Mulheres com o coração no lar

mulher_no_larApós algumas décadas da conquista de espaço no mercado de trabalho, onde as mulheres conseguiram se destacar com muita competência, nas diferentes áreas de atuação humana, hoje encontramos um número cada vez maior de mulheres deixando posições de sucesso nas suas carreiras para se dedicarem exclusivamente ao lar.

Mulheres que conquistaram prestígio, altos salários, e possibilidade de continuar crescendo, perceberam que cuidar dos filhos com mais dedicação e tempo é extremamente gratificante, numa época onde os valores morais e espirituais estão em decadência, o afeto e o amor vivenciado em família parecem insuficientes para construir vínculos significativos.

Vejamos alguns resultados de uma pesquisa do IBOPE: Mais da metade das mães que trabalham gostaria de se dedicar apenas aos filhos (Apelo Biológico); No Brasil, 51% das mulheres são mães. Para 68% delas, é difícil conciliar trabalho, maternidade e casamento; Do total de mães trabalhadoras, mais da metade delas são empregadas, 34% estão presentes no setor informal, 41% são autônomas e 4% são donas do próprio negócio, 84% das mães que trabalham fora acham que a casa é “o melhor lugar do mundo”.

Espera-se da mulher que trabalha fora de casa a excelência em tudo o que faz. Ele desempenha inúmeros papéis: papel de esposa, mãe, profissional, serva do Senhor com alguma atribuição na igreja e uma “super” vontade de ser eficiente em tudo o que faz. Dependendo da maneira como priorizamos e desempenhamos os nossos papéis, desfrutaremos resultados edificantes ou amargas frustrações. Conseguir perfeição em tudo é praticamente impossível.

O trabalho fora de casa acrescenta outras dificuldades e conflitos: competição, estresse, cansaço e, às vezes injustiças.

Repensando papéis

Não é fácil tomar decisões. Muitas vezes corremos sérios riscos quando estamos diante de diversas opções. Escolher pode definir uma situação para melhor e produzir grandes bênçãos na vida de uma mulher quando for uma decisão ponderada e em harmonia com Deus. Em contrapartida, podemos colher consequências desagradáveis quando fazemos uma escolha precipitada, baseada em argumentos vagos ou levada pela interpretação de elementos que parecem bons.

Existe no interior de cada mulher o desejo de realizações. Muito cedo iniciamos a construção de um projeto de vida, idealizado a partir de aptidões ou habilidades com as quais fomos dotadas.

A mulher, em muitos casos, ajuda diretamente a composição financeira do orçamento doméstico. Este é uma fator muito sério! Dele depende, às vezes, o atendimento das necessidades básicas da família. Em outros casos, na tentativa e efetivação de proporcionar aos filhos melhores oportunidades escolares e de cursos extras, elas se desdobram para dar conta de uma jornada de trabalho fora de casa e continuar trabalhando nas tarefas que a esperam no lar, ou ainda, contando com uma condição financeira privilegiada, buscam auto realização e bom salário para ter poder de compra, independente do salário do marido.

Repensar os papéis, com a participação do marido é imprescindível. Juntos devem fazer as devidas ponderações e, assim, chegar a um consenso sobre a melhor decisão. Não existe uma escolha certa para todas as mulheres. Depende da condição, prioridades e circunstâncias da vida de cada uma, lembrando que, seja qual for a decisão, poderá encontrar vantagens e desvantagens. Para a mulher que vem decidindo, cada vez em maior número voltar às atividades no lar, sejam por opção pessoal ou combinação de fatores, as vantagens dessa decisão, superam as desvantagens.

Mesmo sendo uma perda financeira, e isso implica numa vida mais simples, o ganho maior, principalmente quando se tem filhos pequenos, é a construção mais equilibrada da personalidade dos filhos. No cenário mundial é visível a onda de violência e é possível identificar focos de conflitos em diversos lugares, por inúmeros motivos. O quadro é assustador e preocupante. Nos grandes centros urbanos faz parte do cotidiano os lamentáveis acontecimentos envolvendo, principalmente, jovens, adolescentes e crianças em atividades delinquentes, comportamentos que contrariam as normas sociais e os valores humanos.

Esse quadro nos leva a algumas reflexões e indagações. Como podemos contribuir para a formação do caráter dos nossos filhos? O que na verdade faz diferença para que eles se tornem adultos ajustados? É o resgate dos valores familiares e do lar.

A proposta da prioridade para a formação do caráter dos filhos é uma tarefa que não podemos terceirizar, depende da nossa presença na vida deles, é a mais indicada, é recomendação bíblica: “Instrui o menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22.6). O caráter cristão é modelado artesanalmente com amor e persistência. O resultado é uma vida equilibrada e significativa: “Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24.15b).

O mundo familiar, também tem sido reconhecido pelas mulheres bem sucedidas como espaço melhor protegido das pressões profissionais e, veem a possibilidade de continuar crescendo como pessoa, culturalmente e intelectualmente. Criatividade, inteligência, cultura e informação não são privilégios de mulheres profissionais. Embora em casa haja muito trabalho, inúmeras mulheres conseguem desenvolver alguma outra atividade e cuidar de si mesmas. Em Provérbios 31.10-31 nós temos o perfil de mulher que faz e acontece. Somos filhas de Deus e, quando permitimos, Ele nos orienta e conduz aos melhores caminhos.

Poder desfrutar das vantagens de estar no lar, cuidando de cada detalhe que torna a nossa casa “um pedacinho do céu”, observando os nossos filhos crescer em sabedoria e Graça com paz, saúde nos relacionamentos, não tem preço! – para desespero das feministas, adeptas de Beth Friedam, e para Glória de Deus!

Por, Sônia Pires Ramos [psicóloga]

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