Boicote à programação anti-família

Boicote à programação anti-famíliaHá uma guerra espiritual além do que se pode imaginar. Há uma guerra contra a cultura oriunda da visão judaico-cristã do mundo. “Homens e mulheres determinados a enfraquecer o estilo de vida desta nação têm ódio profundo pelos valores cristãos”. ¹ Uma das mais perniciosas e afrontosas manifestações contra o princípios cristãos, emanados da Palavra de Deus, é a novela Babilônia, veiculada pela Rede Globo de Televisão. Além da apologia à homossexualidade, contem assassinato, traição, trapaça e imoralidade gratuita. Sua audiência decaiu assustadoramente, depois que setores conservadores do país deram início a um boicote contra a novela, e contra seu patrocinador. Diante desses fatos, há uma indagação sobre a eficácia de um boicote, divulgado nas redes sociais. Neste artigo, refletiremos sobre esse assunto polêmico e bem atual.

Destruição da família

Para alcançar seu “objetivo geral” ou sua “missão, o movimento gay e o movimento feminista têm como meta a destruição da família que, como se diz há tantos anos, “a célula-mater” da sociedade. Essa família, que foi idealizada por Deus, é formada por “pai”, “mãe” e “filhos” (Gênesis 2.24). A feminista Naomi Goldemberg disse: “Nós mulheres daremos um fim a Deus”. ² Ao afrontar Deus, o Criador, o sustentador do universo, e o Supremo Legislador, ou tentar eliminá-lo da mente humana, o diabo tem convencido o ser humano de que não existe pecado, culpa, nem condenação ou salvação eterna. A destruição da família é resultado dessa visão materialista e satânica.

Na novela Babilônia, duas senhoras idosas, que deveriam ser exemplo para a juventude, protagonizam personagens lésbicas, com a naturalidade de quem está praticando afeto normal e desejável. À luz da Bíblia, a Lei de Deus, a relação homossexual é considerada “abominação ao Senhor” (Levíticos 18.22; 20.13). No Novo Testamento é vista como “paixão infame”, “imundícia”, ato “contrário a natureza”, “torpeza” (Romanos 1.24-27). Mas a mídia exibe como se fosse algo normal e até elevado! É uma guerra inútil e inglória contra Deus, na qual o homem já está derrotado. “Desafiar as leis morais pode ainda levar à morte, quer seja o motorista bêbado que mata uma mãe ao caminho da loja, ou um viciado em drogas que contrai e espalha o vírus da AIDS. Nenhuma transgressão da lei moral ocorre sem consequências dolorosas”. ³

Erradicação da estrutura moral e familiar da sociedade

Filosofias materialistas se valem de propostas humanistas e relativistas, que descartam e afrontam os princípios cristãos. A agenda homossexual é uma das mais ativistas contra as estruturas tradicionais da sociedade. Na realidade, todas as propostas do movimento homossexual visam, não só a destruição da família nuclear, formada por “pai”, “mãe” e “filhos”, conforme o plano de Deus (Gênesis 2.18; 24), como a destruição mais ampla da cultura e da sociedade, que tem origens na tradição judaico-cristã.

Louis P. Sheldon, diz, em seu livro A Estratégia (The agenda): “O grande objetivo do lobby homossexual e de seus apoiadores… é erradicar a estrutura moral da sociedade e promover e estabelecer casais promíscuos de todo tipo imaginável. O que eles querem não é apenas a legalização, mas também a legitimização de padrões de comportamento que a Bíblia (e todas grandes sociedades) têm chamado de abominação”. 4

O pior é que essa destruição está institucionalizada. No Brasil o governo inclui, em seu Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) a mais completa aceitação e o incentivo à homossexualidade. No referido plano, está bem clara essa visão “desconstrutivista”. Diz o PNDH 03:

“Objetivo estratégico II: … Diretriz 10: Garantia de igualdade na diversidade. Objetivo estratégico I: Afirmação da diversidade para construção de uma sociedade igualitária. Ações programáticas: d) Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade”.

O avanço do feminismo radical para a homossexualidade é tão rápido quanto lógico. O feminismo desconstruiu a sexualidade da criação do teísmo cristão”.5 A revista Gay Comunity News publicou artigo de um ativista homossexual, que diz a intenção do movimento LGBT: “Vamos sodomizar seus filhos… Vamos seduzi-los em suas escolas, em suas repúblicas, em seus ginásios… em seus grupos de jovens, nos banheiros de seus cinemas… Seus filhos se tornarão nossos subordinados e farão tudo o que quisermos. Serão remodelados à nossa imagem…”6 Não há duvida quanto aos objetivos da agenda homossexual.

O boicote à programação da mídia materialista

Os evangélicos e segmentos conservadores da sociedade brasileira resolveram reagir à agressão gratuita e imoral da Rede Globo, através da novela Babilônia. Há quem defenda o boicote, e quem entenda que não vale a pena, pois pode “promover” a programação famigerada. Sílvio Abreu, autor das novelas, ao comentar uma novela de sua autoria, levada ao ar, em 2006, pela TV, disse que “A moral está torta. Uma parcela das telespectadoras já não valoriza tanto a retidão e o caráter. Para elas, fazer o que for necessário para se realizar na vida é o certo. As pessoas se mostraram muito mais interessadas nos personagens negativos que nos moralmente corretos”.

Anotamos um exemplo, levado a efeito nos Estados Unidos, contra os excessos da televisão. “Trata-se do exemplo do Dr. Richard Neil, um dentista de Dallas, que estava com sua filha na sala de espera de um consultório médico. Ali, os pacientes estavam assistindo televisão. O programa, naquele momento era o Phil Donahue Show, que mostrava uma prostituta, que se gabava de ter feito sexo com 2,5 mil homens. Dr. Neil ficou chocado com aquilo, pois estava ao lado de seis crianças que não tiravam os olhos do aparelho de TV. Examinando o programa, descobriu que cerca de 500 mil crianças assistiam todos os dias aquele “show”, que costumava ser indecente para ter audiência.

Ele, como cristão sério, resolveu fazer um relatório para os anunciantes, que também tinham família, mostrando o mal que aquele programa fazia às família. O apresentador do programa maldito, ao tomar conhecimento da ação daquele homem cristão, procurou desacreditá-lo, atacando sua vida pessoal, sua ética, e sua vida religiosa. Mas Dr. Neil continuou sua batalha contra o mal, e, dentro de algum tempo, o programa foi retirado do ar, por falta de patrocinadores. É um exemplo de que é possível vencer o mal, com a graça, a força e o poder de Deus”.8 É um caso a ser estudado, como referência para experiências de reprovação à  programação imprópria e indecente contra a família.

“Está escrito”

Nosso manual de ética é a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Ela é “luz para o meu caminho” (Salmo 119.105). Ela não muda (Mateus 24.35). Ela não é “uma verdade”, mutável e adaptável ao liberalismo social. Ela permanece para sempre (1 Pedro 1.25). O que “está escrito” não deve ser diminuído nem aumentado, sob pena de maldição (Apocalipse 22.19). Há igrejas, ditas cristãs, mas que não passam de entidades apóstatas, que aprovam o casamento gay ou lésbico. Mas a Lei de Deus reprova tal comportamento de modo claro e cristalino. A Lei de Deus diz que homem deitar-se com homem é “abominação ao Senhor” (Levítico 18.22; 20.13); “paixão infame”, “torpeza”, ato “contrário a natureza” (Romanos 1.24-27), especialmente referindo-se ao lesbianismo. Os “sodomitas” (que fazem papel de “homem”) e os “efeminados” (que fazem papel de “mulher”) “não herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6.10). É a Lei de Deus. A escolha é do homem. As consequências também.

Notas Bibliográficas

1 SHELDON, Louis P. A estratégia (The Agenda). – o plano dos homossexuais para transformar a sociedade. p. 7.
2 JONES, Peter. A ameaça pagã, p. 216.
3 COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? p. 35.
4 SHELDON, Louis P. op. cit. p. 13.
5 Peter JONES. A ameaça pagã, p. 229.
6 SHELDON, Louis P. op. cit. p. 6.
7 Revista VEJA, edição de 21 de julho de 2006, p. 11. Abril Editora: São Paulo.
8 LIMA, Elinaldo Renovato de, Perigos da pós-modernidade, p. 162.

Por, Elinaldo Renovato de Lima.

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