A mistura que serviram a Jesus na cruz

Que tipo de composto ofereceram a Jesus Cristo enquanto padecia na cruz? A mistura levava a pessoa ao torpor (Mateus 27.34)? Por que eles ofereceram essa mistura?

A mistura que serviram a Jesus na cruzChegara o momento crucial do Filho de Deus passar pelo fio dos açoites e a famigerada cruz. Esse caminho estava traçado. Simplesmente, não podemos dizer que Jesus morreu na cruz sem conhecer as consequências que envolveriam uma crucificação. Jesus disse: “Pai, se possível, passa de mim este cálice”. Foi a única vez que Deus virou o rosto para seu Filho. Era preciso chegar à cruz com o sacrifício final até sentir sede.

O que Jesus suportou durante as horas de tortura e de execução de uma pessoa, fixado numa cruz? O início da paixão de Cristo começou no Getsemani. Foi o suor sangrento que o evangelista Lucas relata em seu Evangelho (Lucas 22.44). É provado pela ciência que os pequenos capilares nas glândulas sudoríparas podem romper-se misturando sangue com suor quando sob grande pressão. Foi o que aconteceu com Jesus.

Perante Caifás, Ele apanhou no rosto quando se calou. Os guardas vendaram-lhe os olhos e batiam e cuspiam em seu rosto. Perante Pilatos, foi solto Barrabás e Jesus Cristo ficou em seu lugar. Os carrascos romanos infringiram-lhe açoites com chicote curto que consistia de correias de couro com as duas pequenas bolas em suas extremidades: pele cortada; sangue jorrando; cai sobre o chão; escárnio do manto; cetro na mão e coroa de espinhos.

Simão Cirineu foi constrangido a levar sua cruz por falta de resistência física. Viu o início da cruz.

Diz o doutor C.Trumam Davis que “vinagre misturado com fel, um leve anestésico para aliviar a dor, lhe foi oferecido, mas ele recusou-se a tomá-lo”. Vieram os cravos que foram cravados em sua munheca, sendo martelados até cravados fortemente no madeiro. Mesmo assim, não cedeu, muito embora tivesse à sua disposição um alivio até a morte. “Mas a fadiga tomou conta dos seus braços e grandes ondas de cãibra corriam pelos músculos, formando nós em meio a uma profunda dor que pulsava e era implacável. As cãibras lhe impediam de empurrar-se para cima com os braços para o alto; os músculos do peito ficaram paralisados e as costas não podiam funcionar. Jesus esforçou-se muito para poder respirar um pouco de ar. Sofreu muitas horas a fio com dores sem limites (Salmos 22.14).”

Nesse estado, proferiu sete palavras na cruz, sendo uma delas “tenho sede”. Isso levou um dos soldados que faziam a guarda da crucificação a dar-lhe de beber um liquido à base de vinagre. Muitos pensam que foi um ato de maldade romana, quando, na verdade, pode ter sido um ato de bondade. Outros crêem que a bebida seria porque esse liquido faria com que tivesse aparência de morto.

“Uma esponja encharcada de mirra com vinho barato e amargo”, diz o Dr. Davis, “que era chamado pelos legionários romanos, foi levado até aos lábios de Jesus”. Parece que essa bebida tinha dois sedativos que fizeram com que o soldado, movido de misericórdia e vontade de ajudá-lo, oferecesse a Jesus (Marcos 15.33). Mas Ele não tomou a bebida para não ser dopado; queria sobriedade na íntegra de sua missão de morrer pela humanidade. Ele queria sofrer de forma consciente por nossos pecados.

Dennis Allan diz: “Jesus não deixou nenhuma droga amenizar o sofrimento que tomou sobre si: encarou a agonia da cruz – agonia causada pelos pecados de pessoas como você e eu – acordado e consciente. Mas, agora, depois de cumprir sua missão e chegando o momento de perder a consciência, aceita o vinagre oferecido”.

Por, Nemuel Kessler.

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