Movimento cultural do evangelho gospel

Movimento cultural do evangelho gospelA cultura gospel, e em especial a música gospel, tem tido reconhecimento no Brasil. Por exemplo, a partir da aprovação da Lei 12.590/2012, que altera a Lei 8.313, de 23 de dezembro de 1991 (Lei Rouanet), foi reconhecida a música gospel e os eventos a ela relacionados como manifestação cultural brasileira.

A cultura gospel é uma filosofia de vida baseada em princípios voláteis e mutáveis fundamentada no relativismo. Na cultura gospel, muitos se declaram cristãos, mas não são de Cristo (Mateus 7.21-23; Filipenses 3.18-19). É uma cultura “nova” e diferente dos cristãos primitivos, se considerarmos os preceitos bíblicos inseridos em Atos dos Apóstolos, principalmente nos primeiros capítulos. É um movimento musical, com músicas que falam de Deus, porém Deus está muito longe dessas músicas e canções (cf. Amós 5.23).

O movimento gospel é uma nova cultura, um novo modo de ser “evangélico”. Esse movimento privilegia a música, o mercado, o lazer e o entretenimento. Essa cultura surgiu a partir dos anos 90 com um movimento musical que detonou e configurou algo muito maior e de visão financeiramente capitalista. É um modo e um estilo de vida diferentes, e uma nova cultura. A cultura gospel é bem diferente das igrejas tradicionais pentecostais no Brasil, principalmente do pentecostalismo clássico. Na cultura gospel, a música tem um lugar especial e de destaque e é considerada a parte mais importante do culto; aliás, do show. O culto é um espetáculo; as prédicas são chamamento à autoajuda, autoestima, motivação e vitória financeira; apelos ao carro novo, a mais posição de poder, à exposição e à venda de objetos gospel etc. A doutrina da salvação é ignorada.

O movimento cultural gospel permitiu a inserção de elementos profanos na forma de viver a fé dos evangélicos brasileiros, como, por exemplo: teologia fatalista da prosperidade, mercantilismo da fé, positivismo religioso, relativismo religioso, guerra espiritual, objetos como relíquias mediadoras, os cantores estrelados e os pregadores profissionais.

A cultura gospel fez aliança com o mundo

A aliança com o mundo foi firmada através da televisão. São as chamadas “celebridades gospel”. Um canal de TV aberta que sempre hostilizou os evangélicos, que sempre vulgarizou os cristãos, encontrou na cultura gospel uma oportunidade de firmar uma aliança. Essas supostas celebridades gospel não condenam o pecado, aceitam com naturalidade o sincretismo religioso e são, alguns deles, favoráveis às práticas homossexuais e a outras práticas contrárias à Bíblia.

A aliança feita com os meios de comunicação é uma maneira sutil e enganosa do Diabo ridicularizar o Evangelho e o nome de Jesus. Esses festivais são formas enganosas impetradas astuciosamente pelos inimigos da cruz de Cristo. A vulgarização e o deboche do nome de Cristo é algo assustador nos chamados mundo gospel. Certa vez uma determinada “pastora” se apresentou em um programa de TV, e quando ela cantava a musica gospel, as baianas, os travestis, os sambistas, pais de santo, gargalhavam ridicularizavam e rodopiavam ao som das ditas musicas gospel. Isso é uma blasfêmia! Que evangelização é essa? Evangelizar é contrapor o mal, o pecado, e não concordar com eles. Essas alianças que o mundo gospel fez com as emissoras escandalizam o Evangelho, não traz edificação espiritual, traz mais malefícios do que benefícios. Pregar o amor desvinculado da verdade e da doutrina bíblica é um ato de blasfêmia (cf. João 14.23).

As crenças na cultura gospel

Essa cultura implantou um estilo de crenças relativas, como alternativa para uma boa adaptação aos tempos modernos. As igrejas são vistas como alternativas emergentes de lucro financeiro e muitas são chamadas de “comunidades terapêuticas”, onde o individuo é submetido a terapias psicológicas, envolvendo, às vezes, danças ditas espirituais. A dança é sempre associada à carnalidade, à vulgaridade, à sensualidade e à sedução. Essas comunidades gospel adotaram um estilo de vida “playboy”, com alguns termos geralmente usados nos cultos e na comunidade como “galã de Cristo”, “pastor show”, “pastor pop”.

Essas crenças envolvem praticas condenáveis pela Bíblia, como por exemplo, as superstições. Lamentavelmente, a cultura gospel trouxe para o meio dos crentes as chamadas superstições. Os reformadores lutaram contra o misticismo medieval e as superstições, mas o gospel trouxe essas práticas de volta. Nos últimos anos, uma avalanche de superstições entrou nos templos ditos “evangélicos”. Infelizmente, muitas práticas espúrias são concretizadas por pseudo-evangélicos, tais como toalha santa, sal grosso, copo d’água, e outras praticas idolátricas, como deixar a Bíblia aberta no salmo 91 para afastar desgraças; caixinha de promessa, como orientação divina; oração no monte tendo mais valor que as outras; a maldição hereditária; unção da toalha; cair na unção; galinha que fala em línguas; oração para tirar o nome do devedor do Serasa, dentre outros, como o poder do paletó e o suor santo. Essas práticas são condenáveis pelas Sagradas Escrituras. A Bíblia não se baseia no achismo supersticioso; ela é a inerrante Palavra de Deus (2 Timóteo 3.16-17). O Evangelho é baseado em fatos cristocêntricos e não em mitos. (2 Pedro 1.16). A Bíblia condena os mitos, as fábulas, crendices e enganos (2 Timóteo 4.1-4).

Teologia Liberal faz parte da cultura gospel

Teologia liberal é a influência, sobre a teologia, de uma forte tendência da sociedade do conhecimento ao liberalismo, pregando a extinção da moral na sociedade e de valores éticos. Estamos vivenciando esse fenômeno. Na verdade, há a síndrome de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18.17-33; Gênesis 19.1-11; Judas 7) até mesmo entre muitos denominados cristãos. A frouxidão moral cresce seus tentáculos segundo os mestres do engano, motivada por essa cultura gospel (1 Timóteo 6.3-5; 2 Timóteo 3.3-9). A degradação moral é tida como normal, mas uma pessoa viver segundo a ética Bíblia é errado. Teologia Liberal é uma corrente filosófica que surgiu por volta da metade do século 19, durante o período “iluminista”, produzido em cima dos princípios teóricos racionalistas, existencialistas, humanistas; mas ganhou muita força a partir dos anos 90 com a chamada implantação do mundo gospel. A filosofia teológica liberal procura “humanizar” as culturas; com o objetivo de racionalizar a fé e produzir uma teologia humanista, e pretende conciliar fé e razão (lógica humana). Para a teologia liberal, a Bíblia é um documento puramente humano, o cristianismo é um dogma ou um modo de vida, quando a Bíblia nos diz que é o caminho da vida (João 5.39). A verdade é a Palavra (João 17.17). A teologia gospel não sustenta o peso da Palavra de Deus (cf. Mateus 24.35; 1 Pedro 1.25). A cultura gospel adota maneira de viver baseada nos costumes mundanos em todas as suas vertentes: na família, empregos, escola.

A cultura gospel prega um evangelho do entretenimento

Pregam um “evangelho” para massagear ego, que não muda a vida das pessoas. O Evangelho de Cristo é o poder de Deus (Romanos 1.16). O evangelho do entretenimento enaltece o homem e não a Deus. Em certas igrejas gospel, um visitante não sabe se está em uma igreja ou em clube.

O Evangelho pregado pelas estrelas gospel é um evangelho insípido, porém agradável aos que querem justificar suas praticas pecaminosas; é um evangelho pregado na maneira e na forma que eles querem ouvir, e não dentro do que eles precisam ouvir. É o evangelho simplesmente para entreter e não confrontar com firmeza o pecado. Os que ousam confrontar o pecado não são convidados para os programas de TV. O que se pode verificar com facilidade é que esse evangelho do entretenimento não consegue fazer discípulos; não evangeliza, não cumpre a ordem de Jesus (Mateus 28.19). Na verdade, a cultura gospel prega um pseudo-evangelho que está pervertendo as pessoas, levando-as ao sincretismo mundano. O evangelho do entretenimento tem induzido as pessoas, sobretudo os mais jovens, a se divertirem na igreja, a se entreter e a dançar sinuosamente e excitar prazeres sexuais fora dos laços do casamento. Essa pratica deve ser combatida (Salmo 1.1-3.)

Adoração na cultura gospel não é a mesma ensinada e contida na Bíblia (cf. Mateus 2.11; 2 Crônicas 20.18; 29.29). A verdadeira adoração não é exterior, mas, sim, interior. Para a população gospel ,adoração é cair no espírito, extrema unção do leão, danças sensuais, gritinhos com linguagem bem chula etc. Esse é o evangelho do entretenimento. Deus reprova essa cultura (Êxodo 32.1-6). O show precisa acabar, pois culto não é show. O que existe por detrás desse empreendimento gospel é a mentira, a enganação, o engodo e muito amor ao dinheiro. O que deve prevalecer é o poder das Sagradas Escrituras.

As consequências da cultura gospel

Há uma perda da Identidade de Cristão. Nos dias hodiernos, estamos vivenciando, nos mesmos palcos, cantores que se dizem cristãos, pseudo-cristãos, e as duplas mais bizarras debochadas sertanejas. Quem diria que até “funkeiros” estariam no mesmo palco forrozeiro que debocha de Cristo uma estrela gospel? Infelizmente, é isso que está acontecendo. É a união do sagrado com o profano. Nestes shows gospel, não existe diferença entre cristão e ateu, entre cristão e macumbeiro. São todos iguais e têm as mesmas filosofias de vida. Ser cristão é ser diferente, é identificar com Cristo e não com o mundo (Atos 11.26).

Há uma valorização mais da forma do que do conteúdo. A música gospel funciona mais como uma uma atividade cultural chamado de “folclore evangélico”. Existe templo evangélico onde são praticados capoeira, ensaio de blocos carnavalesco, a prática do louvorzão, e outros entretenimentos. A igreja, que é o santuário de Deus, se transformou em apresentação da cultura mística popular gospel

Nestes templos, o lugar de destaque em muitos lugares é da música gospel, com a Bíblia ficando em quarto ou quinto plano. Muitos que vão a esses cultos saem decepcionados e não voltam mais, pois o que produz avivamento são as Escrituras (Hebreus 3.1-3). Culto sem Bíblia não é culto; é aglomerado de pessoas apenas. A Bíblia é para ser pregada a tempo e fora de tempo (Atos 6.4; At 8.25; 2 Tessalonicenses 3.1). Ela é soberana e deve ter primazia em todas as atividades da vida.

Por, Maurício Brito.

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