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Aquele que enxertou ramos de jambuzeiro na oliveira reenxertará os ramos anturais

Aquele que enxertou ramos de jambuzeiro na oliveira reenxertará os ramos anturaisEntre o ódio e a idolatria oscilam os corações de cristãos evangélicos acerca do povo e do Estado judeus. Enquanto a acusação de deicídio alimenta, em alguns púlpitos, o desprezo aos filhos de Israel, outros ministérios optam pelo uso de símbolos da cultura judaica em seus cultos.

Os extremos dessa variações revelam o antigo anti-semitismo ou o farisaísmo revivido nas posturas judaizantes. Os dois polos demonstram falta de entendimento bíblico do papel presente e futuro dos descendentes de Abraão.

A Inglaterra é exemplo de uma nação que viveu esse movimento pendular. Em 1290. ela expulsou os judeus de seu território e, em 1650, sob a influência de cristãos pré-milenistas, chamou-os ao retorno, num momento em que eram fortes as tendências judaicas na Teologia daquele país.

O antissemitismo poderia ser entendido como o antagonismo à descendência de Sem, filho de Noé. Nesse caso, todos os povos semitas estariam incluídos. A aplicação mais comum do termo, no entanto, é à descendência física de Abraão. O ódio e a consequente perseguição aos judeus caracterizariam o antissemitismo que, ao longo da História, alcançou momento de extrema violência.

O despertar do Leviatã sob as águas

O despertar do Leviatã sob as águas“Poderás pescar com anzol o leviatã ou ligarás a sua língua com a corda? Podes por uma corda no seu nariz ou com um espinho furará a sua queixada? […] Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. Do seu nariz procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira. O seu hálito faz acender os carvões e da sua boca sai chama” (Jó 41.1, 2, 19-21).

A impressionante descrição do animal marinho foi utilizada pelo cientista político Thomas Hobbes (1588-1679) para representar o único ser que, em sua opinião, superaria o “estado de natureza” que leva os homens a lutarem contra seus semelhantes, na “guerra de todos contra todos” (bellum omnium contra omnes). Hobbes afirmava que um governo central e autoritário, uma espécie de monstro terrivelmente poderoso e centralizador – o Leviatã – seria a fórmula para conduzir à paz e à segurança mundiais, ordenando todas as decisões da sociedade e subjugando os povos ao seu comando.

Ao hebraico liwjatham – animal que se enrosca – corresponde o termo latino leviathan, descrevendo um ser criado por Deus (“ali andam os navios e o leviatã que formaste para nele folgar”), servindo de alerta a Jó de que o homem não pode medir forças sequer com uma criatura e, portanto, deve curvar-se diante da grandiosidade do Criador. O termo também é aplicado espiritualmente ao poder das trevas e à sua derrota nos últimos dias: “Naquele dia o Senhor castigará com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, a serpente fugitiva, e o leviatã, a serpente tortuosa; e matará o dragão, que está no mar”. Na demoniologia é o nome do espírito de manipulação, que procura governar a mente do homem, sobrepujando em poder até mesmo as artimanhas rebeldes comumente chamadas de “espírito de jezabel”. Os regidos por leviatã quedar-se-iam inertes em suas resoluções, tendo sido anulados por seu fôlego maligno.

As promessas de Deus específicas ao povo de Israel

As promessas de Deus específicas ao povo de IsraelHá alguns cristãos que acreditam que todas as profecias sobre Israel são cumpridas espiritualmente para a Igreja. De acordo com essa teologia, denominada Teologia da Substituição, Israel foi desobediente e perdeu as promessas condicionadas de Deus que lhe foram feitas. Assim, Deus substituiu Israel por um novo Israel um “Israel espiritual” (Gálatas 6.16), conhecido como a Igreja que cumpre “o novo pacto feito com Israel”.

Ora, em primeiro lugar, os pactos de Deus com Abraão e Davi não foram condicionais, mas incondicionais (Romanos 11.29). Em segundo lugar, em nenhum lugar do Novo Testamento a Igreja é chamada de “Israel Espiritual”. A passagem de Gálatas 6.16, que usa o termo “Israel de Deus”, este termo está relacionado à “verdadeira circuncisão” (Filipenses 3.3, NVI) de quem adora a Deus em espírito e não confia na carne. Ambos os termos significam literalmente judeus que aceitaram Jesus como seu Messias e vivem em Sua graça, não tentando atingir a Salvação pela mera guarda da lei (Romanos 10.1-4).

O sopro de muitas vidas para Israel

O sopro de muitas vidas para IsraelA leitura da Torah é feita nas sinagogas segundo uma divisão em porções chamadas parashah. Cada uma delas relata uma história bíblica, organizada em leituras sabáticas. Seus títulos são, na verdade, as primeiras palavras de cada porção. Assim Chayei Sarah (lê-se “rraiei sara”), “vidas de Sarah” é o título da porção que se inicia em Gênesis 23: “As vidas de Sarah foram cento e vinte e sete anos; os anos das vidas de Sarah”. Nossas melhores traduções, ainda que preconizem a fidelidade ao texto hebraico, procuram adaptar o plural do sujeito da oração, talvez por não encontrar, em língua portuguesa, um parâmetro para o uso dessa forma de fazer múltiplo um mesmo indivíduo. Ficaremos com a exata expressão hebraica.

Um olhar sobre os cedros do Líbano

Um olhar sobre os cedros do LíbanoFoi afinal confirmada a autoria do atentado que, em 2005, matou o ex-primeiro ministro do Líbano Hafik Hariri. A análise feita pelo Tribunal Especial daquele país, única instância da ONU criada para julgar um atentado terrorista, revelou que a bomba acionada no momento em que a comitiva de carros passava diante de um hotel fora instalada pelos quatro terroristas do Hezbollah responsáveis pela operação. A prisão do grupo foi pedida de imediato, o que revela uma mudança ousada no comportamento dos líderes desse tipo de investigação, uma vez que o perigo os cerca de perto, e leva, muitas vezes, a um postergamento ou mesmo ao esquecimento de tragédias semelhantes – um dos chefes de investigações do mesmo caso, Wissam Eid, foi morto num atentado em 2008.

Empresário bem relacionado com o Ocidente, investidor em seu país, Hariri foi pessoa importante para o crescimento do Líbano principalmente após a guerra civil que o devastou e que se estendeu de 1975 a 1990. Opôs-se seriamente à presença militar da Síria (desde 1976), embora não tenha, em vida, conseguido a sua retirada. Somente após sua morte, com a repercussão internacional do atentado e uma onda de protestos populares, houve a remoção das tropas sírias do Líbano. Seu filho, embora tendo alcançado o posto de primeiro-ministro, não resistiu à pressão do Hezbollah, deixando o cargo que seria ocupado pelo atual premier Najib Mikati. Esse tem com a Síria laços de amizade e cooperação no sentido de ajudar a recuperar “as terras ocupadas por Israel”, para isso negando-se a conter o poderio bélico-religioso de seus países. Um governo controlado pelo Hezbollah é, em última instância, um governo contra Israel.

Sionismo: retorno ao lar nacional judaico

Sionismo - retorno ao lar nacional judaicoO sionismo tem como objetivo a independência e união do povo judeu, almejando libertá-lo do domínio estrangeiro hostil e opressivo e estabelecer a unidade do povo judeu, reunindo os judeus exilados nos quatro cantos do mundo na pátria judaica” (Benyamim Neuberger).

A origem da palavra

“Sionismo” é o termo bíblico Sion, usado geralmente como um sinônimo de “Jerusalém” Terra de Israel Éretz Israel. O sionismo é uma ideologia que expressa o profundo anelo dos judeus de todo o mundo por sua pátria histórica.

O desejo pelo retorno à sua pátria foi sentido pela primeira vez pelos judeus exilados na Babilônia expressada em uma das poesias mais lindas do Livro de Salmos“… com saudades da terra natal “Sion” (Salmos 137.1). A ideia sionista se baseia na longa ligação entre o povo judeu, e sua terra, um vínculo que se iniciou há quase 4000 anos atrás quando Abraão se assentou na terra de Canaã, mais tarde conhecida como Terra de Israel.

Israel, nação preciosa aos olhos de Deus

Israel, nação preciosa aos olhos de DeusUma leguminosa espessa e larga deita sobre o chão suas sementes. A Ceratonia Siluqua, mais conhecida como alfarroba, tem vagens com cerca de 10 a 25 centímetros cada uma, de interior carnudo e adocicado, o que faz delas um petisco agradável aos cães famintos e aos porcos. A indústria alimentícia também já descobriu, na escuridão da massa interna da desprezada planta uma iguaria que hoje é vendida em forma de pó, barras e bombons a preços nada acessíveis. Seu sabor, semelhante ao do cacau, atrai principalmente pessoas que buscam opões para lanches infantis ou para alimentação de pessoas sensíveis ao chocolate ou ao leite, costumeiramente adicionado. De comida de porcos a item de lojas especializadas, a alfarroba teve, por fim, seu valor nutricional e sabor reconhecidos.

A família legumisae, à qual, tecnicamente, a alfarroba pertence, guarda segredos em forma de sementes. A vagem, semelhante a uma comprida caixa de joias, esconde “pérolas” enfileiradas – no caso da alfarrobeira, 10 a 16 sementinhas de cor parda – os Kilates. Duras, difíceis de serem mastigadas, provavelmente eram desprezadas pelos animais, embora eventualmente engolidas na urgência da fome.

Recorde de judeus do Brasil para Israel

Recorde de judeus do Brasil para IsraelUm dos sinais do grande advento da volta de Jesus, o arrebatamento da Igreja triunfante (Efésios 5.27), o encontro do Senhor com a Sua noiva nos ares (1 Tessalonicenses 4.17) é indubitavelmente o renascimento, a repatriação e a restauração de Israel.

Nessa linha, o Evangelho de Mateus retrata a advertência, vigilância e cuidado necessários em relação aos assuntos da vinda do Filho do Homem (Mateus 24.32, 33). Logo, a melhor hermenêutica desse texto bíblico revela que a“figueira”é Israel e o crescimento e consolidação dos “ramos tenros”e o“brotamento de folhas”é alusão ao renascimento de Israel como Estado Político e o agrupamento do povo judeu junto a Terra Prometida.

Assim, diante desta perspectiva profética anunciada pelo próprio Jesus Cristo e a correspondente análise histórico-hodierna, geopolítica e espiritual sobre Israel constata-se a proximidade do Arrebatamento.

Por outro lado, a restauração de Israel enquanto nação, estado e pátria institucionalizada foi também clarividentemente objeto de profecias já no Antigo Testamento. Dentre os profetas, destacam-se Ezequiel, Amós, Zacarias, Oséias e Joel que trazem luz a detalhes desse glorioso momento para Israel.

O que virá após o sábado?

O que virá após o sábadoQualquer criança em idade escolar responderá facilmente à pergunta acima com a resposta: “Domingo”, sem se dar conta da mensagem que a expressão contém. Manchando muros em Jerusalém, aliás, a frase ganha tons ameaçadores, afirmando: “Depois do sábado virá o domingo”, num código que precisa ser decifrado. O que se escreve sobre as pedras da Cidade Santa nada mais é do que um alerta feito por terroristas, apontando um futuro de perseguição aos cristãos, aqui representados pelo dia de domingo, após as atuais ações contra judeus, representados pela referência ao shabat. O anúncio não está desconectado de ações passadas em outros tempos de crescente antissemitismo, partindo de diferentes grupos ou nações, quando o ódio que incitou massas contra os filhos de Israel logo estendeu seus tentáculos a outros grupos, a exemplo da perseguição sofrida pelos ciganos no decorrer da campanha nazista, uma vez que o ódio ao semelhante, desde que fomentado, desconhece a razão, enquanto engendra motivos.

“Lo Al-Há-Lechem Levadô Yichyeh Ha-Adam”

“Lo Al-Há-Lechem Levadô Yichyeh Ha-Adam”“Não só de pão viverá o homem” é o significado da frase que intitula esta meditação. Comemos pão, no sentido explícito de pão e no sentido alargado de alimentos variados, para o sustento de nossa vida física. Igualmente, a vida espiritual requer, para sua manutenção, do recebimento da Palavra de Deus. O Mesmo que providencia aos homens as fontes dos nutrientes para a vida física, amorosamente concede o pão espiritual. Afinal, com que alimentaríamos a nossa alma senão do “lechemha-chayim” (lemos “lérremharráim” – “pão da vida”)? Dele vem, para o homem, a restauração interior, a força, a vontade e os objetivos para viver. Comer é absorver, através de mecanismos mecânicos e químicos, os nutrientes dos quais necessitamos. Ao nos alimentarmos da Palavra, recebemos Jesus. Ao recebermos Jesus, absorvemos a Palavra, da qual o Senhor é a fiel expressão e personificação.

“Lechem” é pão e “Beit-Lechem” é casa de pão; curiosamente, contudo, as mesmas letras da raiz de nosso alimento também constituem a palavra “milchamah” (lemos “milrramá”), ou seja, guerra. Outras estruturas de vocábulos vinculam os dois sentidos, como o termo comida, “teref ” (Provérbios 31.15) e o termo “toref ”, fera, no sentido d’aquele que devora’. Se “matzah” é o pão ázimo, “nitzah” é disputa. Na língua árabe, “Beit-Lacham” é casa da carne.

Quando a alma não cuida em manter uma dieta rica do pão da vida, pode facilmente ceder às ofertas de manjares filosóficos e ideológicos tão fartamente oferecidos. Quem come o pão da violência discursiva logo sujará os dentes com o sangue de seus semelhantes.