Resultados do trabalho evangelístico

Resultados do trabalho evangelísticoHá uma coisa que sempre me causa admiração sempre quando faço um estudo sobre a obra de evangelização, realizada não só pela Igreja de Atos, mas também por todos os grandes evangelistas e missionários de renome. Observei que, antigamente, os evangelistas sábios tornavam-se primeiramente pessoas cheias do Espírito Santo e de conhecimento; depois, esperavam o momento em que as pessoas dessem abertura para o Evangelho. Ser cheio do Espírito Santo e adquirir conhecimento depende de você mesmo; dar abertura para o Evangelho depende da própria pessoa.

Os sábios na evangelização procuram obter conhecimento de tudo o que puderem, mas eles não podem fazer com que as pessoas se decidam por Cristo. Alguém pode até saber como evangelizar, mas não necessariamente isso faz com que a pessoa aceite ao Senhor.

O conhecimento reside em você saber se defender de argumentos e questões que procuram negar a verdade bíblica. A possibilidade de você ganhar uma vida para Cristo reside apenas em você pregar o Evangelho com sabedoria, seja com palavras ou com a sua vida. Defender-se de argumentos e questões acontece quando você precisa mostrar que a Palavra de Deus é a inerrante verdade revelada; pregar o Evangelho acontece quando você tem a certeza de que está preparado para essa missão singular de todo servo de Deus.

Aqueles que adquirem conhecimento e sabem se defender de argumentos e questões devem agir com discrição e saber usar essa virtude e só a usar no momento adequado; aqueles que são sábios e procuram evangelizar avançam firmes e constantes até que tenha certeza de que as boas-novas foram apregoadas. Na verdade, aqueles que foram chamados para falar do Evangelho de Cristo tornam-se aptos e adquirem conhecimento o bastante, tanto para saberem responder e provar que a Bíblia é a Palavra de Deus, como também para levarem almas a aceitarem a Jesus, usando de diversas formas para alcançar esse objetivo. Ir ao campo é muito mais do que marcar com algumas pessoas para fazer um “evangelismo” semanal. É aproveitar toda e qualquer oportunidade para fazer com que as pessoas saibam o que é realmente servir a Deus e o que é verdadeiramente ser livre.

Agora, simplesmente achar que vai ganhar almas somente por ter conhecimento não significa que você é uma pessoa sábia e ungida como ninguém. Ser universalmente aclamado como um exímio pregador da Bíblia não é o auge da santificação. Até porque segurar uma Bíblia não é sinal de poder de Deus; discernir uma pessoa endemoninhada da normal não corresponde dizer que você tem visão espiritual acurada. Escutar palavras poderosas não indica nada se você não as colocar em prática.

Os evangelistas sábios de antigamente ganhavam as pessoas para Jesus, pois pregavam o Evangelho de tal maneira que aqueles que os ouviam não conseguiam negar a eficácia que as boas-novas possuíam. Infelizmente, hoje em dia, quando alguém prega o Evangelho e ganha almas, isso para muitos não traz renome ou estima alguma por ser uma pessoa sábia, nem mesmo mérito por seu valor à obra, pois os interesses de muitas instituições passaram a ser outros. O evangelista prudente alcança esses resultados sem erro algum, pois é inteiramente dependente de Deus para tudo, ou seja, qualquer coisa que ele vier a fazer assegura seu triunfo sobre o mal, a conquista de uma alma que se rendeu a Cristo.

O evangelista sábio assume uma posição diante de Deus em que ninguém o poderá derrotar com argumentos vis, e não desperdiça qualquer oportunidade de falar do Evangelho a quem quer que seja.

Evangelistas de verdade vivem o Evangelho antes de pregá-lo aos outros. Evangelistas de mentira pensam que têm Cristo e até pensam em pregar o Evangelho, mas não pensam em vivê-lo.

Aqueles que buscam ter sabedoria e conhecimento para fazer o “Ide” cultivam princípios corretos e obedecem ao que a Palavra de Deus diz. Eles têm, portanto, capacidade de criar formas diversas para que os outros entendam cada vez mais do Reino de Deus.

Agora, quanto à evangelização de um ponto de vista mais prático, os elementos que devemos levar em conta sempre que estivermos evangelizando são: 1) a noção do lugar onde estaremos evangelizando; 2) a estimativa de quantas pessoas temos para nos ajudar e do quanto de ferramentas temos para auxiliar nosso trabalho; 3) a análise minuciosa da situação para a elaboração de estratégias; 4) as comparações do conhecimento que temos e o conhecimento que as pessoas têm para estarmos sempre preparados para falar com base naquilo que é a verdade; e 5) as chances de que a pessoa, de fato, entendeu o que foi falado por nós.

Na evangelização, tudo está interligado: a noção do lugar depende de onde estamos e de quaisquer informações do mesmo; a quantidade que devemos utilizar depende do lugar onde estivermos; a análise minuciosa da situação e a estratégia a serem utilizadas depende de termos a quantidade suficiente de pessoas nos auxiliando; as comparações que fazemos entre nós e as pessoas, no que tange ao conhecimento, depende do acúmulo de conhecimentos que cada um de nós têm, tanto geral quanto especificamente; e as chances de a pessoa entender a mensagem depende da clareza da mensagem que é baseada nas informações que temos, ou seja, não adianta grande quantidade de conhecimentos se não souber passá-lo.

É somente dessa maneira que saberemos a diferença de quem está realmente preparado para evangelizar e de quem não está. Não há nenhuma outra forma possível de avaliação. Isto se dá porque o evangelista consegue fazer com que as pessoas que estão sob sua responsabilidade preguem o Evangelho da mesma forma como Cristo o pregou, o qual o fazia com sabedoria e usava de diversas maneiras para fazer as pessoas entenderem de forma simples sobre o Reino dos céus, como Ele fez com a mulher samaritana, Zaqueu, etc., bem como as diversas formas de elaboração de suas mensagens, usando parábolas, símiles, metáforas e comparações diversas.

O evangelista que usa de sabedoria respeita, acima de tudo, a decisão final da pessoa que ele estará evangelizando, além de obedecer em tudo às Santas Escrituras e adotando um modo de vida disciplinado, vivendo o Evangelho de Cristo de forma plena. É dessa forma que ele detém em suas mãos a capacidade de controlar o sucesso em tudo o que faz, pois ele tem a certeza de que, mesmo alguém não aceitando, a princípio, a Palavra pregada, esta não volta nunca vazia, pois é “poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16).

Por, Miquéias de Lima Nascimento.

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