Milagres se multiplicam em países islâmicos fechados ao Evangelho

Cresce número de testemunhos de revelações e conversões a Cristo entre refugiados sírios e entre iranianos e curdos da região do Estado Islâmico

Milagres se multiplicam em países islâmicos fechados ao EvangelhoMesmo nos países mais fechados para o Evangelho, Deus continua agindo de forma extraordinária. Multiplicam-se as histórias de conversões e milagres no mundo islâmico, o que mostra que nem as trevas mais densas deste mundo podem impedir a luz de Deus de raiar nos corações.

Um dos muitos testemunhos recentes marcantes é o narrado pelo evangélico norte-americano Tyler Connell, um dos líderes do Projeto Ekballo (“Fazedor de Tendas”) naquele país, que há três anos leva profissionais cristãos do Ocidente para trabalhar em países fechados para o Evangelho, onde eles aproveitam para compartilhar a sua fé. Connell esteve, no início deste ano percorrendo universidades de costa a costa dos Estados Unidos, compartilhando histórias e vídeos de sua mais recente viagem ao Oriente Médio, onde ele documentou um movimento dramático de Deus entre os muçulmanos, especialmente com os refugiados. São testemunhos de conversões e milagres testemunhados por ele e por irmãos em Cristo ligados ao projeto.

As histórias relatadas por Connell, e publicadas em fevereiro no site da revista “Charisma News”, nos EUA, foram compartilhadas por ele e sua equipe a estudantes cristãos nas universidades de Harvard, Iowa, Clemson e Geórgia, além do MIT, entre outras. “Em cada parada, vimos a presença de Jesus nessas universidades e seu toque nos alunos, com corpos curados, almas salvas e as pessoas dando suas vidas para servir ao campo missionário”, disse Connell em entrevista à “Charisma News”.

Família síria se converte a Cristo e funda igreja

Uma das histórias mais impressionantes que Connell contou é a de um jovem missionário chamado Daniel (cujo nome foi alterado por razões de segurança), de 24 anos, originário do Estado de Vermont, nos EUA. Dois anos atrás, Daniel mudou-se para o Oriente Médio para trabalhar com refugiados sírios. “Daniel e outros vão de casa em casa visitando essas famílias muçulmanas, sentando e conversando com elas, conhecendo seus nomes e suas histórias, e as amando. A medida que a confiança é construída, eles começam a se abrir a elas sobre o Evangelho de Cristo”, conta Connell.

Em uma tarde, Daniel entrou em uma tenda branca onde morava uma família muçulmana de oito pessoas. “Oi, eu sou Daniel, e eu estou aqui para falar-lhes sobre Jesus“, anunciou ele na chegada. Só que o missionário não estava preparado para a reação daquelas pessoas. “Aquela família me assustou. Eles olharam um para o outro, quase pálidos, e o pai estava muito emocionado, gritando”, contou Daniel. “O que está acontecendo?”, perguntou ele. O intérprete que acompanhava Daniel explicou-lhe o que o pai daquela família estava dizendo. Segundo este, na noite anterior à visita de Daniel, toda a família estava sentada em sua tenda tomando chá, quando um homem vestido de branco abriu a porta da tenda e colocou-se em pé na entrada. O homem estava radiante e sorrindo, e disse apenas: “Olá, meu nome é Jesus, e estou enviando um homem chamado Daniel amanhã para lhes dizer mais sobre mim”. Em seguida, ele desapareceu.

Assim, quando Daniel chegou à sua porta e disse-lhes seu nome, eles ficaram completamente quebrantados. “Pediram-lhe para dizer-lhes mais sobre Jesus e então entregaram suas vidas a Cristo. Toda aquela família deu a sua vida para Jesus”, conta Connell, que informa ainda que o pai daquela família tinha sido integrante do Exército Sírio Livre. “Ele tinha conhecido o derramamento de sangue. Ele era um muçulmano devoto. Este homem e sua família estão agora plantando igrejas subterrâneas e vendo uma grande colheita entre os muçulmanos”, relata.

A presença de Deus entre refugiados convertidos a Cristo

Em maio 2015, Connell e sua equipe passaram oito dias no Oriente Médio, indo de casa em casa entre os refugiados. “Eles eram todos muçulmanos, mas todos eles disseram que estavam desiludidos com o Islã e não sabiam no que eles acreditavam mais”, ressalta ele.

“Eles perguntavam: ‘O que é a verdade?’. Houve uma combinação de circunstâncias que os levaram a estar abertos à pregação do Evangelho”, afirma Connell. Ao ir para o Oriente Médio, sua equipe teve que enfrentar seus medos. “Percebemos que a intimidação e o medo eram apenas uma cortina de fumaça. Por outro lado, o medo era a razão de nossa grande alegria depois, porque víamos Jesus mover-se como nunca imaginaríamos”, assevera.

Em outra família de refugiados da Síria, Connell sentiu a presença de Deus romper de uma maneira poderosa. “A alegria que eclodiu entre essas pessoas foi incrível”, observa ele. “A presença de Jesus era mais forte do que tudo que eu já senti. Naquele pequeno quarto sujo, com o gato fazendo xixi em todos os lugares, havia cerca de 25 pessoas salvas em Cristo lá e a presença de Jesus era mais forte do que em qualquer conferência, qualquer sala de oração, qualquer momento que vivi antes. Jesus estava ali, no meio do deserto, naquela terra, com os muçulmanos. Deus é atraído pelo coração partido, pelo contrito e desesperado. O Rei do Céu estava lá com os pobres de espírito”, enfatiza Connell.

Milagres levam à conversão de curdos e iranianos a Cristo

“Assim como a escuridão tem entrado e tentado tirar proveito, matando vidas, trazendo tanta dor e sofrimento, estamos vivendo, por outro lado, um aumento da presença de Deus, da adoração, da oração e do número de pessoas que estão experimentando Jesus e estão abertas ao Evangelho e dispostas a segui-lo, inclusive pessoas de origem muçulmana”, disse à CBN News, nos EUA, um cristão iraniano chamado Fabián, que pediu que seu nome completo não fosse revelado por questões de segurança.

Fabián lidera uma casa de oração no Curdistão e afirma que tem conhecido um grande número de pessoas que têm tido encontros sobrenaturais com Jesus. “Essas pessoas estão nas ruas e nos campos de refugiados, nos lugares ocupados pelo Estado Islâmico. Inclusive, as pessoas daqui estão tendo também encontros com Jesus por meio de sonhos e visões”, disse Fabián, lembrando que esse é um fenômeno que está acontecendo em todo Oriente Médio, conforme o jornal “Mensageiro da Paz” já relatou meses atrás.

A CBN News escutou a historia de uma mulher, que por razões de segurança chamaram de Abby, que testificou: “Ele (Jesus) falou comigo, me chamou pelo meu nome e disse: ‘Vinde a mim e irei salvá-la’. Mas eu não entendia, na realidade, como isso poderia ser real. Outras pessoas testificaram sobre sonhos semelhantes, dizendo: ‘Venha, não duvides. Venha a mim e vou salvá-lo’. Eu acreditei no sonho e decidi entregar toda a minha vida à fonte de luz, que é Cristo”, explicou Abby, que foi seguida por sua mãe. “Este ano (2016) faz sete meses que tomamos nossa própria decisão de seguir a Jesus com todo o nosso coração”, declarou.

“Quando chegamos aqui, nos deram uma explicação sobre a vida de Cristo e o Reino de Deus segundo o Evangelho”, disse Abby. “Aqui eu percebi que o sonho que sonhei era Jesus mesmo. Ele nos chama para nos dar a salvação, para nos dar descanso, para nos dar a vida. Se o governo soubesse de minha fé, eu seria executada ou pendurada na rua”, a rma Abby.

Outra mulher, identi cada como Bárbara, começou a ler o Novo Testamento. “Quando comecei a ler o Evangelho, senti um poder sair através da Bíblia para o meu coração”, explicou. “Eu era como uma pequena pedra no meio de um mar, mas um poder chegou em minha vida e senti que não seria a mesma pessoa. Sinto que voltei a nascer e sai de algo morto. O que tenho vivido é algo único!”, disse Bárbara.

Não só curdos, mas também milhares de iraquianos tentam saciar a sua sede através do Evangelho às escondidas na Republica Islâmica do Irã. Os missionários testemunham que o Irã é um dos lugares onde a igreja tem tido o crescimento mais rápido do mundo.

Enquanto a política e os extremistas pretendem reorganizar o Oriente Médio, Fabián e outros dizem que o Espírito Santo está trabalhando em um nível muito mais alto para mudar vidas. “A colheita é grande, pois as pessoas estão desesperadas. Elas têm perdido tudo. Elas estão na dor. Elas necessitam de ajuda e estão dispostas a escutar”, disse Fabián.

Segundo a agência Portas Abertas, “a situação da igreja no Irã não tem sido fácil, as reuniões são monitoradas pela polícia secreta e os cristãos ativos são interrogados frequentemente e, muitas vezes, presos e agredidos por causa de sua fé. Essas pessoas são privadas de uma vida tranquila em sociedade, sendo discriminadas e vivendo como clandestinas em seu próprio país”. Entretanto, “estima-se que haja no Irã pelo menos 300 mil cristãos secretos, a maior parte de ex-muçulmanos convertidos”.

Fábian a rma: “Sim, há muitas pessoas neste país que querem matar e destruir, mas também há muitas outras pessoas que estão desesperadas em busca de respostas para suas vidas; e nós, como luz e sal do mundo, temos que estar aqui aproveitando esse tempo. Para sermos a voz, sermos as mãos e levar o Evangelho do Reino para essas vidas”. Amém! Oremos pela igreja no Irã e em todos os países islâmicos fechados para a pregação do Evangelho.

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