Israel acima dos planos e políticas humanas

Israel acima dos planos e políticas humanasIsrael reflete o tempo de Deus desde sua gênese, tempo que nunca foi maculado pelos planos humanos, pois os projetos do Senhor sempre são exatos, sem sofrer danos pelos interesses da humanidade. Desde épocas remotas, a orquestração contra esta pequena nação, que biblicamente é o centro do mundo, tem sido intensa e ácida. Se, no Egito, Faraó escravizou os hebreus, hoje não são poucos os que querem destruí-los; se na peregrinação pelo deserto quiseram negar o direito dado pelo Senhor do universo para possuírem a terra prometida, em dias atuais cresce a passos largos o desejo de dividirem o território indivisível.

A política internacional que tem se distanciado de Deus em questões elementares também assume uma postura contra o Estado de Israel, que tem sido preterido em muitos assuntos. A configuração do mundo atual ganha contornos que levam a três grandes grupos políticos conhecidos como Bloco da Água, composto por Estados Unidos e Europa Ocidental; Bloco da Terra, composto por Rússia e seus aliados; e, por último, o Califado, composto por jihadistas, um modelo de governo que reaparece no cenário mundial com força e propaganda de guerra, espalhando terror onde seus braços têm alcançado. Como em outras épocas, os três grupos buscam interesses antagônicos ao Estado de Israel, e mais uma vez se encontra a terra do Senhor desamparada pelas nações, coisa que não é nova. Se nestes novos contornos do cenário mundial Israel se vê excluído e pressionado pelos modelos atuais que buscam riqueza e hegemonia global, a nação escolhida sabe, porém, que jamais foi desamparada ou esquecida por Deus, que é imutável em Seus desígnios.

No cisma israelita em 931 a.C., após a morte de Salomão, a família de Jacó teve grandes prejuízos no cenário político, econômico e na proteção de seu território. Se fosse uma nação sem os propósitos de divinos, fatalmente se fragmentaria mais ainda, chegando ao desaparecimento, pois, em uma era de intensas disputas territoriais, seria vitimada com facilidade. Neste cisma, os nortistas sucumbem diante da Assíria sob a liderança do rei Salmaneser V no ano 723 a.C., mas isso ainda foi pouco aos olhos deste monarca, que trouxe gente de outras terras e os fez habitar em Samaria (2Reis 17.24). Não poderia haver política mais cruel para uma nação que viveu 120 anos em unidade e soberania, e que agora estava diante de um plano para destituir o povo da promessa e desterrá-lo de sua herança.

Se no Norte o desalento foi grande para um povo que tinha as promessas, aos sulistas chegaria o momento de se verem também transportados de sua terra amada e distanciados do santo Templo, em 606 a.C. Nabucodonosor invade Jerusalém cobrando-lhe tributos e levando os primeiros cativos, dentre eles Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Muito mais do que transportar cativos como serviçais, o plano era mais perverso, tinha o objetivo de destituir o povo da promessa de sua identidade religiosa e cultural, tencionando com a opulência e paganismo de uma nação poderosa, para mudar-lhes o coração fazendo-os absorver um novo caminho que não era o preparado por Deus. Entretanto, depois, de tantos séculos e embates Israel, continua conhecido como nação do povo judeu, que designa não um povo gentílico, mas um povo que sistematiza a religião de sua nação de uma forma que não se modulou ao impressionante modo de viver da Babilônia.

Se Roma, com seu poder mundial e uma fama que ecoa ainda hoje, planejou subjugar e dominar Israel, hoje os projetos ambiciosos não são diferentes: a busca pela divisão da cidade indivisível são sempre constantes, os motivos apontados são diversos e politicamente corretos, porém, bíblica e profeticamente, incorretos. Os planos humanos para Jerusalém nunca foram atrelados aos projetos eternos de Deus. Enquanto o poder temporal vê a acomodação de uma situação política, o poder divino tem Jerusalém como capital mundial una.

No ano 70 de nossa era, um grande golpe foi dado com a dispersão dos filhos de Israel pelos quatro cantos da terra, mas que povo é este que consegue sobreviver às mais diferentes provas, entre elas o desterro que fere o sentimento de ter uma terra, macula a condição de cidadão de uma pátria amada? Se por alguns anos os traumas do exílio são grandes, o que dirá por séculos contínuos? O desterro que poderia colocar fim a um povo e sua cultura não é maior do que os projetos do Altíssimo que reverte a história. Em tempos modernos, um homem entra em cena para fundar o importante movimento Sionista: Teodor Herzi, nascido em Budapeste em 1860. Ele foi um advogado que preferiu exercer o jornalismo e tinha uma grande convicção da restauração da nação de Israel. Oque para muitos não passava de um delírio estava em conformidade com a profecia bíblica sobre o renascimento do Estado de Israel.

Quando, na Europa dos anos 30, começa o movimento nazista capitaneado por Adolf Hitler, levando adiante suas atrocidades contra os judeus, culminando em uma das maiores vergonhas da história (a chamada “solução final”, promovendo o holocausto cruel de 6 milhões de judeus, amanhado como uma linha de produção), dava-se a impressão que mais uma vez os planos eternos caíam por terra e o pensamento de Teodor Herzi estava equivocado, mas, como em outros tempos e outros poderosos, o fuhrer nazista foi derrotado, pois o plano do Senhor já estava traçado.

Que povo conseguiria sobreviver a tão grande atrocidade, se nem uma nação oficializada era? Como entender uma história ímpar que tantas vezes fez chegar à beira do precipício do desaparecimento uma gente que foi hostilizada por tantos em tantas partes, e agora vinha do holocausto? Realmente, não há como entender a história de Israel a não ser pelo poder de Deus. Em 14 de maio de 1948, David Ben Gurion lê a declaração de independência de Israel, e o que era sonho torna-se realidade. “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode acaso nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos” (Isaías 66.8).

Israel, que tem prevalecido em meio a tantas provas, deve ser olhado de forma profética, tendo o cuidado contínuo de Deus. Em meio a tanto secularismo, não podemos deixar esfriar nosso fervor bíblico. Se a mídia traz informações sobre o momento atual, o crente tem sua formação dentro da Palavra de Deus muito maior do que o que dizemos dias hodiernos e suas instabilidades. Israel está firmado na solidez dos planos do Senhor.

Por, Gilberto Corrêa de Andrade.

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