A vida e o valor moral da dignidade

A vida e o valor moral da dignidadeDignidade é: honra, caráter firme, valor moral, propósito exemplar e inabalável, gravidade, decência e decoro. A dignidade está no coração da pessoa respeitosa, no bom testemunho, num lar equilibrado. A dignidade tem grande valor. Valor no profissionalismo, na sociedade, na igreja. Quem tem dignidade tem segurança nas suas atitudes, tem tranquilidade, tem respeito e é honrado. Não se deixa levar nem troca o seu valor pela iniquidade nem pelos pecados.

O crente tem o dever de ser digno, tem a responsabilidade de viver dignamente. O Senhor exige isso: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5.16). Só assim ele poderá ser exemplo dos fieis e uma barreira ou resistência para os que procedem impiamente, ainda que sejam crentes (Tito 1.13; 2.7).

Até porque também, o crente tem outro espírito, um novo ensino, tem uma nova visão. O seu caminho não é o mesmo dos que não têm a Cristo e não vivem para Ele. O salmista bem mostrou isso: “SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente, segundo o seu coração; aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo; aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor; aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda. Aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente; quem faz isto nunca será abalado” (Salmo 15).

Infelizmente, muitos que estão nas igrejas professam o nome de Cristo, mas só estão tirando proveito da dignidade da igreja de Cristo, mas não vivem dignamente. Certamente a sua porção no mundo é ser religioso, mas nunca alcançarão a glória porque nunca nasceram de novo para poderem entrar no reino de Cristo e de Deus (1 Coríntios 5.9-11; Gálatas 5.21; Mateus 7.23). Assim sendo, o valor de tais pessoas não está no professar ser evangélico ou ainda professar o nome de Cristo, mas viver uma vida digna deste Nome.

A dignidade é uma opção que devemos tomar para o nosso próprio bem e para o bem de todos. Ainda que tenhamos a liberdade de viver como queremos, escolher viver dignamente no mundo nos leva a um patamar excelente de valor moral.

Daniel tinha essa posição e fez nome na Babilônia: “Então os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel, a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma, porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa” (Daniel 6.4).

Um pai, um líder, um ensinador, sempre será reconhecido, louvado e honrado se ensinou a dignidade e viveu dignamente. O sábio Salomão escreveu: “A memória do justo é abençoada, mas o nome dos ímpios apodrecerá. O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o louco palrador será transtornado. Quem anda em sinceridade anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Provérbios 10.7-9).

Jesus Cristo foi o grande exemplo de dignidade para todos os cristãos. Na sua dignidade social Ele sabia entrar e sair sem deixar escândalo algum. As pessoas se surpreendiam positivamente com Ele (João 7.46). Na Sua dignidade moral Ele chegou a perguntar: “Quem de entre vós me convence de pecado? E, eu vos digo a verdade, por que não credes?” (João 8.46). Na Sua dignidade religiosa Ele zelava e exigia de Seus contemporâneos fidelidade, temor a Deus e reverência (João 8.29). Ele expulsou todos os que faziam negócios na Casa de Deus, e repreendia aos que viviam hipocritamente: “Mas, ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e, nem vós entrais, nem deixais  entrar os que estão entrando”; “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra, para fazer um prosélito; e, depois de os terdes feito, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós” (Mateus  23.13, 15). Ainda que na cruz sofrendo o horror da tortura, Jesus não abandonou a Sua dignidade sacerdotal e intercedeu pelos pecadores dizendo: “Pai perdoa-lhes porque não sabem o fazem” (Lucas 23.34).

Os que valorizam a dignidade estão passando por momentos difíceis nestes últimos tempos. É possível ver a sua falta nas mais diversas camadas da sociedade: no meio político, empresarial, esportivo, profissional, militar, judicial, e também no eclesiástico. Homens e mulheres que foram honrados e se desonraram a si mesmo tomados pela avareza, corrupção, mentiras, valorizando mais as ideologias malignas opressoras e enganadoras do que a sua responsabilidade, ferindo a dignidade da nação brasileira.

É urgente darmos prioridade ao ensino da dignidade nas igrejas e aos nossos. Precisamos priorizar a exposição de reflexões sobre a honestidade e o valor do trabalho. Atualmente isso parece uma utopia, porque os injustos e os escandalosos são os que aparentemente têm se destacado; mudando leis já estabelecidas por homens dignos, usurpando, mentindo e sendo aplaudidos.

Diante do exposto, não devemos esquecer que o comando supremo das nações e de todas as situações está nas mãos e domínio de Deus. Abraão disse: “Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gênesis 18.25). Em meio a esse caos de indignidades, existe um povo, uma “nação santa”, “um povo adquirido” que dignamente anuncia as verdades de Deus (1 Pedro 2.8). Um povo que tem a dignidade no seu espírito, que valoriza a dignidade, porque tem um Deus que é digno de toda honra e de toda glória, essa é a Igreja do Senhor Jesus, da qual fazemos parte. “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos, e ao redor do trono e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares. Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5.9-12).

Não abandonemos a nossa dignidade porque por meio dela alcançaremos um extraordinário galardão (Hebreus 10.35).

Por, José Edson de Souza.

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