Mãos à obra, antes que o dia termine

Mãos à obra, antes que o dia termineVárias lições podem ser extraídas do texto transcrito a seguir: “Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça, E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo. E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo” (Mateus 20.1-7).

Quero ater-me, todavia, a um aspecto da parábola que me passou despercebido, mesmo depois de várias leituras. Um dia, ao ler novamente a parábola, meus olhos fixaram-se na expressão “perto da hora undécima”. Naquele momento, eu pensei: o dia estava acabando, mas ainda era dia. Ora, se foi Jesus quem criou a historieta, se Ele é extremamente sábio, se Suas ilustrações eram calculadas para transmitir verdades espirituais, então, a referência à hora undécima não está lá por acaso.

Continuei refletindo e lembrei-me do que Jesus disse aos Seus discípulos certa vez: “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9.4). No mesmo instante, eu pude compreender que somos convocados para servir ao Senhor “enquanto é dia”, ainda que “perto da hora undécima”. Vi-me entre os últimos chamados e admiti para mim mesmo: tenho de atender a convocação agora, pois daqui a pouco a noite chegará.

Como tudo nos mostra que Cristo está às portas, é fácil concluir que somos os convocados da quase undécima hora. Então, devemos entender que temos pouco tempo para trabalhar. Isso não significa que haveremos de produzir pouco ou quase nada. Antes, pelo contrário, o fato de ser curto o nosso tempo de serviço no Reino de Deus aqui na Terra deve motivar-nos a fazer mais e melhor. Aliás, essa foi, a meu ver, a razão por que o pai de família da parábola pagou primeiramente (e o mesmo salário) aos últimos trabalhadores.

Para que nós, os últimos contratados, possamos realizar a obra de Deus a contento, precisamos entender qual é a vontade do Senhor para nossas vidas. Necessitamos estar dispostos a fazer essa vontade. Devemos lembrar-nos da recomendação de Jesus: “levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (João 4.35). Havemos de estar inclusos na geração eleita, povo adquirido, sacerdócio real, nação santa, de que escreveu Pedro em sua primeira carta (2.9). Temos de anunciar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.

Por fim, uma palavra aos que ainda estão rejeitando o chamado do Senhor da vinha. A noite está chegando. Quando ela chegar, não haverá mais convocação para trabalhar na vinha. Paulo, o apóstolo, que compreendia isso muito bem, disse: “enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gálatas 6.10).

“Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo” (Mateus 20.7b).

Por, José Graciano Dias.

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