Menina nasce saudável depois de desenganada pelos médicos

Doença era incurável e a gravidez, de risco total para a vida da mãe, se fosse levada adiante, mas Deus operou um milagre

Menina nasce saudável depois de desenganada pelos médicosO médico Paulo Talizin e sua esposa Antonia do Carmo Benta Talizin, membros da Assembleia de Deus  em Londrina (PR), estavam radiantes. Afinal, uma criança estava a caminho e tudo concorria para a alegria do jovem casal. Entretanto, uma grave notícia abalou profundamente esse ambiente de felicidade. Após um exame de ultrassom, os pais souberam que o bebê ainda no ventre materno era portador de uma enfermidade incomum, colocando também sua mãe sob risco de vida. Compungidos pela situação dramática, o casal recorreu ao único que poderia reverter um quadro tão sombrio, o Senhor Jesus Cristo.

A primeira informação que tivemos veio quando realizamos o primeiro exame. Mas, até então, a evolução da gravidez vinha acontecendo de uma modo convencional, e minha esposa se submeteu ao ultrassom com 20 semanas. O médico que examinou minha mulher detectou alterações na área torácica, mas ele evitou entrar em detalhes. Porém, mais tarde, ele me disse que a criança estava com lesão e sem expectativa alguma de vida. Dessa forma, o mais correto é a interrupção da gravidez, uma vez que o pulmão do bebê é todo formado de cistos, sem tecido pulmonar”, elucida Paulo Talizin.

A criança em formação apresentava a doença adenomatóide cística congênita, que trata-se de uma patologia rara, mas a modalidade que a menina apresentava (tipo 3) não tinha na literatura médica registro de sobrevida. Essa anomalia determinaria sua incapacidade funcional respiratória, impedindo que a criança pudesse respirar após o seu nascimento. Durante o trajeto para casa, a esposa quis saber o que o médico havia conversado com o pai, e Paulo não teve outra alternativa senão contar a ela que a criança que carregava no ventre não tinha chances de sobreviver porque ela não tinha pulmão, senão cistos. Inconformados, eles procuraram outro profissional que confirmou o sério comprometimento pulmonar. Desesperados, porque não era somente a criança que estava condenada à morte, mas a mãe também corria risco de vida, o casal recebeu o sombrio diagnóstico que se confirmou, inclusive mostrando o deslocamento do coração fetal, porque esses cistos aumentam de volume, deslocam o coração e o esôfago da criança, dificultando a deglutição do líquido amniótico pelo concepto. O aumento do referido líquido na cavidade uterina pode levar a polidraminia (excesso de líquido amniótico), levando à consequente elevação do diafragma materno e a desestabilização do seu mediastino, determinado arritmia cardíaca grave e morte.

Assustado com o novo resultado do exame, o doutor Paulo telefonou para um pastor amigo que veio com eles. O pastor Messias Anacleto Rosa, amigo do pastor Ivo Luiz de Souza, então titular da Assembleia de Deus em Londrina, visitou o aflito casal e leu a Palavra de Deus na passagem onde Jesus é abordado por Jairo, que pede para que o Senhor cure a sua filha enferma, mas logo as esperanças do homem são abatidas depois que recebe a notícia da morte da menina, mas Jesus exorta-o a exercitar a sua fé. Em seguida, oraram ao Senhor e entregaram a Ele a grave situação. “O pastor disse-me para que ficasse tranquilo, pois Deus iria curar a criança”, lembra irmão Paulo.

O resultado da confiança depositada em Cristo resultou em uma gestação saudável, surpreendendo os médicos. “A criança foi totalmente curada e seus pulmões foram revestidos de tecido para poder respirar”, relata doutor Paulo. A gestante fez oito ultrassons e os médicos não detectaram nenhuma anomalia nos três últimos exames. “Toda vez que minha esposa ia realizar os exames, nós colocávamos a criança diante de Deus em jejum e oração. Também pedimos intercessão a outros irmãos e vimos o milagre. A Thalita nasceu no dia 11 de janeiro de 1994, pesando 4,3kg, absolutamente normal. Inclusive, o colega que recomendou o aborto viu a criança, e se debruçou no berço e exclamou: ‘Está respirando!’”, exulta o pai da menina.

O doutor Paulo chegou inclusive a receber um telefonema de um docente do Departamento de Cirurgia Infantil do Hospital Universitário de Londrina. Ele tomou conhecimento do último exame de ultrassom que fizeram em sua esposa e, entusiasmado com a informação que obteve, declarou que a sua filha não iria mais precisar de nenhum recurso médico, pois a menina estava absolutamente curada.

“Esse acontecimento foi um milagre que ninguém pôde contestar e certamente edificou vidas, inclusive o Paulo foi cuidadoso em divulgar o acontecimento”, disse o pastor Moysés Ramos, atual líder da Assembleia de Deus em Londrina.

Mais tarde, o pastor Messias disse que, ao orar pela cura da criança, o Senhor mostrou mãos realizando uma cirurgia nos pulmões da menina. Naquele momento, se consumou a ação divina removendo a doença que mataria a criança e a gestante. Atualmente, Thalita Bento Talizin, 15 anos, cursa o primeiro ano do Ensino Médio, onde tem apresentado excelente desempenho. Ela passou no FCF, um exame realizado pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra e está empenhada em se tornar fluente na língua francesa. Também está matriculada no curso de violão e violino com o objetivo de louvar ao Senhor.

Por, Eduardo Araújo.

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