Salvos de que mesmo?

Salvos de que mesmoNós, cristãos evangélicos, costumamos convidar as pessoas a aceitarem a Jesus para serem salvas por Ele. Algumas delas, entretanto, podem se perguntar: serem salvas de que mesmo? Afinal, os riscos que todos os seres humanos correm são dos mais variados. Para quem reside em cidade onde o índice de violência é muito alto, ser salvo significa, entre outras coisas, livrar-se das mãos dos que intentam fazer mal à sua vida ou usurpar bens que lhe pertencem.

Quanto à pergunta feita logo acima, qual é a resposta? Bem, como o espaço aqui não nos permite fazer um estudo aprofundado do tema nas Escrituras Sagradas, nos detenhamos a algumas poucas passagens bíblicas.

A salvação a que nos referimos quando convidamos alguém a aceitar Jesus não está restrita apenas a esta vida. Se bem que o Senhor também garante livramentos terrenos aos que O servem. A razão do convite para aceitar a Cristo reside no fato de que todos os seres humanos estavam sentenciados à condenação eterna, por causa do pecado (Romanos 3.23; 6.26). Mas Deus, por meio de Jesus Cristo, nos garante salvação da sentença que nos estava reservada (João 3.16-18).

Certa feita, dois servos de Deus, chamados Paulo e Silas estavam presos por pregarem a mensagem de salvação (Atos 16.20-40). No cárcere, eles louvavam a Deus, quando “de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos”. O carcereiro, acordando “e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido”. Imediatamente Paulo o tranquiliza e diz: “Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos”. Todo trêmulo, aquele servidor público pediu que iluminassem onde eles estavam e saltou dentro do cárcere prostrando-se ante Paulo e Silas. Tirando-os para fora, disse o homem: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?”.

Vamos a uma pausa aqui e perguntemos: o carcereiro estava precisando ser salvo de que mesmo? Em primeiro momento pensamos que ele estivesse com medo de ser penalizado por seus senhores pelo ocorrido. Mas que pena lhe seria imposta se nenhum dos presos havia fugido? Todos estavam ali, como bem disse Paulo. Os servos de Deus entenderam que tipo de salvação almejava aquele homem. Tanto é, que a resposta ao assustado carcereiro foi: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”.

É da condenação eterna que o ser humano precisa ser salvo. O reforço deste argumento está nas passagens a seguir, entre outras: “Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus” (Salmos 9.17); “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16.16); “Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5.9); “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Atos 2.21).

Por, Edilberto Silva.

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