encontram no presente e não alimentam esperança quanto ao futuro. São invisíveis na sociedade. São invisíveis na vida. O existir já não faz sentido para eles.

Os homens matam por que muitas vezes também são vítimas. São vítimas de um Estado que produz marginalizados, não oferecendo em alguns casos os elementos mais básicos para a construção da dignidade humana. Vitimas de uma sociedade egocêntrica, injusta, que promove uma cultura de violência através da mídia e até mesmo nos seus programas policialescos em horários nobres, relegando os programas educativos para horários não tão nobres.

Os homens matam por causa do senso de impunidade de uma justiça injusta que, perdida nos meandros da burocracia e enlameada pela corrupção, apresenta-se de forma morosa e inconsequente.

Mas os homens matam, principalmente, por que se deixam dominar pelos sentimentos mais repugnantes alimentados por uma natureza pecaminosa que reside em nós. O pecado não é meramente uma teoria, é uma realidade. Contrariando o antropocentrismo, o humanismo secular, com a crença de que o homem é essencialmente bom, mas as instituições o corrompem, a Bíblia mostra-nos que o homem tem a tendência para o pecado. O pecado não é meramente uma crença teológica, é uma realidade palpável. Os homens matam porque o problema do homicídio não é tratado na sua gênese: o coração. Jesus disse que é do coração que procedem os maus pensamentos (Mateus 15.19). O problema precisa ser tratado na sua origem. Não adianta tratar o exterior se não tratarmos o interior. Enquanto isto não acontece, os homens continuam matando!

Por, batão (SP) e da Co.

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