Uma história de superação e milagre

Campanha de oração pelo nascimento de Áquila Raphá resultou em resposta de Deus sobre a vida do menino e contra o prognóstico de morte dado pelos médicos

Uma história de superação e milagre“A gravidez do Áquila Raphá chegou de surpresa. De forma inesperada, mas não indesejada”, testemunha o pai, evangelista Robson Carvalho, coordenador-geral da União de Adolescentes da Assembleia de Deus de Brasília (Unaadeb), dirigente local da Assembleia de Deus de Brasília (Adeb) no Condomínio Acácias e membro da Convenção dos Ministros da Assembleia de Deus de Brasília e Goiás (COMADEBG), presidida pelo pastor Orcival Pereira Xavier. Ele e sua esposa, irmã Akaya Hannane, sempre gostaram muito de crianças. Por isso, a grande empolgação dos pais logo com a primeira gravidez. Porém, a cada consulta, durante o pré-natal, eles ficavam mais apreensivos. “A cada ida ao médico, a cada ecografia realizada, tínhamos alertas de que as coisas não estavam muito bem. Primeiramente, nosso filho foi diagnosticado com lábio leporino e fenda de palato”, diz Robson.

Após assimilarem e estudarem melhor a respeito, o casal percebeu que era apenas uma deformidade simples, tendo no Brasil o melhor centro de referência da América Latina para tratamento no Hospital Centrinho (HRAC/USP), em Bauru (SP). Com a informação, Robson e Akaya ficaram mais tranquilos, mas os alertas continuaram. Nas ecografias seguintes, foram constatadas outras malformações: a criança tinha hérnia no umbigo (onfalocele), bexigoma e rins policísticos. Para os pais, o problema renal trazia maior preocupação, uma vez que poderia causar o óbito da criança assim que ela nascesse. “Nós optamos por manter sigilo, relatamos apenas para nossos pais. Sempre que perguntavam acerca da gravidez, respondíamos como a mulher de 2 Reis 4: ‘Vai tudo bem’”, lembra Akaya.

Em busca do milagre, o casal iniciou um propósito de jejum e oração de 100 dias. Às vésperas do Chá de Fraldas, eles abriram o coração no culto de domingo, relatando todos os problemas do filhinho que estava sendo gerado, pedindo oração à igreja. A comoção foi contagiante. Toda igreja abraçou a causa e foi movido um grande e fervoroso clamor pela vida do casal e pela gestação de seu bebê. Quando foram para casa, após o culto, eles estavam plenamente confortados pelo Espírito Santo, o Consolador.

Pela madrugada, a placenta se rompeu e logo foram para o hospital, pois o bebê estava chegando. A expectativa estava grande. Será que a criança nasceria perfeita, logo após a oração feita pela igreja? Para surpresa de todos, na verdade, a criança nasceu com mais problemas do que foram diagnosticados. “Esperávamos nosso filho vir ao mundo sem nenhum problema físico, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu com mais problemas do que o que havia sido diagnosticado anteriormente. No total, nove malformações congênitas: lábio leporino, fenda de palato, estenose do conduto auditivo, agenesia renal, onfalocele (hérnia no umbigo), encefalocele (hérnia no cérebro), hipospádia (malformação do canal da uretra na genitália), malformação da sínfise púbica, e a mais impactante de todas foi a ausência de fenda palpebral (criptoftalmia) bilateral, ou seja, o bebê nasceu sem os olhos, característica marcante em uma síndrome raríssima, intitulada Síndrome de Fraser”, lembra Robson. Pelos históricos registrados na literatura médica sobre a Síndrome de Fraser, a expectativa de vida da criança era de apenas um ano.

Quanto ao problema renal, que mais preocupava aos pais, pois poderia levar a criança ao óbito, os cistos que haviam nos rins fizeram com que um dos órgãos involuísse e o outro milagrosamente ficou totalmente limpo. Assim, nasceu Áquila, com apenas um dos rins. A hérnia cerebral impedia qualquer tipo de tratamento, quando ela deveria ser inicialmente tratada. O nascimento de Áquila aconteceu exatamente com 99 dias do propósito de 100 dias de jejum e oração. Provados até o penúltimo dia de propósito, o casal prosseguiu e a oração não foi em vão, pois, dentre outras coisas, serviu para a preparação espiritual que os pais precisavam para passar pelo momento de provação que teriam.

Após a alta hospitalar, depois de 18 dias de UTI Neonatal e 3 dias de enfermaria, os irmãos fizeram questão de realizar o Culto de Apresentação, passear em shoppings e hipermercados com o pequeno Áquila Raphá, que despertava curiosidade por onde passava. Não se envergonharam do filho.

Realizado um culto em ação de graças pela vida do Áquila Raphá, com toda igreja, logo o casal tinha mais testemunhos para contar. Deus curou o filho da hérnia no cérebro sem qualquer intervenção cirúrgica, surpreendendo extraordinariamente o médico que havia diagnosticado o problema. Foram feitas apenas algumas cirurgias estéticas e funcionais, e hoje o pequeno Áquila Raphá já está com 5 anos e segue surpreendendo a todos: pais, tios, avós, professores e aqueles que de alguma maneira dele se aproximam. O menino ama a Deus de todo coração, adorando ao Senhor com fervor na Igreja.

Ao explicarem o porquê do nome do menino, dizem os pais: “O nome dele tem raiz bíblica. Áquila significa ‘inteligente’ ou ‘águia’, dependendo da origem, e é um personagem do Novo Testamento, esposo de Priscila e cooperador de Paulo no trabalho evangelístico. E Raphá vem da expressão Jeová Rafá (Yahweh Rapha), ‘Deus sara!’. Assim, Áquila Raphá tem por significado ‘Deus sarou um homem com olhos de águia’”. Mesmo com as lutas enfrentadas com as limitações de Áquila e a perda de um bebê recentemente, no oitavo mês de gestação, a família está segura do plano de Deus para suas vidas, pois nEle depositam confiança.

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