Esfaqueado recebe livramento de morte

Jessé Duarte, da Assembleia de Deus em Criciúma (SC), foi roubado, sequestrado e após momentos de terror, esfaqueado e abandonado na estrada

Esfaqueado recebe livramento de morteNo final do ano de 2013, o irmão Jessé Duarte da Assembleia de Deus de Criciúma (SC), presidida pelo pastor João Ceno Ohweiler, passou por momentos de grande terror.

Em uma onda de violência que engloba todo o Brasil, sofrer uma tentativa de latrocínio – homicídio com objetivo de roubo, ou roubo seguido de morte ou de graves lesões corporais da vítima – é um dos maiores receios do cidadão brasileiro. E foi exatamente o que o músico assembleiano vivenciou.

No dia 3 de dezembro de 2013 ele conta que ao retornar da faculdade de Direito para sua casa foi interceptado por dois bandidos. Eles simularam apontar uma arma de fogo, obrigando a abrir o carro e dirigir para longe dali.

“Foram os momentos mais difíceis de minha vida. Eles me levaram para um lugar deserto, tipo um sítio perto da periferia. As ruas eram de chão batido e nos lados só tinham árvores. Devo ter ficado com eles por uma hora e a todo momento diziam que iam me matar”, relembra o trauma.

Segundo Jessé, dias antes do ocorrido Deus havia lhe falado através de uma profecia que ele iria passar por uma grande provação, mas o Senhor lhe daria livramento.

“De forma alguma imaginava que seria algo tão grave e intenso dessa forma. Enquanto estava sob domínio dos criminosos eu nem acreditava que aquilo estava acontecendo comigo. Fiquei tão em choque que cheguei a perder a voz por um instante”, conta o músico.

Em tal situação, psicólogos explicam que minutos podem parecer horas devido ao pânico e pavor. E para o nosso irmão não foi diferente. Ele ouvia os seus sequestradores conversarem entre si sobre como iriam matá- lo, onde deixariam seu corpo e coisas terríveis desse tipo.

Jessé lembra que chegou a dizer aos assaltantes que ele era servo de Deus, e clamava ao Senhor para salvar a sua vida. Ele narra um dos momentos mais pavorosos daquela noite, quando de fato tentaram matá-lo: “Eles me mandaram parar o carro, um dos assaltantes que estava no banco traseiro com um fio tentou me estrangular”.

Imagine quão traumático foi para o nosso irmão. Mas o Senhor lhe deu livramento:

“Graças a Deus eu consegui tirar o fio do meu pescoço e das mãos dele. Os dois então pegaram as chaves do carro, a minha carteira, celular e abriram as portas, me esperando lá fora… Devia ser meia noite e lembro que não tinha iluminação alguma”, diz.

Atordoado por todo o ocorrido, ao tentar escapar, nosso irmão foi segurado e esfaqueado do lado esquerdo do peito. A perfuração foi de quatro centímetros e bem próxima ao pulmão e coração. Até mesmo para a equipe médica, sobreviver a este golpe foi seu primeiro milagre.

Os bandidos fugiram com seu carro, celular e carteira e no meio da escuridão, Deus deu a Jessé uma direção, através de um poste de luz bem longe. Perdendo muito sangue ele andou por aproximadamente 1 km até encontrar uma casa.

“Observei que eu estava banhado de sangue. A casa era cercada por arames farpados, mas já muito tonto caí algumas vezes em cima deles até conseguir entrar”.

Logo os moradores, que também são servos do Senhor, socorreram Jessé chamando a ambulância e polícia. Jessé chegara ao hospital em situação crítica e foi levado para a sala de cirurgia.

“Rasgaram minha roupa, perguntaram meu tipo sanguíneo e o médico disse que se eu quisesse viver, precisaria aguentar firme. Fizeram um buraco no lado esquerdo pra colocar o dreno e tirar o sangue. Depois fizeram os pontos no local da facada. Imagino que tudo isso sem anestesia, pois tive muita dor”, recorda Jessé. E continua a relatar sua dolorosa experiência: “Os médicos fizeram reposição de muitos litros de sangue, soro e fiquei respirando no oxigênio. Por 11 horas fiquei totalmente consciente, gemia muito. Mas confiante que Deus ia completar a sua obra, pois o pior já tinha passado, cantei em espírito, lembrei dos versículos da Bíblia… E depois dessas 11 horas consegui dormir”.

Os médicos e enfermeiras diziam que ainda assim Jessé corria risco de morte, pois tinha perdido muito sangue e poderia ser acometido por uma infecção.

“Agradeço muito a Deus, minha família, igreja e amigos que levantaram um grande clamor pela minha recuperação; ao casal que me socorreu e a meus médicos também, que foram usados por Deus. Tudo isso foi muito importante para minha recuperação”, agradece.

Após sete dias internado, Jessé recebeu alta e pôde continuar a se restabelecer em casa. Até hoje mantém contato com o os irmãos que o ajudaram e realizou até mesmo um culto em suas casas. A polícia encontrou seu carro e nosso irmão continua testemunhando todo esse milagre que o Senhor operou em sua vida, livrando-o da morte.

“Aprendi que não obstante sermos cristãos, não estamos imunes às provações (João 16.33). Mas mesmo as mais difíceis cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8.28). Entendi que a provação fortalece a nossa fé, intimidade com Deus e serve dentre outras coisas, para consolar aqueles que passam dificuldades (2 Coríntios 1.3,4). Assim, tudo é para Glória dEle (Romanos 11.36)”, ele testifica.

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