Éfeso: modelo de decadência por geração

Éfeso - modelo de decadência por geraçãoPaulo, o apóstolo, em retorno de sua terceira viagem missionária, encontrando-se na cidade portuária de Mileto, rumo a Jerusalém, com tempo restrito, pois queria estar em Jerusalém no dia da festa de Pentecostes, pede para que os líderes de Éfeso venham encontrá-lo. O zelo pela igreja em Éfeso, como também o respeito são demonstrados por uma igreja conhecida profundamente pelos três anos vividos com eles em uma das maiores metrópoles da época, cidade com quase um milhão de habitantes. Na cidade, a eficácia da pregação foi tal que intimidou os adoradores do templo de Diana.

Os anciãos atenderam sua solicitação, embora teriam que viajar mais de 50 km a fim de encontrá-lo. Os anciãos chegaram a Mileto onde ele estava, e o conteúdo do assunto tratado inicia-se com uma introdução sobre seu caráter, vs 19, servindo ao Senhor com toda humildade e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobreviera.

Seguido de mensagens distintas. 1) Pelo que o Espírito Santo me tem dito de cidade em cidade, não verei mais vosso rosto. 2) Estou limpo do sangue de todos, pois nunca deixei de lhes anunciar todo conselho de Deus. 3) Olhai por vos e por vosso rebanho, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. 4) Eu sei isto, que depois da minha partida, entrarão no meio de vos lobos cruéis. Entre vos mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas para atraíres os discípulos após si. Após as palavras de Paulo os anciãos choraram, pois não veriam mais seu rosto. O choro certamente fazia parte de um sentimento de afeto e amizade pelo líder, do qual por merecido respeito vieram até ele sabendo que afinal foram três anos de convivência. A questão sentimental tem seu lugar, porem as atitudes que devem fazer parte na causa do evangelho, eram necessárias serem observadas com atenção.

Transportando sobre os mesmos a responsabilidade para este cuidado. Havia nas colocações do apostolo palavras fortes relacionado a pessoas, identificando algumas que viriam de fora. “Entrarão no meio de vos”. Relacionando a pessoas que passariam a buscar notoriedade, chamando-os de lobos cruéis. A outra colocação foi referente a pessoas dentre eles mesmos. “que falariam coisas para atrair discípulos após si”.

Quanto a igreja que encontrava-se em Éfeso, ela foi mais uma vez lembrada. Trinta anos após, quando o apóstolo João, encontrando-se na Ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus, recebera uma mensagem para a igreja de Éfeso. Conheço as tuas obras, tanto o seu labor com a tua perseverança e que não pode suportar homens maus, e que puseste a prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e os achaste mentirosos. E tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não deixaste esmorecer. Tenho contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Abandonaram o primeiro amor, uma ação consciente. Deixou de lutar.

Avaliando o termo “responsabilidade” que era exclusiva dos anciãos com relação aos conselhos, tratando-se da primeira geração de cristãos. O resultado a não observância ao conselho resultou em ação coletiva. O termo responsabilidade pelo abandono ao primeiro amor demonstra responsabilidade coletiva. Diagnostico: Esfriamento; Causa: Não conseguir lutar contra.

O aspecto “homens maus” tratado no apocalipse é predito por Paulo como dois aspectos: “Lobos cruéis”. “Homens que falarão coisas perversas para atrair os discípulos após si”.

O resultado é demonstrado na transformação de característica das pessoas. Observa-se que nesta mudança ocorreu entre uma geração e outra, cerca de 30 anos. Porém a característica não parece ser tão diferente, embora passados 2.000 anos o que ocorre a tendência relativa a religiosidade, tende a seguir uma submissão a pessoas com características persuasivas e não atitudes de contrição e santidade.

No século XII, Tomaz de Aquino referia-se ao jejum a nível mundial. No século XVIII, ensina os jejuns duo semanal seguindo o modelo dos primitivos. Cremos que hoje esta pratica pode ser realizada não a nível mundial, nacional, estadual, municipal e sim a nível de família em momentos de crise.

Na pratica como seria esta interpretação? Relativo a comunhão. Tem sido de fundamental discussão principalmente no pensamento mais radical sobre ser cristão sem igreja. Por outro lado, o fator comunhão tem sido dialogo fundamental quando se trata da necessidade de reunir-se para ter comunhão. Porém, o molde montado na característica citado como… “farão coisas perversas para atrair os discípulos após si”. Tem a tendência de levar a comunhão entre pessoas na escala zero novamente. Pois o molde é excêntrico. A comunhão não é algo que flui entre as pessoas por questões de celebrar o mesmo Deus e nas atividades cristãs e sim como algo imposto aos que estão dispostos a seguir não um caráter de santificação e sim moldes prescritos a alguns requisitos definidos demonstrando resultado numérico.

Na prática, pessoas não são recebidas com alegria e gozo e sim com desconfiança, o que dificulta tanto a chamada comunhão quanto ao exercício dos dons e crescimento, pois não pode haver nem comunhão verdadeira e nem o uso dos dons de Deus, pois o que impera não é o fluir do poder de Deus sobre a união e comunhão de pessoas e sim a manutenção de um clã. Grupos podem exercer características naturais tais como “quem esta dentro não sai mais e quem esta fora não entra”.

A recomendação… Lembra-te, pois donde caíste arrepende-te e volta as primeiras obras.

Por, Rubens Sebastião.

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