Crime organizado ameaça os cristãos mexicanos

Crime organizado ameaça os cristãos mexicanosA lista de Classificação da Perseguição Religiosa em 2015 revela o México com uma pontuação de 55 pontos, ficando 38º lugar. O país latino não apareceu na Classificação de 2014, porém ele marcou 44 pontos, ou seja, um ponto abaixo do último colocado, o Níger, que em 2014 ocupou o 50º lugar. O aumento das hostilidades à comunidade evangélica pode ser explicada pelo crescimento do crime organizado no país e pela violência registrada contra os cristãos.

Segundo os analistas, o México é uma nação que atravessa uma intensa crise por causa do crime organizado. De certa forma, os mexicanos experimentam a mesma perseguição que os crentes colombianos vivenciaram nos anos de 1990. Nos últimos anos, a administração do narcotráfico deslocou-se da Colômbia para a América Central e México.

Para que o país ocupasse sua posição entre aqueles que hostilizam cristãos, o principal fator foi a oposição do crime organizado aos cristãos, além do antagonismo tribal em diferentes partes do território do México e a intolerância que predomina em todo o país. A sobreposição desses motivos de perseguição eleva a pontuação na classificação.

Motivos de perseguição

Segundo informações divulgadas pela organização cristã Portas Abertas, são três os principais motivos de perseguição à comunidade cristã mexicana:

  • Crime organizado: os criminosos que conduzem os cartéis de drogas perpetram a violência contra os cristãos, isto porque eles veem as igrejas como centros para adquirir receitas (daí as igrejas sofrem extorsões) e porque os crentes trabalham nos programas para a reabilitação de dependentes de drogas e álcool.
  • Organismo tribal: as comunidades localizadas nos estados do sul do México adotam os “usos e costumes” tradicionais das tribos indígenas. A partir do momento em que os integrantes da comunidade se convertem a Jesus Cristo, a pessoa atravessa intensa perseguição, com anuência das autoridades formais. Os cristãos de áreas indígenas tem sido vítimas de maior pressão; principalmente em pequenas aldeias, lá os cristãos são multados, presos, agredidos ou assassinados por sua fé.
  • Intolerância: as organizações multilaterais e ONGs esforçam-se para erradicar todos os valores cristãos da esfera pública, incluindo o ensino público. A legislação “liberal” reduz a liberdade dos cristãos de expressarem a sua fé, de modo que o modo de vida cristão acaba sendo cada vez mais ridicularizado.

Os contratempos causados pelo crime tronaram o México um país inseguro no tocante à manutenção e comunicação da fé evangélica. O México é considerado o país mais populoso de língua espanhola do mundo e, depois do Brasil, o segundo mais populoso da América Latina. A base étnica dos mexicanos foi formada, basicamente, pela miscigenação de elementos indígenas e espanhóis. As estatísticas informam que ao longo do século 19, a população ainda estava para dobrar. O processo continuou durante as primeiras duas décadas do século 20, e mesmo assim, o censo de 1920 registrou uma perda de 2 milhões de pessoas. A explicação foi a Revolução Mexicana, ocorrida entre 1910 e 1920.

Por sua vez, o censo de 2010, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia, indicou o catolicismo romano como a religião majoritária com 82,7% da população, enquanto 9,7% (10.924.103) representam outras denominações cristãs, incluindo os evangélicos (5,2%); pentecostais (1,6%); outros protestantes ou reformados (0,7%); Testemunhas de Jeová (1,4%); Adventistas do Sétimo Dia (0,6%); a Igreja Mórmon SUD (0,3%); 4,7% declararam não ter religião; 2,7% não especificaram e 172.891 (ou menos de 0,2% da população) comungavam outras religiões não-cristãs.

Os judeus são mencionados a partir de 1521, quando o conquistador Paulo Rato venceu os Astecas, acompanhado por Guilhas Moura. O censo de 2010 indicou a existência de 67.476 judeus no México. O islamismo no México é fraco. A religião é representada por uma pequena comunidade na cidade de Torreón, Coahuila; há cerca de 300 muçulmanos em San Cristobal de Las Casas, na área de Chiapas. No censo de 2010, 18.185 mexicanos revelaram pertencer a uma religião oriental, de uma categoria que engloba uma pequena  população budista.

A impunidade torna os cristãos vulneráveis

A fuga do conhecido traficante “El Chapo”, no México deixou a sociedade alarmada. O bandido é o chefe do cartel de Sinaloa. Ele escapou de uma penitenciária de segurança máxima, possivelmente com a ajuda do diretor e de funcionários da prisão.

O analista Dennis, da Portas Abertas, comenta: “Em primeiro lugar, não há duvidas de que El Chapo escapou com a ajuda dos funcionários de segurança da penitenciária e isso foi um golpe contra o presidente Peña Nieto. Em segundo lugar, fica claro que a impunidade e a violência são meios que organizam a corrupção no país”. O México precisa das orações da Igreja de Cristo.

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