Porque o verdadeiro cristão não participa das festas juninas

Porque o verdadeiro cristão não participa das festas juninasQuando o imperador Constantino I (280-337 d.C.) proclamou-se cristão, designou bispos e pastores para elevados cargos públicos. A Igreja foi então retirada das catacumbas e, apoiada pelo imperador, foi impondo o Cristianismo aos povos das nações dominadas por Roma. Porém, nesse processo de evangelismo compulsório e conivente, absorveu muito da idolatria, da mitologia e das festas pagãs daqueles povos.

Diz a Bíblia que “não havendo profecia, o povo se corrompe!” (Provérbios 29.18). O pastor Eduardo C. Pereira, em sua obra “O problema religioso da América Latina” (Gráfica Mercúrio S.A., 1949), sintetiza: “Do conúbio adulterino da Igreja com o Estado é que surgiram todos os males que infirmam o Cristianismo”.

Assim, é que se foram implantando no calendário cristão eventos, festas e manifestações de ritos e costumes pagãos que, associados às crendices dos escravos bantos, iorubas, benguelas, congos, deram origem ao sincretismo religioso em que se misturam deuses do paganismo e do fetichismo, aos nomes de supostos “santos”, em cerimônias pseudo-cristãs. Dessa mixórdia originou-se um culto politeísta e mitológico como o que vemos no carnaval e nas festas juninas, que desfiguram e aviltam o Cristianismo, conforme lemos até mesmo nos dicionários e nas enciclopédias seculares. Por exemplo:

Aurélio Século XXI: “Carnaval [Do it. carnevale.] S. m. No mundo cristão medieval, período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no Dia de Reis (Epifania) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos e costumes pagãos, como as festas dionisíacas, as saturnais, as imperiais, e se caracterizava (…) pela liberdade de atitudes críticas e eróticas”.

Revista IstoÉ: “No sincretismo brasileiro, o catolicismo se mesclou a ritos indígenas, cultos afro-brasileiros e espiritismo kardecista” (Liza Vilaméa).

Almanaque Abril (1998): “Festas juninas são comemorações populares de espírito lúdico (…) Alguns têm origem religiosa, tanto católica (…) como de cultos afro-brasileiros. Podem apresentar-se diversos grupos folclóricos: Afoxé, Bumba-meu-boi etc. (…) Nessas festas, há fogueiras, danças de quadrilha, fogos de artifício e comidas típicas, como pé-de-moleque, pipoca, canjica, bolo de fubá e quentão”.

Para o uso do termo “juninas”, existem duas explicações. A primeira diz que surgiu porque ocorrem durante o mês de junho. A segunda diz que tem origem em países católicos, em homenagem a São João. Tanto que era chamada “joanina”.

Podemos comprar o carnaval e as festas juninas com alguns fatos históricos relatados tanto na Bíblia como na História dos Hebreus, de Flávio Josefo.

Comemorava-se o aniversário de Herodes. Jerusalém estava em festa! O povo nas ruas iluminadas por fogueiras festejava com danças, comilanças e bebidas. Em palácio, lauto banquete, regado com os melhores vinhos, era oferecido por Herodes aos oficiais e nobres da Galácia. Como atração artística, Salomé, enteada de Herodes, se exibe em danças sensuais ante os seus olhares incestuosos. Num acesso concupiscente de liberdade, o rei lhe oferece como prêmio até a metade do seu reino! Sua mãe, Herodíades, para vingar-se de João Batista, que reprovava sua vida em adultério com seu cunhado, Herodes, manda que Salomé peça a cabeça do profeta. Assim morreu João Batista em consequência de festejos com danças, comilanças, bebedeiras e fogueiras (Mateus 14.3-12;  Marcos 6.17-29).

Por incrível que pareça, é exatamente com fogueiras, danças, glutonarias e bebidas que os equivocados foliões devotos comemoram o dia de São João!

Igualmente triste é a lembrança de uma fogueira na vida de Pedro. Pois foi exatamente quando se aquentava sob a chama que ele negou o Mestre. Nesse momento, os seus olhos encontraram o olhar penetrante de Jesus e ele lembrou as palavras do Senhor: “Antes que o galo cante três vezes me negarás. (…) E chorou amargamente” (Mateus 26.69-75). E é com fogueira também, e com danças, bebidas e glutonaria, que se celebra o dia de São Pedro!

Satanás escarnece dos foliões que comemoram as datas dos santos fazendo justamente aquilo que eles menos desejariam lembrar!

É lamentável que cristãos tomem parte nos festejos pagãos em honra a Momo, deus das trevas e do erotismo, e a Baco, deus do vinho e da embriaguez.

Assim como a sombra acompanha o corpo, as desgraças (embriagues, desastres, doenças, adultérios, prisões e morte) acompanham o carnaval e as festas juninas.

Todos os anos acontecem tristes casos de dezenas de mortos e de mutilados pelas explosões de fogos de artifício. Tanto os usuários como os que trabalham nas fábricas ou os empregados nos depósitos são prejudicados, além da vizinhança. Os balões são lindos, mas têm provocado trágicos incêndios. Os “quentões” nas danças e nas quadrilhas trazem embriagues, devassidão, brigas e assassinatos.

Você fantasia sua filha ou seu filho para irem as simples “festinhas folclóricas” ou para o baile carnavalesco infantil da sua escola? Não os faça participar daquilo que você mesmo não têm escrúpulo de fazer. Quando as crianças participam dessas festas, tomando aluá ou refrigerantes e comendo guloseimas, quando crescem hão de querer danças nas gafieiras tomando bebidas alcóolicas.

Os pagãos sacrificavam seus filhos nas mãos aquecidas ao rubro do ídolo Moloque, abafando abafando seus gritos de dor com batuques, danças e fanfarras. Não sacrifique seus queridos filhos nos braços de Momo! Obedeça a ordem de Cristo: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18.4).

“Eis que (…) espalharei esterco sobre o vosso rosto, o esterco das vossas festas; e com ele sereis tirados” (Malaquias 2.3).

“Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei” (2 Coríntios 6.17).

Por, Edmar Cunha Barcellos.

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