À espera do Arrebatamento da Igreja

“É pretensão crer que Jesus arrebatará a Sua Igreja exatamente em nossa geração? Parece que em cada geração os cristãos pensam assim, desde a Igreja Primitiva (Ex: 1 Tessalonicenses 4.15-17)”

À espera do Arrebatamento da IgrejaAo refletir sobre a questão acima levantada, precisamos nos ancorar em textos bíblicos que possam nos servir como referência. Isso nos leva a examinar Mateus 24.34, que registra: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam”.

Muitas vezes, o cristão faz uma leitura bíblica rápida de um texto e, sem levar em conta o seu contexto, faz afirmações exegéticas falhas, provocando assim uma grande confusão no entendimento desse texto bíblico. É importante ressaltar que quando o Senhor Jesus se refere a “esta geração”, Ele cita anteriormente, nesse contexto, alguns acontecimentos que precisam se dar para que isso aconteça. Vejamos: Jesus fala em Mateus 24.1-2, quando interrogado pelos Seus discípulos acerca da estrutura do Templo, que não ficaria ali pedra sobre pedra; nesse ponto, ele encerra o assunto. No versículo 3, assentado na região do Monte das Oliveiras, outra região, o questionamento se dá acerca dos sinais que precederiam a vinda dEle.

Jesus passa a discorrer aos Seus discípulos sobre o assunto da Sua vinda no futuro e fala o que se encontra no capítulo 24 do Evangelho de Mateus, para deixar os Seus discípulos conscientes de tudo que vai acontecer em um futuro estabelecido por Deus. De acordo com os versículos a seguir, observamos alguns pontos interessantes: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores. Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (grifos meus).

Ao observar detidamente o texto acima, destaquei em negrito algumas palavras e expressões para pontuar aspectos importantes que Jesus citou, mostrando algumas coisas que aconteceriam ao longo do tempo, o que se pode comprovar plenamente na história da humanidade. No entanto, Jesus afirmou que tudo isso, ou seja, a ocorrência de todos esses fatos, ainda não seria o fim. Ele falou de guerras, terremotos e fomes e disse que isso seria somente “o princípio das dores”. Quando Jesus fala de “todas estas coisas”, Ele se refere, portanto, aos sinais da Sua vinda.

Amado leitor, pense bem: uma mulher grávida, antes de dar à luz, passa por contrações e dores, que indicam que está próxima a chegada do bebê; no entanto, o nascimento propriamente dito ainda não aconteceu. Do mesmo modo, vemos que Jesus referiu-se a aspectos que sinalizariam o tempo de Sua vinda, mas sem determinar em que geração ela aconteceria.

Não obstante, não podemos pensar que o “princípio das dores” durará para sempre, e, assim sendo, passemos a nos esquecer da Sua maior promessa, que é a Sua vinda para nos buscar. A Bíblia nos alerta a sempre vivermos na expectativa de Sua vinda, porque não sabemos quando se dará. Portanto, não é errado pensar que Jesus possa vir em nossa geração. Só não podemos afirmar com certeza, porque só Deus sabe quando se dará.

O que cada cristão deve fazer nestes tempos que antecedem a volta de Cristo é estar preparado para que, quando Ele o chamar, possa gozar da promessa de entrar com Ele na Glória.

Por, Agissé Levi.

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