As consequências do pecado de Davi

Por que as consequências do pecado de Davi foram tão severas?

As consequências do pecado de DaviQuando o profeta Natã foi a Davi, por ordem de Deus, a fim de confrontá-lo quanto ao seu pecado, ele declara o pecado: adultério e assassinato. Quando o profeta diz: “A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom” (2 Samuel 12.9), isto fica bem claro: deitar com uma mulher casada, adultério; matar um homem de forma premeditada, assassinato. E a punição para ambos os pecados era a morte.

O adultério é um pecado contra o cônjuge e contra Deus, que afirmou claramente: “Não adulterarás” (Êxodo 20.14). Através do adultério o homem quebra a aliança conjugal que fez perante Deus (Malaquias 2.14). Por isto, o adultério é símbolo da idolatria; é o abandono daquele com quem se tem uma aliança, para prostituir-se com outro (Jeremias 3.6-10). O homem que tivesse relações sexuais com a esposa de outro deveria ser punido com a pena de morte: “morrerá o adúltero e a adúltera” (Levíticos 20.10; Deuteronômio 22.22). Se o adúltero fugir da justiça dos homens, não fugirá da justiça de Deus (Hebreus 13.4).

O assassinato também agride a Deus e ao homem, feito à imagem de Deus. Sendo Deus o autor da vida, somente ele tem o direito de tirá-la. Deus estabeleceu que a pena para o homicida era a morte (Gênesis 9.6; Êxodo 21.12). Se o homicídio fosse involuntário, teria o benefício do acolhimento nas cidades-refúgio; mas se fosse premeditado, a punição era a morte (Deuteronômio 19.11-13). No caso de Davi, o crime foi premeditado e executado através de uma cilada (2 Samuel 11.14,15). A lei de Moisés exigia pena de morte, mas Deus nem sempre faz assim.

Deus declarou que Davi era “conforme o seu coração” (Atos 13.22). Até aquele momento, Davi tinha sido fiel a Deus, e as Escrituras declaram que “Davi tinha feito o que era reto aos olhos do Senhor e não se tinha desviado de tudo o que lhe ordenara em todos os dias da sua vida, senão só no caso de Urias, o heteu” (1 Reis 15.5). A sentença divina foi não punir Davi com a morte, como declarou Natã: “o Senhor traspassou o teu pecado; não morrerás” (2 Samuel 12.13).

Deus deve ter considerado a aliança que tinha com Davi e o seu arrependimento, que pode ser visto no Salmo 51, que foi escrito na ocasião, conforme declara o título do salmo. Mas porque o caso se tornou público e os inimigos de Deus tiveram ocasião para blasfemar (2 Samuel 12.14), Deus castigou Davi permitindo que o adultério e a morte fizessem parte da história da sua família.

Deus é justo, e não permitiria que o pecado de Davi ficasse sem punição, mas Davi confessou e arrependeu-se e Deus resolveu usar de misericórdia (Provérbios 28.13), pois, como disse Esdras, Ele nos castiga menos do que os nossos pecados merecem (Esdras 9.13). A punição do pecado de Davi foi severa, mas misericordiosa.

Por, Márcio Klauber Maia.

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