O que está por trás dos Pokémons?

O que está por trás dos PokémonsRecentemente, surgiram notícias sobre pessoas envolvidas em situações inusitadas com seus telefones celulares. Umas estavam correndo pelas ruas, apontando seus aparelhos como se estivessem caçando algo; outras se envolveram em acidentes de trânsito por estarem distraídas com eles; outras ainda foram atacadas em lugares ermos, para onde foram levadas por seus smartphones. O que levou estas pessoas a agirem assim? Elas queriam capturar um Pokémon.

Pokémon (abreviação de pocket monster – monstro de bolso) surgiu como um jogo criado pela empresa japonesa Nintendo, no final da década de 1990, e que logo gerou outros produtos, como desenho animado (anime), jogo de cartas (RPG), filmes, revistas em quadrinhos (mangá), brinquedos e, mais recentemente, um jogo de realidade aumentada conhecido como Pokémon Go. Os pokémons são, supostamente, monstros que têm poderes especiais e compartilham o mundo com seres humanos. A ideia é fazer com que as pessoas capturem o maior número possível deles, treine-os e use-os contra os de outras pessoas, invocando as várias habilidades de cada criatura, que podem evoluir, tornando-se mais forte e com mais poderes. Quando alguém captura um pokémon, atirando sobre ele uma pokébola, ele é adicionado à sua pokédex, uma espécie de banco de dados. As criaturas devem ser levadas a um ginásio virtual, local onde se dará a batalha contra outros treinadores de monstros.

Existem centenas de criaturas diferentes no universo Pokémon, desde os que são chamados de normais, passando pelos do tipo grama, inspirados em plantas (geralmente são venenosos), pelos dos tipos fogo, água, rocha, elétrico (categoria a que pertence o mais famoso deles, o Pikachu), e outros, chegando até os mais sombrios: os psíquicos (que podem controlar a mente do inimigo e até comer seus sonhos), os fantasmas (espíritos), e os noturnos (que pertencem ao mundo das trevas). Há até pokémons formados a partir dos espíritos de pessoas mortas.

Desde o seu lançamento, todos os produtos da franquia japonesa alcançaram uma popularidade mundial. Engana-se, porém, quem pensa que isto é apenas um simples entretenimento, que incentiva o pensamento estratégico e as habilidades matemáticas básicas, com monstrinhos fofinhos e muita ação sem violência. Há muitas questões importantes por trás deste universo virtual. As polêmicas envolvendo os monstrinhos estão presentes desde o primeiro momento. Em um episódio do desenho animado exibido na TV japonesa em dezembro de 1997, o personagem Pikachu emitiu raios de luz, num determinado momento, o que levou milhares de crianças a passarem mal, com cerca de 600 delas sendo internadas com convulsões, e muitos adultos também foram afetados.

Por trás de Pokémon há o envolvimento com o ocultismo, condicionando os usuários a aceitar o esoterismo. As crianças são ensinadas a usar as criaturas para fazer a sua vontade, invocando cartões coloridos de energia e poderes, como feiticeiros. A manipulação dos chamados quatro elementos essenciais da natureza (terra, vento, fogo e água) está muito presente no universo Pokémon e também nas religiões pagãs, na bruxaria, no espiritualismo, na astrologia e outras formas de esoterismo. A ideia principal de Pokémon é a ligação entre treinadores e seus monstros, ou seja, o relacionamento entre as pessoas e estas criaturas sobrenaturais. E a mensagem mais importante é que se deve tratar os monstros como amigos, preparando o espirito das crianças para um envolvimento aberto com o sobrenatural.

A Bíblia mostra que o mundo sobrenatural é real, e que há elementos espirituais e forças demoníacas cuja finalidade é desviar os homens de Deus e destruir a fé deles, substituindo a confiança no Senhor por coisas como superstição e magia. O apóstolo Paulo declara que a nossa luta não é “contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6.12). A realidade no universo Pokémon é assustadora, pois você nunca está sozinho, nunca está seguro, mas está cercado, em todos os momentos, por monstros prontos a lutar contra você, o que disfarça a realidade espiritual. Os usuários são incentivados a se sentiram seguros se tiverem ao lado pokémons fortes que os protejam.

Por trás do Pokémon há outras ideias contrárias a verdade bíblica, como o evolucionismo: os monstrinhos vão evoluindo para outras formas mais poderosas. A violência não é muito explícita no game, mas no desenho animado e nos mangás fica muito mais evidente, com episódios até de canibalismo (pokémons podem devorar outros).

Se as crianças estão condicionadas a aceitar estas coisas na tenra idade, elas serão mais propensas a mantê-las na vida adulta, o que pode levá-las para longe de Deus e de Sua Palavra, e isto é muito perigoso para o destino eterno de todos os envolvidos.

Quanto ao jogo Pokémon Go, há outros perigos por trás dele: pode interferir na capacidade de separar o verdadeiro do virtual, pois ele mistura essas realidades. O jogador tem um perfil no jogo e caminha no mundo real como se estivesse dentro do aplicativo. Muitos usuários distraídos se envolveram em acidentes. O aplicativo, que foi liberado na américa latina na primeira semana de agosto, também invade a privacidade de seus usuários, com acesso a informações pessoais, microfone, câmera e localização exata, compartilhada por meio de geolocalizadores. Um jogador pode localizar outra pessoa que esteja jogando nas proximidades. Por isto, há casos em que desconhecidos atraíram jogadores com pistas falsas de pokémons para que pudessem roubá-los.

O criador do jogo da franquia da Nintendo desenvolvido pela Niantic, John Hanke, também é autor dos projetos de Google Maps e Google Earth, serviços de mapeamento digital. Enquanto estes têm informações dos espaços abertos, Pokémon Go pode ser usado para mapear o interior dos edifícios, obtendo imagens atualizadas de um determinado local (com precisão de metros), ao colocar pokémons em coordenadas estratégicas, como prédios do governo, residências, interior de indústrias e até locais de segurança máxima. Se alguém vai lá e captura o bichinho, está na verdade enviando uma foto.

Alguns defendem o aspecto social do jogo, que seria uma ótima maneira de estimular as pessoas a sair, explorar lugares diferentes, e conhecer novas pessoas, e há notícias de pessoas com dificuldade de interação, como os autistas e os que estão depressivos, que teriam melhorado ao jogar Pokémon. Porém, existem jogos e dinâmicas usados como auxiliar no tratamento destas pessoas, mas sem a necessidade de expô-las ao ocultismo e a outras ideias nocivas.

Diante de tantos perigos ocultos por detrás deste universo místico e amedrontador, o cristão deve resistir à tentação de tornar-se um Mestre Pokémon, nem deve permitir que seus filhos façam isto, para não se envolver com o ocultismo, ser influenciado pelos princípios anticristãos que ali estão presentes, nem prejudicar até mesmo a sua segurança pessoal.

Por, Carlos Kleber Maia.

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