O resultado trágico de tirar os valores cristãos da formação das crianças

Atentados com jovens atiradores em escolas dos EUA começaram após “descristianização” do ensino e avanço do satanismo entre os jovens norte-americanos

valorescristaosnasescolasNo final do ano passado, mais um terrível atentado em uma escola dos Estados Unidos chocou o mundo. Na Escola Primária de Sandy Hook, na cidade de Newton, Estado de Connecticut, um rapaz de 20 anos, chamado Adam Lanza, após assassinar a própria mãe em casa, se dirigiu à referida instituição de ensino onde estudara e assassinou mais 28 pessoas, dentre elas 20 crianças entre 6 e 7 anos de idade. Após a chacina, o criminoso se matou.

O crime abalou o mundo não só pelo número alto de vítimas, mas porque a maioria delas era de criança e por ser este o 23º atentado em escolas dos EUA desde 1998, somando, ao todo, mais de 120 vítimas fatais até agora [fevereiro de 2013]. Só como comparação, no mesmo período, a soma de todos os maiores ataques a escolas ocorridos em todo o mundo somavam pouco mais de 30 casos, dentre ales três na Alemanha, dois na Finlândia, um Canadá, um no Japão e um no Brasil (o atentado na escola no bairro Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, realizado em abril de 2011 por um radical islâmico). Mais de 60% dos casos mais graves de atentados em escolas em todo o mundo se encontravam nos EUA. Por quê? A que se deve esse fenômeno?

Teorias para a violência nas escolas

Uma primeira teoria é a de que o mero direito de os norte-americanos portarem armas de fogo seria a culpa de tudo isso. Porém, por mais que alguém possa querer discutir uma maior regulamentação para o porte de armas, fato é que esse direito existe nos EUA desde a sua independência, em 1771, mas esse fenômeno de atentados em escolas começou apenas no final dos anos de 1990. Por que ele não existia antes?

Outro dado é que ocorrem em média, de 11 a 13 mil assassinatos por ano nos Estados Unidos, que é um país com uma população de 310 milhões de pessoas, enquanto no Brasil, um país de 190 milhões de habitantes e onde a regulamentação para o porte de armas é infinitamente muito maior que nos EUA, são assassinadas por ano, em média, de 45 a 50 mil pessoas. São quatro vezes mais assassinatos por ano em nosso país, mesmo com 120 milhões de pessoas a menos e leis muito mais rígidas de controle de armas do que nos EUA. Os dados, portanto, mostram que a simples facilidade para portar armas não explica o fenômeno dos atentados nas escolas dos EUA, até porque também esse fenômeno surgiu somente a partir dos anos de 1990 e sabe-se que alguém disposto a fazer um atentado ou outro tipo de atrocidades o fará independente de conseguir ou não ter uma arma de fogo. Se há a vontade de fazer, ele o fará com o que tiver em mãos: bombas caseiras, gás e líquidos inflamáveis, armas mais leves etc.

Outro fato curioso a se observar é o da Suíça, que é um pais onde o uso de armas é liberado e onde os índices de assassinatos continuam sendo proporcionalmente muito pequenos em relação à quantidade de sua população, como ocorre nos EUA. E não há nenhum fenômeno de atentados em escolas com armas de fogo. Logo, mais uma vez, o simples fato de ter facilidade para portar armas de fogo não explica esse fenômeno norte-americano.

Entretanto, há ainda mais outra teoria: a de que a culpa seria da infinidade de filmes e jogos violentos produzidos pelos norte-americanos nas últimas décadas.

Certamente, não há dúvida alguma de que os filmes e jogos mais violentos exercem influência negativas em crianças e adolescentes mais sugestionáveis ou que sofrem com algum desajuste social. Só que isso não explica tudo, uma vez que esses produtos são conhecidos e usados por crianças e adolescentes em todo o mundo, e nem por isso o fenômeno que se vê nos EUA se reproduz, na mesma escala, com a mesma força, lá fora. É preciso, portanto, identificar um outro fator social mais forte que, associado a esse, possa explicar com mais lógica esse fenômeno. E esse fator social existe.

Mudança de valores

Sabemos que os Estados Unidos estão experimentando, já faz algumas décadas, uma mudança de valores que também atingiu as escolas daquele país. Já há um bom tempo que as crianças adolescentes nos EUA crescem sob uma nova cultura, quase que totalmente “descristianizada”. E simultaneamente a isso, muitos especialistas têm destacado também que, como resultado desse esvaziamento, tem aumentado entre os jovens norte-americanos o envolvimento com o ocultismo e o satanismo. Livros como Meu Filho, não! (CPAD), de Linda Harvey, considerada a maior autoridade nos EUA sobre a influência do neopaganismo sobre os jovens norte-americanos, tratam bem desse assunto. Porém, curiosamente, a maior parte da mídia prefere silenciar sobre esse fato.

Sabemos que, em outras nações, o secularismo, o desprezo aos valores cristãos e o ateísmo também têm afetado − e muito − a formação de crianças e jovens, porém, no caso norte-americano, além de tudo isso, no vácuo da “descristianização” na formação das crianças, ocorreu o avanço do ocultismo e do satanismo entre os jovens. Esse é um fenômeno que também aparece em outros lugares, mas parece ser bem maior nos EUA do que em outros países. Não por acaso, esse fenômeno é retratado em muitos filmes norte-americanos onde os temas ocultismo e satanismo quase sempre são associados nas histórias de terror a jovens estudantes que se envolvem com essas coisas. É o cinema explorando um fato cada vez mais comum entre os jovens nos EUA.

Estima-se que haja hoje cerca de 14 milhões de jovens adolescentes seguidores do satanismo nos Estados Unidos e na Europa. Há ainda, nos EUA, quase um milhão de seguidores da religião pagã Wicca (bruxaria) e mais 30 mil seguidores do druidismo, segundo o American Religious Identification Survey. E pesquisas mostram que o satanismo e a Wicca são as religiões que crescem mais rapidamente nos EUA e que os jovens são os principais seguidores do neopaganismo e do satanismo naquele pais.

Ora, se você mistura “descristianização” (retirada dos valores cristãos) mais ocultismo e satanismo, e eventual bullyng na infância e adolescência, o resultado disso são jovens agressivos e legalmente vingativos.

Não é curioso que essa série de atentados começou a acontecer nos Estados Unidos apenas e exatamente depois que as escolas norte-americanas passaram por um processo de “descristianização”, de esvaziamento dos valores cristãos? Não é também curioso que muitos dos perpetradores desses atentados naquele país, desde a década de 90 até hoje, quando não são desequilibrados mentais, são satanistas?

Adam Lanza, o criminoso do atentado em Sandy Hook, se confessava satanista e mantinha online um site de adoração ao Diabo. O seu ex-colega de classe, Trevor L. Todd, em entrevista ao jornal The National Enquirer, confirmou essas informações. Segundo a matéria, reproduzida também pelo jornal Daily Mail em sua edição de 19 de dezembro, o FBI estava tentando consertar o disco rígido esmagado do computador de Adam, mas, independente disso, já descobrira que “ele usava sites de suicídio e adoração ao diabo e de gabava de seus planos de assassinato em fóruns de mensagens”.

Os jovens que perpretaram o atentado em Columbine em 1999 eram igualmente satanistas. Inclusive, algumas de suas vítimas foram mortas pelo simples fato de crerem em Jesus. Foi o caso da evangélica Cassie Bernall, de 17 anos,. Naquele dia, Cassie estava na biblioteca da escola na hora do almoço, como fazia tantas vezes − algumas delas para orar −, quando, de repente, os criminosos entraram naquela sala. Ao aproximarem-se de Cassie, eles colocaram suas armas apontadas para a cabeça dela e perguntaram-lhe em tom de zombaria: “Você acredita em Deus? Você crê em Jesus?. Após uma breve hesitação, ela respondeu com voz firme: “sim, eu creio”. E foi assassinada. Naquele dia, os Céus receberam essa jovem mártir cristã cuja vida foi ceifada em decorrência de uma cultura de destruição que tomou conta da sua nação, outrora tão cristã. A história de Cassie se transformou em livro best-seller (She Said Yes − “Ela Disse Sim”) e inspirou muitas músicas cristãs em seu país. Porém, alguns ateus tentaram mudar um pouco a história através de outro depoimento, por temerem que o episódio pudesse denegrir a imagem do ateísmo, até que o repórter Wenday Murray Zoba, em seu livro Day of Reckning: Columbine and the Searsh for America’s Soul, confirmou definitivamente a história.

No passado, as escolas dos EUA não só ensinavam valores cristãos como havia ainda a exigência dos Dez Mandamentos na parede de todas as instituições de ensino e também um momento de oração e leitura da Bíblia, todos os dias, dos professores com os alunos. Mas, o tempo foi passando e, desde os anos 60, os EUA foram se secularizando, com entidades que se opunham à influência cristã nas escolas norte-americanas exigindo − e ganhando na justiça − o direito de retirarem esses hábitos das instituições de ensino daquele país e de afastar até mesmo, o que conseguiram em alguns lugares, o ensino do criacionismo científico.

Não que o problema seja simplesmente a retirada dos Dez Mandamentos das paredes das escolas ou o fim das orações nas salas de aula. O problema é muito maior: é a retirada de Deus e dos Seus mandamentos do coração das crianças norte-americanas, dos quais esses atos são apenas parte simbólica do processo.

Resposta certeira

No mesmo dia do atentado em Sandy Hook, o pastor batista Mike Huckabee, ex-governador do Arkansas, foi direto ao ponto. Em entrevista ao canal de notícias Fox News sobre a tragédia, ele fez uma declaração que repercutiu por toda a América. Em resposta à pergunta do repórter Neil Cavuto sobre “Onde estava Deus nessa tragédia?”, Huckabee respondeu: “Olha só, isso é interessante. Perguntamos a razão da existência de violência nas escolas americanas, mas os EUA não estão removendo Deus sistematicamente das suas escolas? Os EUA deveriam ficar surpresos que suas escoas estejam se tornando lugares de carnificina porque os EUA as transformaram em lugares onde não se pode falar sobre eternidade, vida, responsabilidade e prestação de contas? A questão é que não vamos ter de prestar contas apenas à polícia, se ela nos pegar, mas também, um dia, ao Tribunal do Juízo de Deus. Se não acreditarmos no juízo de Deus, não teremos seu juízo”.

Depois da repercussão das suas primeiras palavras na Fox News sobre o atentado em Sandy Hook, Huckabee voltou a falar sobre o assunto em seu programa de domingo, 17 de dezembro, na Fox News, onde destacou a distorção que alguns grupos liberais anticristãos nos EUA quiseram fazer de suas palavras. E ele mais uma vez destacou, de forma contundente, que o que está acontecendo no seu país é reflexo do abandono crescente de Deus. Abaixo, segue a íntegra de sua fala:

“Não há como dar sentido a esse horrível atentado na escola primária Sandy Hook porque ele é totalmente desconectado da capacidade cognitiva de qualquer ser humano racional. O governo de Connecticut, Dan Malloy, acertou, quando disse: ‘O mal visitou esta comunidade’. O presidente Obama, em uma declaração emocionada da Casa Branca, falou mais como um pai do que como um político, e citou a Bíblia para levar conforto à nação [Obama disse que estava orando para Deus, “segundo as Escrituras, curar os quebrantados de coração”, em referência a Isaías 61.1]. Igrejas lotaram em Newtown, Connecticut, na noite passada [16 de dezembro], enquanto vigílias à luz de velas foram realizadas para lamentar os 28 inocentes assassinados e as incontáveis vidas despedaçadas por alguns segundos de uma carnificina enlouquecida”.

“Na sexta-feira [14 de dezembro, dia do atentado], Neil Cavuto me perguntou ‘Onde estava Deus?’, e eu disse que por 50 anos estão tentando sistematicamente remover Deus de nossas escolas e das nossas atividades públicas. Mas, no momento em que temos uma calamidade, nós queremos saber onde ele estava. Bom, a esquerda previsivelmente encheu as ondas de rádio e a blogosfera com uma reação violenta e perversa à minha fala, concluindo que eu disse que se tivéssemos orações nas escolas, o tiroteio não teria acontecido. Eu não disse nada do tipo. É muito mais do que apenas tirar a oração e a leitura da Bíblia das escolas”.

É o fato de as pessoas processarem uma cidade quando encontram um presépio ou uma canção de Natal, de ações judiciais serem solicitadas para remover as cruzes que estão no memorial dos soldados mortos, de igrejas e empresas de propriedade cristã serem ameaçadas para que renunciem seus valores por causa do decreto do governo, que ordena providenciar pílulas de aborto financiadas por impostos. É o fato de nós, cuidadosamente e intencionalmente, termos parado de dizer que determinadas coisas são pecaminosas, chamando-as de ‘transtorno’ e, algumas vezes, dizendo até que são normais! É chegar ao ponto de termos que abandonar os fundamentos das verdades morais e, então, nos perguntarem: ‘Bom, onde estava Deus?’ Bem, eu respondo como eu vejo: nós o escoltamos para fora de nossa cultura e o tiramos da esfera pública, e nós ainda manifestamos a nossa surpresa de que uma cultura sem Ele, na verdade, esteja refletindo o ela se tornou?”.

“Tão logo a tragédia aconteceu, Deus acabou se mostrando, sim. Se mostrou na vida de professores que colocaram as suas vidas entre o atirador e seus estudantes. Se mostrou nos policiais que correram para a escola sem saber se seriam atingidos por uma chuva de balas. Se mostrou na forma de abraços e lágrimas de crianças, pais e professores que vivenciaram essa carnificina. Se mostrou nas igrejas abarrotadas, onde as pessoas oravam. E se mostrou até na Casa Branca, onde o presidente invocou o Seu nome e citou o Seu Livro. E daqui a mais algumas semanas ou meses, provavelmente pediremos a Deus para nos desculpar pela exibição e vamos anunciar, em nosso arrogante orgulho, que agora somos esclarecidos e educados, e nós evoluímos ao ponto de não precisarmos mais dEle. E alguém vai sugerir a aprovação de alguma nova lei para deter esse tipo de coisa, em vez de se admitir a raiz do problema”.

“Quero salientar que não precisamos aprovar nenhuma nova lei, pois existe uma que está ai já há algum bom tempo e que funciona se nós ensinarmos as pessoas e a guardarmos: ‘Não matarás’. Bem, existem outras nove, mas falar a você sobre elas exigiria trazermos Deus de volta, e nós sabemos o quão inaceitável isso seria”.

Esse é o resultado terrível de retirar Deus da formação das crianças e adolescentes.

Por, Mensageiro da Paz.

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