Deus, família, igreja e tecnologia

Deus, família, igreja e tecnologiaA Bíblia nos apresenta diversas passagens que apontam para o “futuro”, e neste aspecto observamos as pontas dos “icebergs” que despontam as tendências tecnológicas e futurólogas para qual a humanidade está caminhando.

Desde os primórdios da criação, quando Deus se utilizou de sua palavra para dar origem a todas as coisas, observamos que a “Luz” que nos remete a um plano de expansão tal, revela nos dias atuais os reflexos dessa ordenança (Gênesis 1.3). O conhecimento visto também como ciência tem se multiplicado de tal forma nos dias de hoje que não tem como esquecer o que o texto sagrado afirma em Daniel 12.4 “… e o conhecimento se multiplicará”. Dentro dessa linha de raciocínio venho apresentar as influências das tecnologias que são frutos da multiplicação da ciência e como ela está sendo gerida dentro dos temas “Deus, Família e Igreja”.

A pós-modernidade apresenta o predomínio do instantâneo, eliminando as fronteiras, nos dando a impressão que o mundo está cada vez mais ao alcance de nossas mãos através do avanço da tecnologia. Estamos presenciando o mundo virtual, imagem, som e texto em uma velocidade extraordinária. A tecnologia por conseguinte, é neutra em si mesma, mas pode ser utilizada tanto para propósitos úteis quanto prejudiciais aos seres humanos.

Diante desse processo surge uma indagação: “Até onde a tecnologia aproxima ou afasta membros de uma família? – que medidas tomar para serem usadas a favor e não contra a sua família? É importante dominar a rede mundial para a área profissional, mas, como ficam as crianças, adolescentes e jovens que estão exagerando. Como freá-los?”

A tecnologia está em toda parte e os seres humanos, já se tornaram dependentes dos equipamentos disponibilizados pela ciência atual. Quem consegue viver hoje sem um celular, um computador, um aparelho de TV, entre outros? E aqueles que, se tornam viciados em tecnologia? Hoje existe uma mídia que está interessada em propagar as novidades tecnológicas que surgem a todo instante; estruturas industriais lançando no mercada a cada ano as tendências tecnológicas e uma cobrança social que vive fomentando a ideia de que o individuo deve desfazer-se do velho equipamento para adquirir o novo, moderno, como se diz, “o que está na moda”.

Neste aspecto observamos o desenfreado capitalismo, consumismo e materialismo ocupando o espaço no centro das atenções humanas. Outros se deixam levar pela internet e pela televisão, não saem mais de casa para se reunir com os membros da igreja, membros até de sua família, pois se trancam nos redutos de seus quartos e atravessam madrugadas, conectados às redes sociais e aos bate-papos virtuais, e, até mesmo, em casos extremos do vício virtual, deixam de ir à igreja para estarem nos cultos computadorizados oferecidos pela rede mundial. A programação da televisão é um caos, em sua  ampla extensão, principalmente da TV aberta (já que a TV a cabo ou por assinatura é privilégio de poucos), se reduz a baixaria, restando poucos e “raros” programas que possam ser vistos pela família. A mídia televisiva com suas novelas vem ultimamente destruindo os conceitos de família procurando inserir o conceito do relativismo, afrontando a Palavra de Deus e destruindo princípios bíblicos ordenados por Deus à humanidade.

Este é um recorde da realidade produzida em nosso século através do mau uso da tecnologia. Como responder a indagação levantada no texto acima? Sem ir de um extremo ao outro, pois não se deve generalizar, afinal há aqueles que não se importam muito com tecnologias e sabem utiliza-las sem problemas. Quando avaliamos a questão “Até onde a tecnologia aproxima ou afasta membros de uma família? – que medidas tomar para serem usadas a favor e não contra a sua família? Precisamos desenvolver, em nós, a mente de Cristo (1 Coríntios 2.16), a fim de que não sejamos presas dos rudimentos mundanos. “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2.8). Antes levemos cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2 Coríntios 10.5). Em relação à tecnologia, não devemos pender ao extremismo, mas, por outro lado, devemos examiná-la à luz do Evangelho (1 Tessalonicenses 5.21), retendo o que for proveitoso. É interessante, também, que não desprezemos as coisas simples da vida, abrindo mão de algumas regalias tecnológicas, para estamos ao lado da família, das pessoas que amamos. Além disso, as inúmeras facilidades tecnológicas não podem nos distanciar da intimidade com Deus e com o próximo. Nada substitui, também, os momentos de oração e leitura da Bíblia, a qual, mesmo com tanta tecnologia, continua sendo lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Salmo 119.105).

Qualquer usuário deve controlar seu tempo na rede, nunca deixando de fazer as coisas mais importantes. Enquanto a Internet oferece coisas que podem ajudar no estudo da Bíblia, ninguém deve se enganar em pensar que tempo navegando de um site para outro é tempo investido no estudo das Escrituras. Clique em “desconectar” e abra a sua Bíblia! “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5.15, 16).

Finalizando esta reflexão deixo um conselho: continue se comunicando com sua família. Não deixe que a tecnologia e suas maravilhas venham tirar o tempo precioso do seu relacionamento familiar, utilize o precioso dom de comunicação que Deus lhe agraciou e desfrute das benesses do lar em família. Desligue o sistema de som, o televisor e o computador, e fale com sua família. Ensine seus filhos, ouça a sua esposa ou seu marido, ore com sua família, estudem a Bíblia juntos. Deus nos orientou que os pais falassem com os filhos sobre a palavra dEle “assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-se, e ao levantar-se” (Deuteronômio 6.7). Este conselho poderá ajudar no processo de frenagem de jovens e adolescentes que tem na rede mundial sua prioridade de ocupação do ócio. Deus abençoe a família.

Por, Agissé Levi da Silveira.

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