Foi uma baleia que engoliu Jonas?

No ventre de que animal marinho o profeta foi parar (Jonas 2.1,11)? O texto é literal mesmo?

Foi uma baleia que engoliu JonasA palavra aqui traduzida por peixe é tou ketous no original, e significa monstro marinho, ou dag no hebraico, significando simplesmente peixe, podendo ser, portanto, baleia ou peixe. Jesus, com sua inquestionável autoridade, selou a veracidade da narrativa de Jonas, ao ver nela uma figura da sua morte e ressurreição (Mateus 12.38-40).

Não é difícil mostrar a possibilidade natural de se repetir a experiência de Jonas, pois são muitos os fatos hoje conhecidos. Em virtude da exiguidade de espaço, apresentaremos apenas alguns exemplos:

Em 1912 o capitão Charles H. Thompson, de Miami, na Flórida, Estados Unidos, avistou do seu iate, num dia em que pescava no alto mar, as barbatanas de um monstro enorme, que fendia as ondas […] O iate a vapor tentou retê-lo, apesar de, por vezes, ser assustadora a velocidade a que o monstro nadava […] Quando, finalmente, foi capturado, o iate (de trinta toneladas) aproximou-se e os homens lançaram a corrente da âncora do barco, através dos enormes maxilares do monstro […] Eis aqui algumas características deste singular peixe: o seu peso era de 13.620 quilos, o comprimento de 13,68 metros, a espessura de 2,50 metros. A garganta tinha 77 centímetros de altura e 95 de largura. As balas tinham-lhe apenas furado a pele que era de 7,5 centímetros de espessura. Encontrou-se no interior do seu ventre um peixe que pesava 681 quilos e uma grande lula. Um homem podia entrar direito, à vontade, dentro do seu estômago; uma fotografia mostra o peixe com um homem deitado na goela e dois outros assentados entre os seus maxilares, como sobre uma cama de rede.

Esse monstro poderia facilmente engolir dez Jonas. O governo dos Estados Unidos enviou homens especialistas para lhe embalsamarem a pele e foram precisos dez barris de formol. Depois de terem fixado costelas de aço, foi içado sobre a ponta de um vapor para o exporem.

É um verdadeiro peixe e não um mamífero, ou uma baleia. Os peritos, ao examinarem o seu esqueleto, declararam que era ainda um peixe muito novo.[1]

Em 1955, os jornais japoneses relataram que tinha sido encontrado o corpo de um rapaz de 13 anos, vestido com camisa e calças, num grande peixe apanhado perto da cidade de Nagazaki. O Dr. Harry Rymer referese a uma baleia barriga de enxofre, de 29 metros de comprimento e peso de 147 toneladas. Houve uma que foi rebocada à terra e era tão grande que um guindaste de locomotiva de 75 toneladas não pôde retirá-la da entrada do Canal do Panamá, de sorte que foi novamente rebocada para o mar, a doze milhas de distância, onde os aeroplanos navais atiraram sobre ela duas bombas de 160 libras, reduzindo-a a pedaços.[2]

Existem inúmeros fatos como esses que acabamos de relatar, testemunhando a favor da possibilidade de um ser humano sobreviver no estômago de um monstro marinho, que tanto pode ser uma baleia ou um Rhinodon Typicus, também conhecido por tubarão osso, tubarão indo pacífico, ou tubarão baleia, ou mesmo qualquer outro “grande peixe” ainda desconhecido e não classificado pelos homens. No estômago de alguns desses gigantes do mar encontraram-se esqueletos inteiros de animais muitas vezes maior que um homem de porte médio.

Todavia, o que torna a experiência do profeta admissível e admirável é a intervenção de Deus, que planejou tudo, preparando e guiando aquela estranha condução, a fim de mostrar ao profeta e a todos nós que o Senhor Deus Todo-poderoso não desiste assim tão facilmente de seus elevados propósitos de buscar, perdoar e salvar. De volta às praias da Palestina, Jonas tomou o rumo certo e pregou à grande cidade de Nínive, que se arrependeu e foi salva. O amor de Deus é capaz de proezas extraordinárias!

NOTAS

[1]. Novas de Alegria, Portugal, mar. 1954.

[2]. RYMMER, Harry. A Ciência Moderna e as Escrituras Sagradas. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1943, p. 144.

Por, Abraão de Almeida.

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