Clamores a Elohey Maarekot Israel

Clamores a Elohey Maarekot IsraelSão atribuídas ao estrategista chinês Sun Tzu as palavras que ecoam desde o século I a.C., instruindo seus homens nas batalhas em que estavam comumente imersos os Estados Guerreiros da China: “Por mais crítica que seja a situação e as circunstâncias em que te encontrares, não te desesperes. Nas ocasiões em que tudo inspira temor, nada deves temer. Quando estiveres cercado de todos os perigos, não deves temer nenhum. Quando estiveres sem nenhum recurso, deves contar com todos. Quando fores surpreendido, surpreende o inimigo” (A arte da guerra – considerado o mais antigo tratado militar do mundo). A força de tais palavras pode, muito bem, inspirar qualquer um que enfrente os mais diversos desafios, inclusive os de ordem espiritual. É certo, aliás, que os servos de Deus vivem em constante combate. Orientou-nos o Espírito Santo, através do apóstolo Paulo, que nossa luta, destarte sua intensidade, em nada inferior aos combates materiais é, todavia, contra as forças das trevas e, jamais, contra carne ou sangue. Nossa luta contra o mal é diária, pungente, por vezes desgastante, mas sempre valiosa, pela certeza em nós instaurada de que já temos sido feitos nela mais que vencedores. Muito antes de Sun Tzu, o Senhor dos Exércitos instruiu Abraão, Josué, Gideão, Davi, para citar apenas alguns guerreiros, conduzindo-os em suas lutas. O mesmo Senhor conduz, fielmente, cada um de Seus filhos.

As batalhas não se dão, necessariamente, através de confrontos entre ‘forças’ opostas, por isso, muitas vezes são vencidas não pela parte mais forte, mas por aquela que detém a melhor estratégia. A verdade da afirmação pode ser verificada na vida daquele que nasceu com o propósito específico de derrotar os filisteus, livrando Israel de seus desmandos e violência. Seu nome era Sansão e, de todos os momentos marcantes de sua trajetória, vale destacar o triste, mas valioso episódio ocorrido no templo de Dagom. Cego e humilhado, o guerreiro pede ao ajudante que conduza suas mãos e as coloque sobre os dois grandes pilares sustentadores do edifício. Na ocasião, nenhuma força é desperdiçada, nenhuma ação é excessiva. Nada há, aqui, que nos lembre o impulso que um dia o levou a fender um animal ao meio – nada extrapola a medida do necessário. Sua força não seria mais dada às mulheres, aos jogos, às brincadeiras, mas seria inteiramente aplicada no exato local em que poderia obter o melhor resultado. Sansão havia aprendido que não é com a intensidade apenas que se faz a batalha, mas com a aplicação correta daquilo que o Senhor nos concede. Ali amadureceu o estrategista. Ali pereceu, matando mais inimigos através daquele último ato do que em toda a sua vida.

Reconhecemos a oração como poderosa arma de guerra. Orar pelo cumprimento dos propósitos de Deus com relação a Israel consiste em envolver-se num dos mais substanciais enfrentamentos. Comumente, porém, deparamo-nos com batalhadores carentes de objetivos claros em suas preces, talvez tomados pela força do hábito, repetindo expressões, sem, contudo, serem objetivos na apresentação das petições diante do Deus que tudo ouve e que tudo pode, como se lançassem flechas a esmo, e isso numa luta em que o Reino necessita de cada esforço dos preciosos intercessores que o Espírito possa, ainda, encontrar na brecha. Percebemos, assim, o derramar de muitos corações amorosos, certamente cheios de amor, com as mais dignas intenções, mas demasiadamente sucintos, que resumem em expressões como “Deus abençoe Israel” todo o clamor de suas almas.

Por isso, no intuito de provocar uma economia de guerra, que se manifeste estratégica, apresentamos alguns tópicos que podem enriquecer as preces dos fiéis a favor do povo de Abraão, Isaque e Jacó, nesses tempos de tamanha necessidade. Notadamente, em primeiro lugar, oramos pela salvação (Romanos 11.26,27) de todos os homens, de todas as tribos, línguas e nações, todo aquele que ainda não recebeu o senhorio de Jesus Cristo. A partir daí, podemos incluir algumas outras petições, a saber: orar por paz e por proteção aos judeus e à sua terra, pois está escrito “Eis que não dorme e nem cochila o Guarda de Israel” (Salmos 121.4); orar pela restauração do povo, conforme Jeremias 30.17: “Eu te restaurarei e sararei tuas feridas, diz o Senhor…”; orar pela restauração da terra, conforme prometido em Gênesis 17.8: “A ti e a tua descendência lhes darei, em possessão eterna, toda a terra de Canaã, onde agora andam peregrinando e Eu serei seu Deus.”; orar para que a chuva caia, a seu tempo, sobre a Terra Santa, segundo as palavras de Isaías 41.17-18: “Os pobres e os necessitados buscam água, mas não a encontram; a sede lhes tem secado a língua. Mas Eu, o Senhor, lhes responderei; Eu, o Deus de Israel, não lhes abandonarei. Farei brotar rios nos lugares áridos e mananciais entre os vales. Transformarei o deserto em tanques de água, e a terra seca em mananciais.”; orar por reconciliação entre os judeus e cristãos, quebrando barreiras históricas e clamando por arrependimento e perdão: “Sem dúvida, não creias que és melhor do que os ramos originais. Se te jactas disso, tem em conta de que não és tu quem nutre a raiz, senão que é a raiz que te nutre a ti” (Romanos 11.18); orar pela reconciliação entre judeus e árabes, pois “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmos 133.1); orar pelos necessitados de Israel, incluindo os pobres, os enfermos e os mutilados de guerra, lembrando que Jesus afirmou: “Asseguro-lhes que tudo o que fizerem por um de meus irmãos, mesmo o mais pequenino, fizeram a mim” (Mateus 25.40); orar para que o Senhor faça cessar o terror contra o povo e a terra, pois os pequeninos precisam viver tranquilos e ter renovada a esperança no futuro: “Pois te cobrirá com suas penas e debaixo de suas asas encontrarás refúgio.” (Salmos 91); orar acerca do crescimento do antissemitismo, repudiando os ataques às casas dos judeus, suas sinagogas, cemitérios e centros comunitários, clamando ao Senhor para que liberte aqueles que se acham presos às terríveis forças espirituais que os levam a odiar a semente de Abraão (Isaías 62.6-7); orar pelo retorno dos judeus dispersos por todo o mundo, pois “Ele dispersou a Israel e o reunirá; cuidará como um pastor cuida de seu rebanho.” (Jeremias 31.10); orar pelas organizações que realizam trabalhos em favor de Israel, para que prossigam e prosperem em suas iniciativas; orar pelos meios de comunicação, que proferem mentiras e distorções contra Israel (Salmos 5.6); orar pelos líderes israelenses, para que não depositem sua confiança na força das armas ou nas alianças com as nações, mas em Deus: “Confia no Senhor de todo coração, e não te estribes em teu próprio entendimento…” (Provérbios 3.5-7); orar pela paz de Jerusalém, pelas fronteiras do Estado Judeu e por todos os serviços locais; orar pelas escolas, pelos hospitais, pelos centros de pesquisa; orar pelas famílias judias e também pelas nossas, pedindo ajuda ao Senhor para que possamos inculcar em nossos próprios filhos o amor por Sião.

Como um exército, portamos alegremente a bandeira que nos representa. Trata-se não de um símbolo pátrio ou de um estandarte que simbolize nossa causa. O lábaro que erguem os intercessores de Israel não é outro senão nome do próprio Deus, Jeovah Nissi, o Senhor que é nosso estandarte e bandeira, o Fiel recompensador de todos os alistados.

Por, Sara Alice Cavalcanti.

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