Vitoriosos em busca da vitória

Vitoriosos em busca da vitóriaVitória é um tema muito presente entre os cristãos da atualidade. Inúmeros são os motivos e meios apresentados para alcançá-la. São “campanhas”, “cultos” e outros procedimentos cuja ortodoxia é questionável. É comum ouvirmos chavões como: “obtenha” e “receba a sua vitória”. Muitos cânticos atuais contêm mensagens de vitória. As convocações para os “cultos da vitória” são, às vezes, sensacionalistas como por exemplo, “você que está cansado de uma vida cheia de problemas e desilusões, venha receber de Deus sua vitória”. Numa época em que os desajustes sociais têm se intensificado, gerando os mais diversos problemas, quem é que não quer ter os seus problemas e desilusões resolvidos? Diante deste contexto, urge a necessidade cada vez maior de obter-se a vitória, por mais cruéis que sejam os desafios a serem vencidos. Há um ambiente extremamente favorável à ideia e à necessidade de vitória. E este deve ser o alvo do cristão, pois, a partir do momento em que passamos a integrar a Igreja de Cristo, temos a promessa da vitória.

É evidente portanto que o cristão almeje ser bem sucedido diante de quaisquer circunstâncias, mesmo porque “Deus nos dá a vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15.57). Embora alguns têm proclamado em “evangelho” apenas de “prosperidade”, desvirtuando o sentido bíblico de vitória que é muito mais do que uma vantagem material e momentânea. Segundo as Escrituras Sagradas, vitória é vencer o mal, o mundo e perseverar até o fim para ser salvo (Mateus 24.13), ainda que as circunstâncias sejam e permaneçam as mais adversas possíveis. Devemos, portanto, lembrar que não há vitória sem luta. Para que haja vitória, até mesmo, para o cristão, é indispensável haver luta. O cristão neste mundo terá muitas lutas, mas principalmente vitória, porque essa é a promessa para aquele que se dispõe a seguir Jesus. Ele disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (João 16.33). O apóstolo Paulo corrobora essa afirmativa dizendo: “por muitas tribulações nos importava entrar no Reino de Deus” (Atos 14.22).

Há uma tendência muito em voga de supervalorizar o esforço pessoal, isto é, a auto-ajuda. Não podemos esquecer que a vitória vem do Senhor. Salomão disse: “O cavalo se prepara para o dia da batalha, mas do Senhor vem e vitória” (Provérbios 21.31). É verdade que não podemos acomodar-nos, devemos nos esforçar para atingir a vitória. Porém, a verdadeira vitória é aquela que vem de Deus. E para obtê-la é indispensável nascer de novo. “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5.4).

Assim a vitória nada mais é do que o término do “bom combate”, “acabar a carreira” e “guardar a fé” (2 Timóteo 4.7). E o apóstolo Paulo faz questão de frisar que isso não estava reservado apenas a ele, mas a todos quanto amarem a vinda do Senhor (2 Timóteo 4.8). Este é o segredo da verdadeira vitória: confiar em Jesus, saber que a vitória vem dEle, porém, nas lutas do dia-a-dia, devemos estar preparados para a batalha, certos de que no mundo teremos aflições e tribulações.

Os dias são difíceis. As dificuldades são incontáveis, capazes até de, se não cuidarmos, nos desviar da carreira que nos está proposta. Não podemos subestimar as lutas e tentações, devemos estar vigiando a cada instante para não sermos tragados pelo Inimigo que anda ao nosso derredor “bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5.8).

Aguardamos com paciência a verdadeira vitória: “E quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1 Coríntios 15.54).

Por, Esli de Souza.

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