Perigos do extremismo ecológico

A razão do aparecimento do ecologismo extremo foi que o comunismo mundial havia fracassado

thumbs7d1dA abertura econômica na União Soviética, iniciada por Mikhail Gorbachev na década de 80, apontava claramente para o fim da utopia comunista. A queda do Muro de Berlin, em 1989 precipitou a desintegração do sistema soviético e, por fim, a 25 de dezembro de 1991, Gorbachev renuncia. Seis dias depois, a 31 de dezembro, cessam todas as atividades administrativas do país, as repúblicas soviéticas se tornam independentes e a União Soviética deixa de existir. Em todo o mundo os comunistas correm desesperados em busca de partidos políticos onde se abrigar das críticas e das perdas eleitorais, sem terem que necessariamente abdicar dos métodos de ação e de ideologia que durante décadas ensinaram e praticaram. Encontraram esse refúgio na falácia do desenvolvimento sustentável e da crise ambiental que já então desenvolvia contornos políticos no mundo ocidental.

Greenpeace

Patrick Moore, fundador do movimento ambientalista denominado Greenpeace, explicou numa entrevista, porque abandonou a organização por ele criada: “A razão do aparecimento do ecologismo extremo foi que o comunismo mundial havia fracassado. O muro de Berlim caía e um mundo de pacifistas e ativistas políticos se reciclava no movimento ambientalista. Eles traziam consigo o neomaxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta, para promover um programa que tinha mais a ver com a antiglobalização e o anticapitalismo do que com a ecologia e a ciência”.

A entidade é uma organização não governamental, sediada em Amsterdã, Holanda e com representações espalhadas em 40 países.

O Greenpeace surgiu em 1971 no Canadá por iniciativa de imigrantes americanos. Atualmente concentra cerca de 3 milhões de ativistas em todo o planeta – 40 mil no Brasil (Greenpeace Brasil) – que doam quantias mensais que variam de acordo com o país. O Greenpeace teve entre os primeiros ativistas responsáveis por sua fundação, na década de 1970, pessoas com estilo de vida hippie e integrantes de comunidades Quaker norte-americanos que se deslocaram para o Canadá por discordarem com a guerra do Vietnã.

Quanto as suas atividades, o Greenpeace tem como objetivo atuar em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, através de campanhas envolvendo áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas, transgênicos e energia renovável. Para alcançar seus objetivos, os ativistas buscam sensibilizar a opinião pública através de atos, publicidades e outros meios. Eles baseiam-se nos pilares filosóficos-morais da desobediência civil e tem, como princípio básico, a ação direta.

Os nomes que se destacam da organização, estão os de Robert (Bob) Hunter, falecido em maio de 2005, que atuou no Greenpeace por toda sua vida; Paul Watson, que se retirou em 1977 por divergências com a direção do grupo, fundando, no mesmo ano, a Sea Shepherd Conservation Society, voltada à proteção dos oceanos; e Patrick Moore, que se desligou em 1986, criando, em 1991, a empresa Greenspirit, que presta consultoria ambiental à indústria madeireira, nuclear e de biotecnologia.

A Greenpeace recebe, ainda, doações de seus simpatizantes em equipamentos e outros bens materiais. Esses recursos são usados geralmente nas campanhas e ações dos ativistas.

Os integrantes da organização não aceitam recursos de governos, empresas e partidos políticos, apesar disso atualmente, esta postura é colocada em dúvida. Entidades como Activistcash fazem rastreamento e mostram ao público as fontes de financiamento de organizações não governamentais, como o Greenpeace.

Quanto a origem do nome Greenpeace foi concebido na estreia da organização, quando seus representantes se mobilizaram a fim de impedir um teste nuclear norte-americano nas Ilhas Aletas. Na ocasião os ativistas conceberam a ideia de fazer e vender um button para arrecadar fundos para a viagem. O material deveria conter as palavras green (verde) e Peace (paz), que constavam em duas bandeiras separadas, hasteadas a bordo da embarcação do grupo, até então conhecida como “Comitê Não Faça Onda” (Don’t Make a Wave Committee). Os dizeres haviam sido pensados no intuito de expressar a ideia de pacifismo e defesa do meio ambiente, mas, observadas nas bandeiras, pareciam muito grandes para caber num button. Dessa forma, elas foram juntadas, nascendo a expressão “Greenpeace”, que passou a ser a nomenclatura adotada pela organização.

Reflexos no Brasil

O ciclo dos governos militares impediu que o Brasil caísse na orbita soviética. Tendo promovido a estabilidade econômica, os militares gradativamente devolveram o poder aos civis, não sem antes enfrentarem o movimentos de esquerda, que insistiam na sovietização do país, a exemplo do que ocorrera em Cuba com a revolução castrista. Como se sabe, há mais de meio século persiste na ilha de Fidel Castro uma ditadura comunista, alvo de muito apreço de partidos políticos brasileiros, representantes principalmente dos movimentos sindical e ecológico. Não por coincidência, foram esses partidos que ofereceram guarida aos pacifistas e ativistas políticos na reciclagem a que acima se refugiou Patrick Moore, quando do desmoronamento da União Soviética.

Para os comunistas a manipulação das supostas ameaças ao meio-ambiente serviu como luva, pois o capitalismo passou a ser responsabilizado pelas mazela ambientais, que, segundo eles, produzirão fome e miséria a longo prazo. O surgimento dos profetas do caos ambiental deve ser colocado nesta conta. Para estes é necessário abolir a sociedade rica e produtiva e instaurar um Estado que intervenha livremente nas questões ambientais, econômicas e sociais. Em outras palavras, um Estado autoritário. É neste contexto que se insere a batalha travada no Congresso em torno do novo Código Florestal, bem como as tentativas de impedir a construção da hidroelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, que será a terceira maior do mundo. Por aí também se insere a questão das imensas reservas indígenas situadas em regiões ricas em minérios estratégicos, colocados sob domínio dos índios e, portanto, fora do controle econômico do país.

O papel da Igreja

No Gênesis encontramos o mandato de Deus outorgado ao homem para encher a terra, cultivá-la e fazê-la prospera: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gênesis 1.28); “E abençoou Deus a Noé e seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra” (Gênesis 9.1). Após a descrição do paraíso, encontramos a síntese dos nossos deveres ecológicos. “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no Jardim do Éden para o lavrar e guardar” (Gênesis 2.15). Não devemos, pois, descurar do trato responsável da terra, quando lemos que sua lavra e guarda nos pertencem. Portanto, a Igreja não pode atrelar-se ao movimento ecológico nos moldes em que vem sendo conduzido. Todos os indícios apontam para uma “ditadura verde”, como bem definiu Václav Klaus, atual presidente da República Tcheca, ele próprio oriundo do comunismo, em seu livro Planeta Azul em Algemas Verdes: “Não é o clima, mas a liberdade que está em perigo”. Bem sabemos que as profecias bíblicas referentes a um governo mundial já se encontram em pleno cumprimento, pois os organismos internacionais manobram no sentido de reduzir ou abolir soberania das nações. Sigamos, pois, as instruções deixadas por Jesus em relação a este momento: “… quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima” (Lucas 21.28). Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Por, Paulo Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *