Onda antigoverno mundial tem relação com o final dos tempos?

Brexit na Inglaterra, vitória do antiglobalista Trump e ascensão dos antiglobalistas Geert Wilders e Frauke Petry marcam, sem dúvida, novo momento

Onda antigoverno mundial tem relação com o final dos temposO primeiro terremoto nas bases do projeto de implantação de um governo mundial capitaneado pelo Ocidente se deu em junho do ano passado, como anúncio da saída da Grã-Bretanha da União Europeia. No mesmo ano, em novembro, um segundo e ainda mais forte abalo sísmico foi sentido: a vitória contundente do antiglobalista Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Agora, em 2017, apenas quatro meses após a vitória de Trump, mal os globalistas começavam a tentar reagir a esses dois golpes, um terceiro golpe quase foi desferido: o Partido da Liberdade na Holanda, do antiglobalista Geert Wilder, ficou em segundo lugar nas eleições de março, depois de chegar a estar à frente nas pesquisas. Wilder é contra a imigração muçulmana, a favor da saída da União Europeia e defensor intransigente de Israel e do fim da circulação de drogas na Holanda.

A vitória de Wilder não aconteceu, mas a cada eleição seu partido ganha mais cadeiras no parlamento holandês e, se continuar nessa crescente, acredita-se ser quase inevitável sua vitória no próximo pleito, devido, sobretudo, à crescente insatisfação popular em seu país com a crise imigratória e com o péssimo tratamento dado a esse problema pelo governo holandês e a União Europeia. Lembrando que este ano ainda acontecerão as eleições na França e na Alemanha, onde, pelo menos na França, as chances de outro abalo sísmico são grandes, com a possível vitória de Marine Le Pen, defensora da saída da França da União Europeia.

Na Alemanha, Frauke Petry, 42 anos e ex-esposa de pastor, é a principal oponente de Angela Merkel. Petry é antifeminista, defende um referendo para criminalizar o aborto no país, é contra a imigração muçulmana adotada por Merkel e é a favor da saída da Alemanha da União Europeia e de uma repressão mais dura aos criminosos. Para a maior parte da mídia, que é pró-Merkel, ela é vista, por todas essas posições, como “extrema-direita”.

Já a francesa Marine Le Pen, taxada também de “extrema-direita”, está bem longe de ser tal coisa. Seu pai, Jean-Marie Le Pen, é de fato um extremista de direita, sendo, inclusive, antissemita (O antissemitismo, infelizmente, é historicamente muito forte na França, sendo a direita francesa a única no mundo onde o antissemitismo é uma realidade). Entretanto, Marine Le Pen, que se opõe ao antissemitismo, rompeu com seu pai, que saiu do partido e fundou outro com os extremistas que lhe seguiram. Hoje, ele faz oposição à filha.

Marine Le Pen, 48 anos, tem a seu favor junto à população o fato de ser contra a imigração muçulmana que foi imposta em seu país pela União Europeia sob a aprovação do governo do socialista François Hollande, e de ser defensora da saída da França da União Europeia. Por outro lado, ela é a favor do aborto e do “casamento” homossexual. Logo, a melhor opção para os franceses conservadores era François Fillon, do Partido Conservador, um católico que se opõe abertamente ao aborto e ao “casamento” homossexual no país e também é ferrenhamente contrário aos métodos de imigração adotados por Hollande. Entretanto, recentemente, ele se viu envolvido em acusações na área financeira, o que o fez cair nas pesquisas e Le Pen subir.

Diferenciando globalismo de globalização

Antes de prosseguirmos para uma compreensão dos efeitos desses eventos sobre o mundo ocidental, é preciso fazer uma distinção, lamentavelmente ignorada por boa parte da imprensa: globalismo não é a mesma coisa que globalização. Globalização é o fenômeno de “encurtamento” do mundo por meio dos avanços tecnológicos na área da comunicação – vide a internet – e na área dos transportes, incentivando ainda mais a interação dos países em suas relações econômicas e comerciais. Já globalismo é um projeto de governança mundial, onde os interesses de cada país são postos abaixo dos chamados “interesses do mundo”, os quais são delimitados por uma elite política e econômica, contando com o apoio e subserviência fiel da maior parte da imprensa ocidental, que é sustentada e financiada justamente por essa elite econômica mundial.

Portanto, quando falamos de onda antiglobalista, não estamos nos referindo a uma onda antiglobalização, mas a uma onda antigoverno mundial; e tal assunto tem enorme importância para os estudantes de escatologia bíblica, uma vez que o atual fenômeno antiglobalismo vai na contramão do que algumas correntes escatologistas estavam imaginando que iria acontecer nas próximas décadas. Acreditava-se que estávamos mais próximos do que nunca da implantação de um governo mundial, e realmente fazia todo sentido, porque as coisas estavam correndo apressadamente para isso. Entretanto, de repente, surgiu uma onda que freia – pelo menos temporariamente – a locomotiva do projeto de governança mundial ocidental, e que afeta também o projeto globalista muçulmano, por se opor às migrações islâmicas para o Ocidente e por propugnar uma guerra total aos grupos radicais islâmicos no mundo. Até mesmo o projeto globalista russo-chinês foi estremecido, com a reaproximação da Rússia com os Estados Unidos.

Como falamos na edição de agosto do ano passado jornal Mensageiro da Paz (edição 1.575), “há três movimentos lutando entre si para dominar o mundo: o capitaneado pelo Ocidente, chamado de Nova Ordem Mundial; o russo-chinês, chamado de Movimento Eurasiano; e o muçulmano, denominado Califado Universal. Qual desses três movimentos vai vencer? Talvez um deles, talvez a junção de dois deles ou nenhum dos três. Pode até acontecer de surgir uma outra opção que “engula” todas as três. Mas, aconteça o que tiver de acontecer, sabemos que Deus, que governa a história, afirma, pela Sua Palavra, que haverá um governo mundial no final dos tempos, que culminará na ascensão do Anticristo. Quanto a qual será o movimento globalista que dará origem a esse governo mundial ou quem serão os dez reis ou dez nações de Apocalipse 17.12 são questões menos importantes e que só serão respondidas no desenrolar da história”.

Sobre as dez nações de Apocalipse 17.12

Talvez, uma das questões que mais intrigam os estudantes de escatologia bíblica hoje seja quem são as dez nações de Apocalipse 17.12 que entregarão o governo do mundo ao Anticristo. Seriam elas, na verdade, dez blocos sob os quais as nações do mundo se reorganizarão e que darão poder ao Anticristo após estabelecerem uma união mundial? Ou seriam, o que para alguns parece ser mais provável, as dez nações mais poderosas da Terra no final dos tempos – provavelmente com membros de todas as regiões do globo – decidindo no futuro a implantação de um governo mundial e designando aquele que assumirá esse governo, o qual a Bíblia chama de “O Anticristo” ou “A Besta”?

Na já mencionada edição de agosto do ano passado do MP, apresentamos as quatro teorias mais propaladas pelos escatologistas bíblicos após o início dessa onda antiglobalista. A primeira teoria, um tanto em queda hoje, é a de que o “ferro misturado com barro” (Daniel 2.41) da visão de Nabucodonosor seria o “Império Romano restaurado”, mas sem a consistência de antes, o que significa que este seria a União Europeia. O problema é que a União Europeia está enfraquecendo. Mas, segundo os adeptos dessa teoria, tal enfraquecimento não implicaria necessariamente o fim desse bloco supranacional. Segundo esse entendimento, a União Europeia, mesmo enfraquecida, ainda deveria ser vista como a base do quinto reino da visão de Daniel 2 e a plataforma política do Anticristo.

A segunda teoria é a de que “os pés e artelhos em parte de ferro e em parte de barro” de Daniel 2 não seriam necessariamente uma referência ao Império Romano restaurado (União Europeia) como base para o governo mundial, mas, muito provavelmente, apenas e somente uma referência ao governo mundial. Ou seja, os países da Europa não exerceriam nenhum papel primordial na ascensão do governo do Anticristo, mas apenas um papel tão importante quanto o de outras nações poderosas do mundo, as quais também apoiarão o Anticristo. Não haveria a necessidade de ver a figura do “ferro” reaparecendo na imagem do quinto reino (Daniel 2.41-43) como uma “restauração” do Império Romano só porque este é representado pelo “ferro” em Daniel 2.40. O “ferro” em Daniel 2.41-43 seria tão somente uma forma de dizer que o quinto e último império teria um poder e uma autoridade parecida coma do “quarto reino” (Império Romano), mas não com a mesma consistência. Nada mais que isso. Diz o texto que “haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro”, uma força parecida com aquela que o Império Romano teve, mas esse governo mundial será “um reino dividido” (Daniel 2.41). Isto é, será “um reino em parte forte e em parte frágil” (Daniel 2.42), porque será formado por Estados-nações relativamente independentes, em vez de ser um império totalmente coeso como era o romano.

Segundo essa interpretação, os “dez chifres” que o apóstolo João viu darem “poder e autoridade” ao Anticristo (Apocalipse 17.12) seriam os líderes das dez nações mais poderosas ou representativas do mundo – e estariam entre elas, obviamente, as principais nações da Europa, mas não só nações do continente europeu; países poderosos do continente americano (como os EUA) e da Ásia (China e Japão, por exemplo), e até mesmo, eventualmente, algum da África podem estar representados entre os “dez chifres”.

A terceira teoria, a qual é a menos aceita de todas, é de que haveria, no final dos tempos, um “Reino do Norte” e um “Reino do Sul”. Seriam dois blocos de países que entrariam em conflito no final dos tempos. O “Reino do Norte” seria formado pela União Europeia, Rússia e alguns países muçulmanos, enquanto o “Reino do Sul” seria formado por uma aliança que teria sobretudo Inglaterra e Estados Unidos, e seria pró-Israel. Essa suposta batalha estaria registrada em Daniel 11.40-45 – lembrando que muitos especialistas acreditam que o texto de Daniel 11.36-45 não se refere apenas a Antíoco Epifânio, mas ao Anticristo também, tipificado por Antíoco. Nessa teoria, o Anticristo lideraria o tal “Reino do Norte” contra Israel após vencer o “Reino do Sul”, o que estaria previsto em Daniel 11.40,41.

Nessa teoria, “Társis e todos os seus leões”, que protestam contra a invasão do Norte a Israel em Ezequiel 38.13 (que fala da invasão a Israel no final dos tempos), seriam uma referência ao Reino Unido. Por quê? É que essa teoria lembra que há três hipóteses sobre Társis: uma que a coloca em algum ponto da região banhada pelo Oceano Índico até a região da antiga Cartago; outra que acredita que ela seja a antiga Tartessus, um porto marítimo no sul da Espanha, perto de Gibraltar; e uma última que a identifica com a Inglaterra, uma vez que as embarcações marítimas dos fenícios operavam “Navios de Társis” perto de Cades e navegavam para o norte até a Inglaterra em busca de estanho, um metal utilizado na fabricação de bronze e outras ligas, as quais eles mineravam em Cornwall (Inglaterra). Inclusive, alguns crêem que o nome “Britânia” é, na verdade, derivado de uma palavra fenícia que significa “fonte de estanho”. Se essa última hipótese for verdadeira, uma vez que os “Navios de Társis” traziam estanho para o velho mundo, a expressão “Társis e todos os seus leões” poderia ser uma referência à Grã-Bretanha com suas ex-colônias, até porque o símbolo do Império britânico tem leões.

A quarta e última teoria, que tem crescido nos últimos anos, mas ainda é pouco aceita, é a de que o futuro governo mundial poderia ser o Califado Universal muçulmano. O crescimento do islamismo no mundo, sobretudo na Europa e África, tem levado muitos a considerarem essa teoria, embora ela ainda sofra resistências. Essa teoria defende que as nações que invadirão Israel sob o comando do Anticristo no final dos tempos, citadas em Ezequiel 38, são todas elas, sem exceção, nações islâmicas; e ainda lembra em seu favor que alguns dos primeiros teólogos protestantes defenderam essa mesma tese cinco séculos atrás.

Governo mundial é certo

Uma coisa é certa: ainda que estejamos vivendo hoje um período de ressaca mundial em relação ao movimento globalista, isso não significa dizer que, no futuro, não haverá um sistema de governança mundial. Muito ao contrário. Toda a tecnologia e estruturas de governança mundial já existem hoje para que tal governo seja implantado. A questão é apenas quando acontecerá.

No momento, o projeto globalista sofre um grande revés no mundo. Porém, daqui a mais alguns anos, um novo quadro pode surgir que possa ser usado pela elite globalista para forçar a implantação do seu sistema. Além do mais, o sonho doentio de implantar tal sistema nunca saiu dos corações da elite mundial. E não é agora, infelizmente, que vai sair. As profecias bíblicas, inclusive, indicam isso.

Bruxos promovem sete rituais em massa nos EUA contra Trump

Bruxos promovem sete rituais emmassa nos EUA contra TrumpUm grupo de bruxos está tentando neutralizar o governo do presidente dos Estados Unidos, o presbiteriano Donald Trump, através de magia negra, ao lançar um “feitiço de restrição” que o impeça de governar. O “enfeitiçamento em massa para limitar Donald Trump” será em sete etapas. A primeira foi realizada à meia noite da sexta-feira, 24 de fevereiro. Os demais feitiços se darão nos dias 26 de março, 24 de abril, 23 de maio, 21 de junho (solstício de verão), 21 de julho e 19 de agosto. Eles serão realizados sempre com a lua em seu estado minguante. Os rituais foram programados para fazer com que “Donald Trump seja destituído do cargo”.

O feitiço também pretende invocar o mal sobre “aqueles que concordam” com Trump, tanto sua equipe quanto seus eleitores. Conforme divulgado em sites de irmandades de bruxos nos EUA, os rituais envolvem uma longa encantação, invocando espíritos e “demônios dos reinos infernais” de modo a limitar Donald J. Trump para que “ele falhe completamente”.

Trump, que é evangélico e, conforme tem divulgado em sua conta no Twitter, tem se cercado de pastores que intercedem por ele constantemente, parece não ter se deixado afetar pela campanha espiritual contra ele. Além disso, em reação à campanha dos bruxos, vários grupos e indivíduos cristãos prometeram redobrar suas orações pelo presidente Trump, pedindo as bênçãos de Deus em seu trabalho e sobre a nação (Fonte: Breitbart.com).

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