Mentirosos semelhantes aos gibeonitas

Mentirosos semelhantes aos gibeonitasEstamos atravessando dias difíceis, como disse o apóstolo Paulo em sua segunda carta escrita e endereçada a seu filho na fé, Timóteo, no capítulo três e versículo primeiro, onde lemos: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. A cada dia o “evangelho” conveniente que vem agradando uma massa de expectadores cada vez maior, vai tomando conta nos corações das pessoas que por não terem uma fé balizada na Palavra de Deus, retrata o que Jesus afirmou em Seu Evangelho, registrado pelo evangelista Mateus, que diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22.29).

Com o advento do Neopentecostalismo, percebemos uma enxurrada de heresias e modismos produzidos por igrejas que não primam pela Palavra de Deus, mas vivem baseando suas crenças nas entranhas da confissão positiva e no evangelho da prosperidade. Sendo assim, vem contrariando os fundamentos da Palavra de Deus, que com suas doutrinas imutáveis produzem a verdadeira fé no filho de Deus, nosso amado Senhor Jesus Cristo.

Nos dias hodiernos, temos a facilidade de multiplicar informações nos mais variados meios de comunicação [as redes sociais são meios muito utilizados para este fim]; isto facilita a difusão das propostas de lideres que não tem uma chamada avalizada por Deus, mas estão no meio do povo do Senhor [deveríamos utilizar melhor os tais meios para propagarmos o verdadeiro Evangelho]. Os tais são parecidos com os gibeonitas, que entraram no meio do arraial de Israel com seus pães embolorados e odres rotos. Vemos tais personagens no registro bíblico citado no livro de Josué, capítulo nove. Assim lemos nos versículos três a cinco: “E os moradores de Gibeom, ouvindo o que Josué fizera com Jericó e com Ai, usaram de astúcia, e foram e se fingiram embaixadores, e levando sacos velhos sobre os seus jumentos, e odres de vinho, velhos, e rotos, e remendados; e nos seus pés sapatos velhos e remendados, e roupas velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento”.

A mentira deles foi assim construída: “vieram a Josué, ao arraial, a Gilgal, e disseram a ele e aos homens de Israel: Viemos de uma terra distante; fazei, pois, agora, acordo conosco. E os homens de Israel responderam aos heveus: Porventura habiteis no meio de nós; como, pois faremos acordo convosco? Então disseram a Josué: Nós somos teus servos. E disse-lhes Josué: Quem sois vós, e de onde vindes? E lhe responderam: Teus servos vieram de uma terra mui distante, por causa do nome do Senhor teu Deus, porquanto ouvimos a sua fama, e tudo quanto fez no Egito; e tudo quanto fez aos dois reis dos amorreus, que estavam além do Jordão, a Siom rei de Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que estava em Astarote. Por isso nossos anciãos e todos os moradores da nossa terra nos falaram, dizendo: Tomai em vossas mãos provisão para o caminho, e ide-lhes ao encontro e dizei-lhes: Nós somos vossos servos; fazei, pois, agora acordo conosco. Este nosso pão tomamos quente das nossas casas para nossa provisão, no dia em que saímos para vir a vós; e ei-lo aqui agora já seco e bolorento; e estes odres, que enchemos de vinho, eram novos, e ei-los aqui já rotos; e estas nossas roupas e nossos sapatos já se têm envelhecido, por causa do mui longo caminho” (versículos 6 a 13).

Nos versículos 14 e 15 nós temos o registro do erro dos homens de Israel. Assim lemos: “Então os homens de Israel tomaram da provisão deles e não pediram conselho ao Senhor. E Josué fez paz com eles, e fez um acordo com eles, que lhes daria a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento”.

Logo em seguida a mentira foi descoberta, mas um acordo já havia sido feito com eles: “E sucedeu que, ao fim de três dias, depois de fazerem acordo com eles, ouviram que eram seus vizinhos, e que moravam no meio deles. Porque, partindo os filhos de Israel, chegaram às cidades deles ao terceiro dia; e suas cidades eram Gibeom e Cefira, e Beerote, e Quiriate-Jearim. E os filhos de Israel não os feriram; porquanto os príncipes da congregação lhes juraram pelo Senhor Deus de Israel; por isso toda a congregação murmurava contra os príncipes. Então todos os príncipes disseram a toda a congregação: Nós juramos-lhes pelo Senhor Deus de Israel, pelo que não lhes podemos tocar. Isto, porém, lhes faremos: conservar-lhes-emos a vida, para que não haja grande ira sobre nós, por causa do juramento que já lhes fizemos” (versículos 16 a 20).

Com suas mentiras, os gibeonitas enganaram o povo de Deus, que por não buscarem do Senhor a resposta para suas decisões fizeram juramentos baseados em mentiras.

Hoje, permitimos em nossas liturgias movimentos estranhos copiados das redes sociais e das mídias digitais [é nisso que se baseiam muitos crentes hoje em dia] que com muita frequência despejam nos lares cristãos alimentos embolorados e sem consistência de fundamentação bíblica necessária para a formação do caráter cristão saudável para os dias atuais. A Palavra de Deus assevera: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24.24).

Há líderes que surgem em movimentos ditos evangélicos com propostas aparentemente agradáveis aos olhos e ao coração, realizando campanhas e mais campanhas para atender uma massa de crentes que necessita de respostas imediatas. As mentiras produzidas por esses líderes neopentecostais que arrebanham multidões com suas invencionices gospel, tais como [apenas algumas poucas delas citadas aqui]: campanha do cajado de Moises – onde a pessoa compra um mini cajado para que o mar do impedimento se abra lhe dando a vitória; campanha das 7 unções – nessa a pessoa é ungida por sete vezes, sete unções diferentes; campanha da uva milagrosa – a pessoa ganha uma uva que simboliza sua vitória, faz um pedido e depois come a uva; campanha das chaves – os bens materiais são a proposta; campanha da “droga ungida” – o usuário de droga fuma o cigarro ou usa a droga da qual é dependente, e após a oração é “liberto do vicio”; e a campanha da prosperidade – a ênfase dessa é se tornar rico.

Essa proposta dos falsos cristos tem como o único intuito de enriquecerem e desmerecerem a fé de seus seguidores; os tais terão no futuro vindouro a sua recompensa, quando ouvirem do próprio Senhor da Igreja o juízo de suas ações. Diz o texto registrado em Mateus 25.41: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.

Que possamos nos ater mais à Palavra de Deus e pedir ao Espírito Santo que nos ilumine a cada dia para contemplarmos as benesses da graça de Deus. Não podemos esquecer que a Palavra do Senhor Jesus Cristo sempre será a nossa bussola fiel para nos levar ao encontro do Noivo nas mansões celestiais

Por, Agissé Levi da Silveira.

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