Sionismo: retorno ao lar nacional judaico

Sionismo - retorno ao lar nacional judaicoO sionismo tem como objetivo a independência e união do povo judeu, almejando libertá-lo do domínio estrangeiro hostil e opressivo e estabelecer a unidade do povo judeu, reunindo os judeus exilados nos quatro cantos do mundo na pátria judaica” (Benyamim Neuberger).

A origem da palavra

“Sionismo” é o termo bíblico Sion, usado geralmente como um sinônimo de “Jerusalém” Terra de Israel Éretz Israel. O sionismo é uma ideologia que expressa o profundo anelo dos judeus de todo o mundo por sua pátria histórica.

O desejo pelo retorno à sua pátria foi sentido pela primeira vez pelos judeus exilados na Babilônia expressada em uma das poesias mais lindas do Livro de Salmos“… com saudades da terra natal “Sion” (Salmos 137.1). A ideia sionista se baseia na longa ligação entre o povo judeu, e sua terra, um vínculo que se iniciou há quase 4000 anos atrás quando Abraão se assentou na terra de Canaã, mais tarde conhecida como Terra de Israel.

Durante sua longa história, a Terra de Israel recebeu vários nomes entre eles Éretz-Israel; como também Sion, um dos nomes de Jerusalém que com o passar do tempo veio a designação a própria Jerusalém e a Terra de Israel, e ao longo de sua submissão Palestina deriva de “Philisyia”, nome usado pela primeira vez pelos romanos em 135d.C, numa tentativa de apagar qualquer referência a ligação entre os judeus, o país e a Terra Prometida ou Terra Santa. Para a maioria dos israelenses Israel é, simplesmente, Ha’ aretz–A Terra.

O rei David fez de Jerusalém a capital do país e cerca de 40 anos mais tarde seu filho Salomão construiu o Templo ao Deus Único, tornando Jerusalém o centro espiritual e político da nação.

“A chegada contínua de dezenas de milhares de novos imigrantes a cada ano, têm propiciado nosso renascimento econômico e nacional. Este histórico retorno a nossa pátria, representa o cumprimento das antigas visões dos profetas de Israel e da concretização do sionismo. O povo judeu está voltando para casa, trazendo consigo muita vitalidade e criatividade” (Binyamin Netanyahu).

Conceito básico do Sionismo

Um dos conceitos básicos do sionismo é de ser a Terra de Israel o local de nascimento histórico do povo judeu, e a convicção de que a vida judaica em qualquer outro lugar é uma vida de exílio.

“Dois períodos forjaram o desenvolvimento da civilização judaica: o primeiro, após a libertação do Egito, e o segundo, o retorno da Babilônia. O terceiro ocorrerá com a redenção do terceiro exílio” (Moises Hess – Livro Roma e Jerusalém – 1844).

O anseio do povo judeu por retornar à sua terra é expresso em um relacionamento forte e singular, sendo manifestado através do ritual e da literatura. Esse sentimento vai além das fronteiras e expressa o desejo ardente do povo em retornar a Terra que mana leite e mel prometida a seu patriarca Abraão.

Durante as orações há algumas frases que o judeu repete várias vezes: “Abençoado sede Vós, Senhor, construtor de Jerusalém”. Na Cerimônia de Casamento, o noivo se compromete a “elevar Jerusalém ao ápice de nossa alegria”. Na circuncisão recita-se o Salmo “Se eu te esquecer Jerusalém, que se resseque a minha mão direta”. E na Pessach – Páscoa Judaica – todo judeu declara: “No próximo ano em Jerusalém”.

O movimento sionista ganha força e ecoa todas as vezes que em qualquer lugar do mundo é entoado o Hino Nacional de Israel, Hatikvah – a Esperança.

Uma melodia lindíssima que expressa o sentimento do povo judeu, adotado como Hino do movimento Sionista. Esses sentimentos expressam o desejo ardente do povo judeu de retornar a Terra de Israel.

Homens como Teodor Hezl, Martim Buber, Moisés Hess, Leon Pinsker, e a genuína Golda Meier ao expressarem esses mesmos sentimentos foram fundamentais para o movimento sionista, buscando solucionar o “problema judeu”. Problema esse de uma minoria perene, de um povo sujeito a perseguições, uma comunidade sem lar, cujo sentimento estava em resolvê-lo através do retorno à pátria histórica dos judeus.

Desde sua proclamação em 1948 pela Organização das Nações Unidas, o sionismo tem como objetivo continuar a estimular a “reunião dos exilados”, o que por vezes exigiu esforços extraordinários para salvar comunidades judaicas física e espiritualmente. Visando a preservar a continuidade do povo judeu e pôr em foco a centralidade de Israel para a vida judaica no mundo inteiro.

Em uma série de pontes aéreas históricas denominadas: Operação Moisés (1984), Operação Josué (1985) e Operação Salomão foram resgatadas quase 42 mil exilados da Etiópia corroborando com a Lei de Retorno de Israel com viés operacional. Segundo o escritor evangélico Abraão de Almeida uma das mais extraordinárias operações de imigração dos tempos modernos realizados em 1948, em que transportou dezenas de milhares de judeus procedentes do Iêmen para Israel, foi denominado de Tapete Mágico.

“Quem são estes que vêm voando como nuvens, e como pombas, ás suas janelas?” (Isaías 60.8).

Com o apoio dos EUA o então Primeiro-Ministro de Israel, David Ben-Gurion iniciou uma investida que contou a participação de tropas militares Americanas. Na operação Tapete Magico os aviões americanos transportaram cerca de 70 mil judeus do Iêmen, os quais muitos deles, ao chegarem a Éretz-Israel, beijaram o solo e perguntaram: “Onde está o Messias? ”O retorno progressivo do povo judeu a Terra de Israel é obra de Deus, como também, não se pode negar a intervenção do Altíssimo na história da nação judaica.

Por, André Luiz Costa.

Uma resposta para Sionismo: retorno ao lar nacional judaico

  1. Capelão Luiz Machado disse:

    Excelente. Parabéns pela abordagem ampla, real, bíblica e atual!

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