A importância da figura paterna na estrutura familiar e na sociedade

A importância da figura paterna na estrutura familiar e na sociedadeAssistimos, com pesar, o trabalho persistente de um movimento a nível internacional que visa desvalorizar o modelo bíblico de família tradicional. Como resultado da atual dinâmica social, a figura paterna sofreu alterações significativas, determinadas principalmente pelo avanços tecnológicos relacionados à concepção humana, pelas novas leis, bem como pela entrada maciça das mulheres no mercado de trabalho.

A título de exemplo, cito a alteração trazida pelo novo Código Civil Brasileiro, o antigo Pátrio Poder mudou no novo Código Civil (Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002) para Poder Familiar. Na época do antigo Código Civil (1916) quem exercia o poder sobre os filhos era o pai e não se falava no poder do pai e da mãe (pais). Mas essa situação mudou e hoje a responsabilidade sobre os filhos é de ambos. As atuais mudanças influenciaram várias instituições sociais resultando, por exemplo, em diferentes formatos de família, de casamento, de relação entre pais e filhos. Além disso, o conceito de pai também se alterou: passou da condição de aporte biológico para suporte social. Isso significa vários tipos de pais: os adotivos, os biológicos, os do coração, avôs, tios, amigos da família e professores.

O resgate de valores

O momento exige que o povo de Deus trabalhe pelo resgate dos valores da família tradicional como definido na Bíblia. Faz-se necessário apregoar a importância da figura paterna na estrutura familiar e também na sociedade. A ausência da figura paterna pode gerar instabilidade emocional dos filhos, pois é nele que desenvolvemos noções de limite, influenciando questões relacionadas ao ajustamento e às mais variadas situações. É inegável a grande importância da figura paterna para o desenvolvimento satisfatório e comportamental do adolescente.

A importância da figura paterna na estrutura familiar e na sociedade:

1 – Na Bíblia Deus se revela como Pai

O papel do pai é figurativo de Deus Pai, que nos ama, que cuida de nós e das nossas necessidades. O homem, quando se casa, se torna não só marido, mas responsável por sua família, seja pela esposa, seja pelos filhos. “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Efésios 4.6). A missão do pai na família é representar a Deus Pai. “Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos?” (Hebreus 12.9).

2 – Deus constituiu a família e coloca o homem como cabeça

Então o Senhor Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que lhe auxilie e lhe corresponda” (Gênesis 2.18). Deus tem dado aos maridos o privilégio de serem os líderes do lar. Não é somente um privilégio, é também uma responsabilidade. As mulheres têm dado a graça de serem sábias e auxiliadoras em seus lares. Efésios 5.22 e 23 diz: “Mulheres, sujeitem-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, que é o Seu corpo, do qual Ele é o Salvador”.

3 – A família patriarcal, o Pai como líder

“Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto” (1 Pedro 3.6). O arqueólogo francês Roland de Vaus afirma que o modelo de família (ou casa) israelita era patriarcal, apesar das tentativas de alguns etnógrafos afirmarem que o início foi matriarcal. Segundo o autor, as fontes, mesmo as mais antigas, apresentam uma sociedade patriarcal (Roland de Vaux. Instituições de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2004).

O patriarcado é o tipo de família em que define o parentesco pela linhagem paterna e no qual o pai detém toda a autoridade. O termo “patriarca” é derivado do grego patér, pai + arché primeiro. Assim, o patriarca é o “pai que lidera”.

4 – O amor do Pai é comparado ao amor de Cristo

“Maridos amai cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela” (Efésios 5.25). O senhorio de esposo sobre a esposa baseia-se na autoridade que lhe é própria e que lhe foi dada desde a criação da mulher. O amor do marido pela esposa pode ser comparado ao amor de Cristo pela Sua igreja (2 Coríntios 11.2, 3; Apocalipse 19.7; 21.2). Esse amor é manifesto no plano espiritual. Trata-se de um tipo de amor ágape, que se expressa no bem querer ao próximo. O modelo desse amor é Cristo, que amou de tal forma a Sua “esposa” que deu a Sua vida por ela.

Dr. Içami Tiba: opinião de especialista técnico

O psiquiatra, terapeuta, colunista e escritor brasileiro Içami Tiba afirma: “A figura paterna continua sendo fundamental para a educação e formação das crianças e jovens, e o entendimento disso é importante para todos os modelos de família, dos tradicionais aos novos formatos” (Içami Tiba. Quem ama educa. São Paulo: Editora Gente, 2002).

A importância da figura paterna

A presença da figura paterna na família é para os meninos, como modelo e para as meninas como representante do universo masculino. Através da ligação afetiva com as crianças, transmitindo-lhe amor e carinho, é possível para a criança ser mais segura e confiante – afinal, não é só amada pela mãe. A falta dessa figura paterna causa a falta de uma referência de pai, que talvez na infância não seja percebida, terá um grande impacto na adolescência, quando a criança vai perceber e sentir a ausência da figura paterna; do carinho, auxílio e educação, do pai e isso vai acarretar consequências negativas no futuro daquele filho e daquela filha.

Resta dizer que o projeto de Deus para a família é insubstituível, porque através da estrutura que tem a figura paterna no comando do lar, agindo segundo os preceitos bíblicos não só manterá a família unida em amor como também beneficiará a sociedade, pois este é o conjunto de famílias.

Manasses Brito.

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