O dízimo não é uma barganha, é um ato de fé

O dízimo não é uma barganha, é um ato de fé“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6).

Quando dizimamos não estamos comprando as bênçãos de Deus, mas estamos reconhecendo seu senhorio. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” (Salmos 241). Não se trata de uma barganha com Deus. Nós não temos nada, absolutamente nada para barganhar com Deus. O que nós temos de bom foi tudo o que Deus nos deu. Como podemos barganhar com Deus, se tudo é dele? Então, ao dar o dízimo estamos honrando o Senhor com os nossos dízimos e isto por fé. Quem honra a Deus pela fé, também será honrado por Deus. “Mas o justo viverá da fé; e, se ele recusar, a minha alma não tem prazer nele”, (Hebreus 10.38). Os justos são aqueles que foram justificados por Deus e por essa razão sempre procuram andar em justiça. “Sendo, pois justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1). Para o justo dizimar é um ato de fé e obediência, não é uma barganha com Deus.

Os crentes que não tem fé para dar o dízimo passarão a vida toda dando desculpas: “Eu sou pobre”, “Eu ganho pouco”, “Tenho muitas prestações a pagar”, “Na Bíblia o dízimo não é para a dispensação da graça”, “Meu dízimo é muito alto para entregá-lo na Casa do Senhor”, “Não vou dar o dízimo porque não sei o que fazem o o meu dízimo” etc. A incredulidade se torna tanta que amam mais o dinheiro que o Senhor que nos deu a vida e a Salvação. “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (riquezas)” (Mateus 6.24). O dinheiro é apenas um meio e não um fim em nossas vidas. Os crentes que não têm fé dão todo tipo de desculpas, como já mencionei, mas o dinheiro é que domina suas vidas.

Os crentes fiéis tem fé e honram a Deus com seus dízimos, porém jamais fazem barganhas. “Diz o Senhor dos Exércitos: se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção, que dela vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3.10b). O Senhor diz no versículo citado que têm promessa de bênçãos aos dizimistas, porém não está fazendo barganhas. “Porque os que me honram, honrarei…” (1 Samuel 2.30). Todos os que dizimaram antes, durante e depois da Lei de Moisés, honraram a Deus. Nos dias dos profetas até Malaquias, também honraram ao Senhor.

Jesus, durante os seus dias na terra, em Seu ministério, não desaprovou a entrega dos dízimos, apenas ensinou-lhes o comportamento correto para honrar a Deus. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei: O juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas” (Mateus 23.23).

“Honra o Senhor com teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, e transbordarão de mosto os teus lagares” (Provérbios 3.9, 10). O início do versículo mencionado diz: “Honra o Senhor com teus bens”. Depois é que vem as promessas de bênçãos.

Concluo então que a fé e a obediência andam juntas na vida de todos os dizimistas que honram a Deus com seus dízimos. Aos que não são dizimistas, é chegado o momento de honrarem ao Senhor. Façamos o que é bíblico, teológico e doutrinário: honremos ao Senhor com nossos dízimos.

Por, Alcides Favaro.

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