Ele sobreviveu em acidente com haste de aço cravada no crânio

Caso de presbítero da Assembleia de Deus na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, repercute na mídia secular

Ele sobreviveu em acidente com haste de aço cravada no crânioO presbítero Emerson de Oliveira Abreu, de 36 anos, membro da Assembleia de Deus na Ilha do Governador (RJ), liderada pelo pastor Eliseu Menezes, de dedicava com afinco à caça submarina e foi justamente esse hobby que quase ceifou a sua vida nas águas da Baía da Guanabara no dia 29 de março de 2009. Ele estava acompanhado por um amigo quando ocorreu o acidente no qual 25 centímetros de aço ficaram alojados no interior de sua caixa craniana. Irmão Emerson se lembra dos derradeiros momentos antes de ser atingido. “Eu já havia mergulhado com o meu amigo e disse para ele que em determinada região havia abundância de peixe, mas ele preferiu não me acompanhar. Afastei-me dele. Em seguida, senti uma fisgada no rosto. Nesse memento, compreendi que tinha sido ferido com o arpão”, conta.

Quando Emerson saiu caminhando trôpego das águas, a sua vontade foi de arrancar o artefato, mas a sua atitude foi desaconselhada pelas pessoas que o ajudaram. Ele foi encaminhado ao Hospital Paulino Werneck. Porém, como não havia um neurocirurgião para atendê-lo, após sucessivos telefonemas resolveram levá-lo ao Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para retirar o arpão de 15 centímetros que quase lhe trespassara toda a cabeça. Apesar de muito assustado, Emerson estava lúcido e conversava o tempo inteiro, mas a dor era insuportável. “Queimava muito cada vez que eu segurava. Qualquer trepidação era um caos”, lembra. Os médicos que o atenderam ficaram alarmados com a sua situação, porque eles jamais haviam presenciado algo parecido.

Enquanto o mergulhador era preparado para ter o arpão extraído do corpo, a sua esposa, Cristiane Abreu, tomava conhecimento do acidente na igreja onde trabalha, no Departamento Infantil, e logo seus parentes e amigos acorreram ao hospital onde Emerson estava internado. Quando a esposa o viu naquele estado, entrou em desespero, mas Deus deu mostras de que ainda estava no controle. Anderson Abreu, irmão do mergulhador, foi abordado por uma senhora evangélica que nunca vira antes, e que lhe disse: “Meu servo, por que estás preocupado? Digo que seu irmão não vai morrer e não vai carregar sequela nenhuma. O meu nome será glorificado em sua vida”. Essa profecia contrariava os primeiros e sombrios diagnósticos de especialistas que davam conta de que o paciente perderia a vida ou, no mínimo, ficaria cego e com alguma sequela. Entretanto, Deus surpreendeu os médicos.

O pastor Eliseu Menezes concorda que a vida de Emerson foi poupada de forma milagrosa. “Deus realmente interferiu nessa tragédia. O arpão atingiu a sua cabeça acima dos olhos; no mínimo, ele ficaria com graves sequelas. Também quero destacar a forma como ele saiu das águas segurando aquele artefato. Foi algo espantoso para a compreensão humana”, enfatiza.

Outra prova do cuidado de Deus foi o que acontecia no hospital para onde foi levado exatamente na época em que entrou lá. O hospital havia sido equipado com recursos tecnológicos resultantes de uma parceria recente entre os governos estadual e federal. Dessa forma, os médicos puderam contar com um moderno centro de imagens, inaugurado justamente no dia do acidente e com a presença do governador e do secretário de Saúde do Estado. Ali funciona um tomógrafo que teve o mergulhador como o primeiro paciente. Se ele fosse conduzido a qualquer outro hospital público do Rio de Janeiro, certamente as imagens do estado de Emerson seriam deficientes, com prejuízo no procedimento cirúrgico. “Graças à imagem tridimensional, conseguimos identificar o local exato da cirurgia”, relata o médico diretor do hospital, Manoel Moreira Filho.

O mergulhador foi submetido a uma cirurgia de cinco horas e, de acordo com o médico, impressionantemente o acidente não atingira áreas nobres, evitando déficit motor em Emerson. Depois de 24 horas do acidente, o paciente foi alvo de novos exames neurológicos e tomográficos e não apresentou nenhuma lesão. Mas, antes disso, os bombeiros tiveram que serrar a parte do arpão que ficara para fora de sua cabeça. O pastor João Luiz Santos Cardoso, dirigente da congregação Monte Moriá, onde Emerson é lotado, credita toda glória a Deus, que ainda exerce soberania sobre a criação. “Entendo que existe o sobrenatural realizado por Deus e afirmou que esse fato é uma resposta ao ceticismo comum à nossa época. O Senhor mostrou quão poderoso é para realizar milagres.

Após sua recuperação, Emerson retornou às suas atividades. Atualmente, ele integra o Departamento de Missões e visita os lares que necessitam da Palavra de Deus, mas o que chama a atenção é que a rotina do presbítero não foi alterada por alguma anormalidade derivada do acidente sofrido, sendo mais uma prova de que Deus reabilitou totalmente o seu organismo. Mas, e a caça submarina? Se depender de sua esposa, Emerson vai literalmente “pendurar as nadadeiras”. Ela garante que depois do susto não vai mais deixar o marido se aventurar na turvas águas da Baia da Guanabara.

“Este acidente serviu de despertamento para a minha fé e a de muitos outros. É uma resposta às pessoas que duvidam que Deus ainda realiza milagres. Muitas vidas têm tido um encontro com o Senhor Jesus através de meu testemunho”, relata Emerson.

Por, Eduardo Araújo.

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