Bebê é curado de danos cerebrais

Pais contam como sua filha, diagnosticada com microcefalia e danos irreversíveis no cérebro, não podendo andar nem falar, nasceu completamente perfeita

Bebê é curado de danos cerebraisA irmã Deise Lúcia Conceição, da Assembleia de Deus Ministério Crescer, no Rio de Janeiro (RJ), já tinha ouvido falar de grandiosos milagres do Todo-Poderoso, mas nunca imaginava que também testemunharia um em sua própria vida. Até que, em 1995, ela descobriu que estava grávida. Após a euforia inicial, esta deu lugar à angustia. É que o bebê foi diagnosticado com microcefalia e má formação cerebral. Imagine os pais de primeira viagem ouvindo que sua filha corria risco de vida e, se resistisse até o fim da gestação, não andaria, nem falaria, deixando de viver tantas coisas como uma criança saudável.

“Nós ficamos em choque no início, era difícil acreditar no que estávamos ouvindo. Mas Deus é tão zeloso que antes mesmo de eu entrar para o exame de ultrassonografia, Ele usou uma serva dEle que também estava na sala de espera. Ela disse que não era pra gente se preocupar quando ouvisse os médicos. Disse que o inimigo estava tentando tirar minha filha, mas para gente não se preocupar porque o Senhor já estava operando um milagre e ela iria nascer perfeita. Essas foram as palavras dela!”, recorda Deise.

Ela e seu esposo, Marcelo Peçanha, hoje presbítero dedicado na igreja liderada pelo pastor Tutécio de Mello, receberam aquela palavra, mas ainda durante o exame perceberam que havia algo errado. Um médico foi chamado para lhes dar o diagnóstico.

“Saí de lá chorando e aquela irmã que havia sido usada por Deus ainda estava lá. Ela falou: ‘Não se preocupe que o Senhor está no controle dessa situação. O inimigo tem fúria dessa criança, mas ela não pertence a ele, pertence ao Todo-Poderoso. Por isso, você vai ver que vai correr tudo bem’”, completa Deise.

A medicina ainda hoje sabe muito pouco sobre a microcefalia e suas causas, mesmo após o recente surto de casos associados ao Zika vírus. Imagine, então, mais de 15 anos atrás. As causas poderiam ser as mais diversas: malformações do sistema nervoso central; diminuição do oxigênio para o cérebro fetal; fenilcetonúria materna; rubéola ou toxoplasmose congênita na gravidez; infecção congênita por citomegalovírus etc.

Algumas outras causas associadas são doenças genéticas como a Síndrome de Down, causada por um cromossomo extra no par 21, que os pais Deise e Marcelo, inclusive, ouviram que poderia ser o caso de sua filha.

Segundo eles contam, foram encaminhados na época para especialistas em neurologia pediátrica para maior precisão no diagnóstico. Muitos outros exames foram realizados ao longo da gestação e todos só confirmavam os danos cerebrais irreversíveis no bebê.

Os pais relembram que já próximo ao nascimento da filha os médicos pediram uma “dopler colorida” que seria determinante para dimensionar os danos na criança. Após esse exame, os médicos se preparam para a chegada de um bebê que, segundo eles, se sobrevivesse, teria deficiências mentais e motoras graves. “Ouvíamos aquelas coisas terríveis e só orávamos. Críamos que Deus poderia surpreender os médicos”, contam os pais.

E foi exatamente o que aconteceu. No dia 8 de março de 1996, foi feita uma cesárea com urgência após Deise passar mal. O casal conta que foram para o hospital em oração e, mesmo crendo num milagre, também estavam com o coração aberto para receber e amar um bebê com muitos problemas de saúde e limitações, se assim o Senhor permitisse. E Deus fez o milagre.

“Os médicos ficaram muito surpresos quando a minha filha nasceu. Ela era perfeita! Eles a examinavam e olhavam os exames anteriores sem entender nada. E eu falei que era evangélica e servia a um Deus poderoso. Um deles, inclusive, disse maravilhado: ‘Realmente, esse Deus deve ser poderoso mesmo’”, testemunha Deise.

Ainda preocupados pelo que observavam nos exames e acreditando que poderia haver a manifestação tardia de algum dano ou sequela, eles encaminharam o pequeno milagre chamado Raiane Conceição da Silva para ficar em observação pediátrica durante 5 anos.

“Eles achavam que o quadro poderia se reverter. E diziam que seria natural minha filha ser tardia para falar, andar, aprender… E, para a honra e glória do Senhor, aconteceu tudo ao contrário. Com nove meses, ela andou, falava normalmente e, antes mesmo dos 5 anos de idade, ela já lia quase tudo”, louva a Deus a mãe ainda emocionada. Hoje Raiane estuda, trabalha, é atuante na igreja, um milagre vivo do Senhor.

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