Reação humana ao amor de Deus

Reação humana ao amor de DeusComo é bom manter um relacionamento próximo com alguém que está sempre pronto a nos ajudar, nos fazer rir, conversar, dar carinho, enfim, demonstrar amor, não é mesmo? Não é a toa que todos nós buscamos a vida toda por este tipo de amigo, e quando conquistamos, fazemos de tudo para mantê-lo por perto. Amar e ser amado, é, sem dúvida, uma das maiores necessidades humanas.

Agora, você já se pegou naquela situação em que percebe que alguém demonstra muito apreço por você, mas (por puro descuido) não consegue retribuir-lhe da mesma forma? Um exemplo: A pessoa te aborda na rua depois de um período sem contato, sorri para você, te abraça, demonstra interesse por seu bem estar, oferece o seu lar para uma visita e você sequer lembra o nome da pessoa. Constrangedor, certo?

Quando levamos esta explanação sobre amor um pouco mais adiante, como cristãos, não poderíamos nunca nos esquecer do maior símbolo de amor que temos: Jesus. Ele é a representação plena do amor, afinal, ninguém seria capaz de amar como Ele, com tamanha intensidade e entrega, antes mesmo de nós o desejarmos. Em Romanos 5.8, o apóstolo Paulo revela um pouco da dimensão do amor divino dizendo que “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

O amor de Deus, demonstrado em Jesus foi de uma magnitude tão grande, que não pode ser mensurado. O Nazareno “humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2.8).

Se fôssemos construir uma linha cronológica dos fatos da vida do Messias, ela seria mais ou menos assim:

1 – “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus” (João 1.1). Jesus Cristo morava no céu desde a eternidade, porque Ele nunca foi criado. Lá, tinha a adoração perfeita dos serafins (Isaías 6.27). Além disso, por causa da separação que o pecado havia produzido entre a humanidade e Deus, Jesus não tinha nenhuma obrigação de cuidar, salvar ou abençoar alguém.

2 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira…” (João 3.16). A raça humana estava condenada à perdição. Ninguém poderia ser salvo porque as pessoas já nasciam com o germe do pecado, por esse motivo, a separação entre Criador e criatura. Paulo, na carta aos Colossenses 2.14, afirma que contra todos nós o diabo tinha uma cédula (conta) que ninguém, exceto Jesus, o ser perfeito, poderia pagar. Além do pecado que nos separava de Deus, havia um agravante considerável: A ignorância humana. Deus sabia que, quando seu único filho encarnasse com a missão de morrer pelos pecados dos homens, seria hostilizado. Na verdade, o mundo odiaria a Jesus (João 15.17).

Contrariando a lógica humana, Deus nos amou, um amor muito maior que o de mãe (Isaías 49.15). O Pai amou-nos de forma imensurável. Por isso, Ele decidiu enviar seu filho para este mundo.

3 – “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho…” (Mateus 1.23). Jesus nasceu de uma mulher, na situação mais inapropriada possível – a manjedoura – e sabendo, na condição de Deus, que o Seu futuro não lhe reservaria glória nenhuma, pelo contrário, apenas o compromisso de pregar a verdade de Deus, ajudar aos que necessitassem, ser constantemente questionado, morrer da forma mais dolorosa que poderia haver para um homem e instituir a Igreja.

Ele nunca pecou. Nunca fez maldade alguma, nunca mentiu, nunca murmurou, nunca acusou enganosamente, nunca sentiu inveja, nunca desrespeitou, enfim, jamais cometeu os erros tão comuns à degenerada natureza humana. Você pode até alegar: Claro! Ele era Deus. Isto mesmo. Contudo, era 100% homem também. O Senhor Jesus Cristo foi tentado em todas as áreas da natureza humana, mas sem pecado (Hebreus 4.15). Jesus só realizou o bem entre os homens: curou, libertou, salvou, ensinou e deixou um legado que ultrapassaria séculos.

4 – “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Isaías 53.3). A incredulidade e soberba humana chegaram a um ponto tão absurdo que, mesmo demonstrando visivelmente através de milagres, comportamento e palavra, Jesus foi desprezado por elementos de sua sociedade. Se você se escandaliza com isso, acredite, você não faria diferente. Naquela época a sociedade estava tão longe de Deus mas ligada aos seus costumes que seria muito difícil alguém enxergar tão grande amor. Na verdade, ainda hoje, vemos uma multidão com o mesmo comportamento. Quando chegou o momento e surgiu a primeira oportunidade, os líderes religiosos não hesitaram: contaram com a colaboração de Judas (Mateus 26.15, 16) e prenderam o Messias (Mateus 26.50).

5 – “… e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado” (Mateus 27.26). Depois de ter sido humilhado, Jesus foi açoitado. Segundo os historiadores, os algozes do Cristo utilizaram o flagrum, um chicote com algumas tiras de couro, bolas de aço ou lascas de ossos nas pontas, de forma que a cada pancada a pele, os músculos, carne e algumas veias eram dilaceradas. Essa sessão durava até que o prisioneiro ficasse a beira da morte por causa da hemorragia. Em seguida, o Senhor foi conduzido para a via crucis. Segundo consta, a cruz que Jesus carregou não havia sido preparada para Ele, porque o condenado que teria ido em seu lugar, era Barrabás – um assassino salvo pela vontade popular. Ela pesava aproximadamente 50 Kg e Jesus teve que percorrer as principais ruas de Jerusalém até o Gólgota, lá os algozes perfuraram suas mãos e pés, tendo o corpo pendurado no madeiro. Ao pedir água, deram-lhe vinho misturado com mirra, foi alvo de provocações dos religiosos mas pediu ao Pai que perdoasse aos ofensores. Assumiu nossos pecados sem nunca ter pecado, foi ofendido e retribuiu ao salvar o ladrão arrependido. Morreu como o mais indigno dos homens para garantir a nossa reconciliação com o Pai.

Agora, responda para si mesmo: qual o seu sentimento ao relembrar a dolorosa morte de Jesus? Emoção, choro, mal estar? Se este é o quadro, eu lamento profundamente. É inadmissível que tamanho amor demonstrado pelo Cristo provoque apenas algumas reações. O constrangimento, a vergonha pela própria situação pecaminosa, ingrata e muitas vezes ignorante é o mínimo que temos que sentir.

O sacrifício da cruz foi muito grandioso para você não querer ser melhor, não sentir a necessidade de buscar mais a Deus, agradecê-lO e honrá-lO sempre mais. O apóstolo Paulo se referiu ao sacrifício da cruz como um escândalo (1 Coríntios 1.23), porque ele é o oposto total daquilo que se esperaria de alguém. Jesus não morreu para nos fazer chorar apenas, porém nos fazer entender que sem a Sua graça estaríamos perdidos e conduzidos à perdição.

Não ofereça resistência para tão grande salvação que Deus lhe oferece. Encare com seriedade o relacionamento com Jesus, pois o seu sofrimento por nós não foi uma brincadeira.

Por, Débora Hoffmann.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *