Alcançando a aprovação divina

Alcançando a aprovação divinaEra mais um belo dia para a tranquila vida de Abraão e sua família em seu bosque particular em Berseba (Gênesis 21.33, 34). Abraão desfrutava alegremente das companhias de sua esposa Sara e de seu filho Isaque, o filho da promessa. De repente, uma voz já conhecida de Abraão lhe chama pelo nome: “Abraão!”. E este respondeu:  “Eis-me aqui” (Gênesis 22.1). Sim, era o próprio Deus chamando Abraão para mais uma conversa. O que Deus quer de seu amigo? Prová-lo. Simplesmente prová-lo (Gênesis 22.1, 2). A vida cristã é assim mesmo. Em um momento, há a impressão de que se vive num mar de rosas, até que, de repente, de forma inesperada, ela é interrompida pelo surgimento da provação, da maior luta pela qual jamais se imaginou passar. Foi assim com Abraão e é assim ainda hoje.

O que fazer nesta hora para alcançar a aprovação divina? Abraão ensinará pelo menos três importantes lições para todos os que desejam alcançar a aprovação divina.

A primeira lição que temos com Abrão é a lição de obediência incondicional a voz de Deus (Gênesis 22.3). O texto diz que Abraão levantou-se de madrugada e partiu para o lugar que Deus lhe havia indicado. Nunca saberemos como foi a noite de Abraão, o quanto agonizou por seu filho e se ele pediu para Deus tirá-lo daquela prova. Mas, sabemos que ele obedeceu prontamente mesmo em meio à maior dor de sua vida. Assim como Abraão, precisamos obedecer a voz de Deus independente do sofrimento, da dor e da dúvida que assaltem nosso coração.

A segunda lição que Abraão nos ensina é que devemos crer em Deus e que Ele é capaz de fazer quantos impossíveis forem necessários para levar a efeito o cumprimento de suas promessas (Gênesis 22.5, 8). Esses textos nos mostram que o patriarca não considerava a hipótese de perder seu único filho, pois confiava em Deus e sua confiança foi o que sustentou sua obediência. Deus já havia feito tantos impossíveis tornarem-se possíveis na vida de Abraão, inclusive o nascimento de Isaque! Logo, não faria também o impossível de tornar a trazer seu filho à vida (Hebreus 11.17-19)? Richard Dawkins, “patrono” dos ateus fundamentalistas deste século, gerou polêmica e confusão com seu livro Deus, um delírio. Não! Deus não é um delírio (Salmo 14.1, 2; 2 Samuel 7.22; 22.32, 33). É desse tipo de fé autêntica que precisamos para sermos aprovados por Deus.

Mas, a terceira grande lição é que devemos perseverar até o fim (Gênesis 22.9, 10). O pai estava decidido a matar o próprio filho, pois o sacrifício implicava em morte. Abraão agarrou-lhe à sua fé no Deus dos impossíveis, e agora estava decidido a ir até o fim. Na obra Teologia Sistemática, Uma Perspectiva Pentecostal, editada por Stanley Horton, encontramos a seguinte definição para perseverança: “Continuar firmemente na vida de fé e obediência até a morte”. Foi isso que Abraão fez, é isso que devemos fazer se quisermos ser aprovados por Deus (Gênesis 22.13, 14) e a concretização de suas promessas e bênçãos (Gênesis 22.15-18).

Por, Esdras Carvalho.

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